Pular para o conteúdo principal
Aracaju, Quarta-feira, 24 de junho de 2026
Pular para o conteúdo

Relação da Escócia com a chegada do futebol ao Brasil é reveladora

Esporte

Relação da Escócia com a chegada do futebol ao Brasil é reveladora

A Escócia tem uma relação histórica com a chegada do futebol ao Brasil, destacando Charles Miller.

24/06/2026 · 00h00 · Atualizado às 21h51
Relação da Escócia com a chegada do futebol ao Brasil é reveladora

Publicidade

A Escócia, próxima adversária do Brasil na Copa do Mundo, tem uma relação histórica importante com a chegada do futebol ao Brasil, que ocorreu no final do século XIX. A figura central dessa história é Charles Miller, amplamente reconhecido como o “pai do futebol brasileiro”. Após estudar na Inglaterra, Miller retornou ao Brasil com um par de chuteiras, duas bolas de capotão e um livro de regras do esporte que começava a se popularizar no Reino Unido.

Publicidade

Publicidade

O fato menos conhecido é que Charles Miller tinha ascendência escocesa. Conforme destaca a própria FIFA, Miller era filho de John Miller, um engenheiro ferroviário escocês que se estabeleceu em São Paulo na década de 1860, ao vir ao Brasil para trabalhar em uma ferrovia que ligava Santos a Jundiaí.

“Miller foi enviado para Southampton para estudar e jogou futebol profissionalmente pelo condado de Hampshire”, ressalta o Scottish Football Museum.

Você pode se interessarConteúdo patrocinado · MGID

Em outubro de 1894, Charles Miller voltou a São Paulo trazendo consigo duas bolas de futebol e um conjunto de regras do jogo. Isso possibilitou que ele organizasse uma partida memorável entre a Companhia Ferroviária de São Paulo e a Companhia de Gás em 14 de abril de 1895. Além disso, Miller foi um dos fundadores do São Paulo Athletic Club (SPAC) e da Liga Paulista, conquistando três campeonatos paulistas e construindo uma carreira significativa como árbitro e dirigente.

“Gosto de falar que o futebol brasileiro tem a cara de um brasileiro”, disse Carlos Rudge Miller Júnior, neto de Charles Miller. “Ele demonstrou jogando na Inglaterra aquele jogo de cintura, a criatividade.”

Outro escocês relevante nesse contexto é Thomas Donohoe, um operário têxtil que chegou ao Brasil em 1894. Acredita-se que Donohoe organizou a primeira partida de futebol da história do Brasil, ocorrida em abril daquele ano, seis meses antes da partida promovida por Charles Miller. Historiadores atribuem a ele e a outros operários escoceses a introdução do futebol na região de Bangu, no Rio de Janeiro.

Publicidade

Além de Donohoe, outros escoceses também contribuíram para os primeiros passos do futebol no Brasil. Archie McLean, um engenheiro têxtil que chegou a São Paulo em 1912, fundou um time de futebol de expatriados, o Scottish Wanderers, e teve destaque nas competições locais. Jock Hamilton, professor escocês contratado pelo Club Atlético Paulistano em 1907, introduziu novos métodos de treinamento e se tornou o primeiro técnico profissional do futebol brasileiro.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Recomendado para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
Mais conteúdos para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Sugeridas pra vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
3 min de leitura

Publicidade

A Escócia, próxima adversária do Brasil na Copa do Mundo, tem uma relação histórica importante com a chegada do futebol ao Brasil, que ocorreu no final do século XIX. A figura central dessa história é Charles Miller, amplamente reconhecido como o “pai do futebol brasileiro”. Após estudar na Inglaterra, Miller retornou ao Brasil com um par de chuteiras, duas bolas de capotão e um livro de regras do esporte que começava a se popularizar no Reino Unido.

O fato menos conhecido é que Charles Miller tinha ascendência escocesa. Conforme destaca a própria FIFA, Miller era filho de John Miller, um engenheiro ferroviário escocês que se estabeleceu em São Paulo na década de 1860, ao vir ao Brasil para trabalhar em uma ferrovia que ligava Santos a Jundiaí.

“Miller foi enviado para Southampton para estudar e jogou futebol profissionalmente pelo condado de Hampshire”, ressalta o Scottish Football Museum.

Em outubro de 1894, Charles Miller voltou a São Paulo trazendo consigo duas bolas de futebol e um conjunto de regras do jogo. Isso possibilitou que ele organizasse uma partida memorável entre a Companhia Ferroviária de São Paulo e a Companhia de Gás em 14 de abril de 1895. Além disso, Miller foi um dos fundadores do São Paulo Athletic Club (SPAC) e da Liga Paulista, conquistando três campeonatos paulistas e construindo uma carreira significativa como árbitro e dirigente.

“Gosto de falar que o futebol brasileiro tem a cara de um brasileiro”, disse Carlos Rudge Miller Júnior, neto de Charles Miller. “Ele demonstrou jogando na Inglaterra aquele jogo de cintura, a criatividade.”

Outro escocês relevante nesse contexto é Thomas Donohoe, um operário têxtil que chegou ao Brasil em 1894. Acredita-se que Donohoe organizou a primeira partida de futebol da história do Brasil, ocorrida em abril daquele ano, seis meses antes da partida promovida por Charles Miller. Historiadores atribuem a ele e a outros operários escoceses a introdução do futebol na região de Bangu, no Rio de Janeiro.

Além de Donohoe, outros escoceses também contribuíram para os primeiros passos do futebol no Brasil. Archie McLean, um engenheiro têxtil que chegou a São Paulo em 1912, fundou um time de futebol de expatriados, o Scottish Wanderers, e teve destaque nas competições locais. Jock Hamilton, professor escocês contratado pelo Club Atlético Paulistano em 1907, introduziu novos métodos de treinamento e se tornou o primeiro técnico profissional do futebol brasileiro.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Receba as notícias no seu WhatsApp

Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe

Entrar no canal →

Publicidade

EM ALTA AGORA