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Aracaju, Quarta-feira, 3 de junho de 2026
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Reviravolta no Congresso: Relatório da CPMI do INSS é rejeitado em votação acirrada

Justiça

Reviravolta no Congresso: Relatório da CPMI do INSS é rejeitado em votação acirrada

Oposição consegue derrubar o texto do relator, que pedia o indiciamento de ex-gestores; governo sofre derrota simbólica e estratégica na comissão.

28/03/2026 · 17h15 · Atualizado às 19h09
Reviravolta no Congresso: Relatório da CPMI do INSS é rejeitado em votação acirrada

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Oposição consegue derrubar o texto do relator, que pedia o indiciamento de ex-gestores; governo sofre derrota simbólica e estratégica na comissão.

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BRASÍLIA – Em uma sessão marcada por intensos debates e trocas de acusações, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS encerrou seus trabalhos sem a aprovação do relatório final. O texto, que apresentava conclusões sobre desvios e má gestão nos últimos anos, não obteve os votos necessários, sendo arquivado após uma manobra de blocos independentes e da oposição.

O Placar da Votação

O G1 disponibilizou a lista completa de como cada parlamentar votou, revelando traições em partidos que ocupam ministérios:

  • Votos contra o relatório: Focaram na tese de que o texto era “parcial”, “politizado” e que não apresentava provas robustas para os pedidos de indiciamento.
  • Votos a favor do relatório: Defenderam que as evidências colhidas durante os meses de depoimentos eram suficientes para encaminhar o caso ao Ministério Público Federal (MPF).
  • Ausências Estratégicas: Pelo menos três senadores da base aliada não compareceram à votação, o que foi decisivo para o resultado negativo ao governo.
  • Veja a seguir a lista dos deputados contrários e favoráveis ao relatório:
  • A FAVOR (12 votos)
  • Magno Malta (PL-ES), senador
  • Marcio Bittar (PL-AC), senador
  • Izalci Lucas (PL-DF), senador
  • Eduardo Girão (Novo-CE), senador
  • Rogério Marinho (PL-RN), senador
  • Damares Alves (Republicanos-DF), senadora
  • Coronel Fernanda (PL-MT), deputada
  • Coronel Chrisóstomo (PL-RO), deputado
  • Marcel Van Hattem (Novo-RS), deputado
  • Alfredo Gaspar (União-AL), deputado e relator da CPMI
  • Bia Kicis (PL-DF), deputada
  • Adriana Ventura (Novo-SP), deputada
  • CONTRA (19 votos)
  • Soraya Thronicke (Podemos-MS), senadora
  • Randolfe Rodrigues (Rede-AP), senador
  • Jaques Wagner (PT-BA), senador
  • Eliziane Gama (PSD-MA), senadora
  • Humberto Costa (PT-PE), senador
  • Jussara Lima (PSD-PI), senadora
  • Rogério Carvalho (PT-SE), senador
  • Augusta Brito (PT-CE), senadora
  • Teresa Leitão (PT-PE), senadora
  • Meire Serafim (União Brasil-AC), deputada
  • Átila Lira (PP-PI), deputado
  • Orlando Silva (PCdoB-SP), deputado
  • Rogério Correia (PT-MG), deputado
  • Ricardo Ayres (Republicanos-TO), deputado
  • Alencar Santana (PT-SP), deputado
  • Paulo Pimenta (PT-RS), deputado
  • Lindbergh Farias (PT-RJ), deputado
  • Neto Carletto (Avante-BA), deputado
  • Dorinaldo Malafaia (PDT-AP), deputado
  • Sessão durou quase 16 horas

As Consequências Políticas

A rejeição do relatório gera um “vácuo” nas investigações parlamentares sobre o tema:

  1. Impunidade vs. Justiça: Para a oposição, a rejeição evita “perseguição política”. Para o governo, é uma vitória da impunidade sobre as falhas no atendimento aos aposentados.
  2. Sinal de Alerta para o Planalto: A derrota mostra que o Palácio do Planalto não tem controle total sobre as comissões mistas, o que pode dificultar a aprovação de reformas econômicas futuras.
  3. Destino das Provas: Mesmo sem o relatório aprovado, parlamentares individualmente podem encaminhar as provas colhidas pela comissão à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República.

Resumo da Votação na CPMI

BlocoTendência de VotoJustificativa Comum
GovernoSim ao RelatórioNecessidade de punir erros de gestões passadas.
OposiçãoNão ao RelatórioTexto considerado “peça de ficção e perseguição”.
Centro/IndependentesDivididoQuestionamentos sobre o rigor técnico das provas.

Sábado de “Fogo Cruzado” em Brasília

A rejeição deste relatório ocorre no mesmo dia em que:

  • A defesa de Jair Bolsonaro pede a Alexandre de Moraes a liberação de visitas dos filhos na prisão domiciliar.
  • A deputada Erika Hilton enfrenta um abaixo-assinado com 100 mil assinaturas contra sua atuação.
  • No Judiciário, o ministro Alexandre de Moraes continua sendo o foco das atenções em relação ao seu “hiperativismo”, conforme noticiado recentemente.

Este desfecho na CPMI do INSS promete gerar novos pedidos de investigação e deve pautar os discursos na Câmara e no Senado na próxima semana.

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BRASÍLIA – Em uma sessão marcada por intensos debates e trocas de acusações, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS encerrou seus trabalhos sem a aprovação do relatório final. O texto, que apresentava conclusões sobre desvios e má gestão nos últimos anos, não obteve os votos necessários, sendo arquivado após uma manobra de blocos independentes e da oposição.

O Placar da Votação

O G1 disponibilizou a lista completa de como cada parlamentar votou, revelando traições em partidos que ocupam ministérios:

  • Votos contra o relatório: Focaram na tese de que o texto era “parcial”, “politizado” e que não apresentava provas robustas para os pedidos de indiciamento.
  • Votos a favor do relatório: Defenderam que as evidências colhidas durante os meses de depoimentos eram suficientes para encaminhar o caso ao Ministério Público Federal (MPF).
  • Ausências Estratégicas: Pelo menos três senadores da base aliada não compareceram à votação, o que foi decisivo para o resultado negativo ao governo.
  • Veja a seguir a lista dos deputados contrários e favoráveis ao relatório:
  • A FAVOR (12 votos)
  • Magno Malta (PL-ES), senador
  • Marcio Bittar (PL-AC), senador
  • Izalci Lucas (PL-DF), senador
  • Eduardo Girão (Novo-CE), senador
  • Rogério Marinho (PL-RN), senador
  • Damares Alves (Republicanos-DF), senadora
  • Coronel Fernanda (PL-MT), deputada
  • Coronel Chrisóstomo (PL-RO), deputado
  • Marcel Van Hattem (Novo-RS), deputado
  • Alfredo Gaspar (União-AL), deputado e relator da CPMI
  • Bia Kicis (PL-DF), deputada
  • Adriana Ventura (Novo-SP), deputada
  • CONTRA (19 votos)
  • Soraya Thronicke (Podemos-MS), senadora
  • Randolfe Rodrigues (Rede-AP), senador
  • Jaques Wagner (PT-BA), senador
  • Eliziane Gama (PSD-MA), senadora
  • Humberto Costa (PT-PE), senador
  • Jussara Lima (PSD-PI), senadora
  • Rogério Carvalho (PT-SE), senador
  • Augusta Brito (PT-CE), senadora
  • Teresa Leitão (PT-PE), senadora
  • Meire Serafim (União Brasil-AC), deputada
  • Átila Lira (PP-PI), deputado
  • Orlando Silva (PCdoB-SP), deputado
  • Rogério Correia (PT-MG), deputado
  • Ricardo Ayres (Republicanos-TO), deputado
  • Alencar Santana (PT-SP), deputado
  • Paulo Pimenta (PT-RS), deputado
  • Lindbergh Farias (PT-RJ), deputado
  • Neto Carletto (Avante-BA), deputado
  • Dorinaldo Malafaia (PDT-AP), deputado
  • Sessão durou quase 16 horas

As Consequências Políticas

A rejeição do relatório gera um “vácuo” nas investigações parlamentares sobre o tema:

  1. Impunidade vs. Justiça: Para a oposição, a rejeição evita “perseguição política”. Para o governo, é uma vitória da impunidade sobre as falhas no atendimento aos aposentados.
  2. Sinal de Alerta para o Planalto: A derrota mostra que o Palácio do Planalto não tem controle total sobre as comissões mistas, o que pode dificultar a aprovação de reformas econômicas futuras.
  3. Destino das Provas: Mesmo sem o relatório aprovado, parlamentares individualmente podem encaminhar as provas colhidas pela comissão à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República.

Resumo da Votação na CPMI

BlocoTendência de VotoJustificativa Comum
GovernoSim ao RelatórioNecessidade de punir erros de gestões passadas.
OposiçãoNão ao RelatórioTexto considerado “peça de ficção e perseguição”.
Centro/IndependentesDivididoQuestionamentos sobre o rigor técnico das provas.

Sábado de “Fogo Cruzado” em Brasília

A rejeição deste relatório ocorre no mesmo dia em que:

  • A defesa de Jair Bolsonaro pede a Alexandre de Moraes a liberação de visitas dos filhos na prisão domiciliar.
  • A deputada Erika Hilton enfrenta um abaixo-assinado com 100 mil assinaturas contra sua atuação.
  • No Judiciário, o ministro Alexandre de Moraes continua sendo o foco das atenções em relação ao seu “hiperativismo”, conforme noticiado recentemente.

Este desfecho na CPMI do INSS promete gerar novos pedidos de investigação e deve pautar os discursos na Câmara e no Senado na próxima semana.

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