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Risco Econômico no Brasil Aumenta com Anúncios Eleitorais, Afirma Arko Advice

Relatório da Arko Advice aponta aumento do risco econômico no Brasil devido a gastos eleitorais.

09/07/2026 · 19h04
Risco Econômico no Brasil Aumenta com Anúncios Eleitorais, Afirma Arko Advice

A combinação entre pautas-bomba e a ampliação de gastos com foco nas eleições pressiona as contas públicas do Brasil. Essa é a análise do relatório Risco Brasil, divulgado em julho pela consultoria política Arko Advice.

Entre as propostas em tramitação, destaca-se a elevação do Simples Nacional, que, segundo cálculos da equipe econômica, custaria mais de R$ 40 bilhões aos cofres públicos. O governo se opõe a essa proposta, mas a discussão sobre o assunto segue em pauta.

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Além disso, até maio deste ano, o governo Lula lançou iniciativas que podem injetar cerca de R$ 227 bilhões na economia em 2026, conforme levantamento realizado.

“As contas públicas estão como um fator de risco ao ambiente econômico do país. Com essa insegurança a respeito da questão fiscal, o empresário retrai seu instinto de investidor e prefere aguardar para ver o que vai acontecer”, destaca Murillo de Aragão, CEO da Arko Advice.

Segundo Aragão, o atual contexto político oferece pouco espaço para debates sobre reformas fiscais. Ele observa que “o que ocorre é uma disputa de populismo. O governo ‘preparou o populismo’ e o Congresso diz: ‘eu também vou ser populista e vou aprovar pautas-bomba aqui’”.

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No relatório, a Arko Advice menciona a possibilidade de uma perda de credibilidade com a aprovação de matérias prejudiciais ao orçamento, além da derrubada parcial de vetos presidenciais relacionados a aumentos de despesas. Essa situação poderia gerar um “ruído fiscal” e uma deterioração gradual do orçamento, impactando a queda dos juros.

“Vejo uma piora no quadro e, quando esse cenário institucional e fiscal afetar a atividade econômica, isso gerará uma impopularidade maior do governo”, alerta Aragão.

Por outro lado, a consultoria também aponta a possibilidade de contenção de gastos, onde o Congresso poderia limitar o avanço de pautas-bomba e preservar partes dos vetos do presidente Lula em propostas sobre gastos. Nesse cenário, as regras fiscais estariam “arranhadas”, mas ainda presentes, e haveria um ciclo gradual de cortes nos juros promovido pelo Banco Central, criando um ambiente econômico mais previsível.

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A combinação entre pautas-bomba e a ampliação de gastos com foco nas eleições pressiona as contas públicas do Brasil. Essa é a análise do relatório Risco Brasil, divulgado em julho pela consultoria política Arko Advice.

Entre as propostas em tramitação, destaca-se a elevação do Simples Nacional, que, segundo cálculos da equipe econômica, custaria mais de R$ 40 bilhões aos cofres públicos. O governo se opõe a essa proposta, mas a discussão sobre o assunto segue em pauta.

Além disso, até maio deste ano, o governo Lula lançou iniciativas que podem injetar cerca de R$ 227 bilhões na economia em 2026, conforme levantamento realizado.

“As contas públicas estão como um fator de risco ao ambiente econômico do país. Com essa insegurança a respeito da questão fiscal, o empresário retrai seu instinto de investidor e prefere aguardar para ver o que vai acontecer”, destaca Murillo de Aragão, CEO da Arko Advice.

Segundo Aragão, o atual contexto político oferece pouco espaço para debates sobre reformas fiscais. Ele observa que “o que ocorre é uma disputa de populismo. O governo ‘preparou o populismo’ e o Congresso diz: ‘eu também vou ser populista e vou aprovar pautas-bomba aqui’”.

No relatório, a Arko Advice menciona a possibilidade de uma perda de credibilidade com a aprovação de matérias prejudiciais ao orçamento, além da derrubada parcial de vetos presidenciais relacionados a aumentos de despesas. Essa situação poderia gerar um “ruído fiscal” e uma deterioração gradual do orçamento, impactando a queda dos juros.

“Vejo uma piora no quadro e, quando esse cenário institucional e fiscal afetar a atividade econômica, isso gerará uma impopularidade maior do governo”, alerta Aragão.

Por outro lado, a consultoria também aponta a possibilidade de contenção de gastos, onde o Congresso poderia limitar o avanço de pautas-bomba e preservar partes dos vetos do presidente Lula em propostas sobre gastos. Nesse cenário, as regras fiscais estariam “arranhadas”, mas ainda presentes, e haveria um ciclo gradual de cortes nos juros promovido pelo Banco Central, criando um ambiente econômico mais previsível.

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