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Aracaju, Quinta-feira, 16 de julho de 2026
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Setor de serviços registra queda em maio, indicando desaceleração do PIB

Economia

Setor de serviços registra queda em maio, indicando desaceleração do PIB

Setor de serviços brasileiro apresenta queda em maio, refletindo desaceleração do PIB.

15/07/2026 · 00h00 · Atualizado às 20h18
Setor de serviços registra queda em maio, indicando desaceleração do PIB

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O setor de serviços brasileiro registrou uma retração de 0,4% em maio, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Esse resultado frustrou as expectativas de continuidade da recuperação econômica, especialmente após um avanço de 1,1% em abril.

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Em entrevista ao CNN Money, o economista do PicPay, Matheus Pizzani, destacou a relevância do resultado de maio, uma vez que não houve fatores sazonais significativos que pudessem distorcer a análise da atividade econômica. “Maio não tem nenhum tipo de estacionalidade muito forte. Então é um mês em que a gente consegue analisar as condições de oferta e demanda da economia de uma maneira mais crua”, afirmou.

A queda no setor de serviços foi impulsionada principalmente pelos segmentos de transportes e serviços prestados às famílias, que são sensíveis ao ritmo da atividade econômica. Pizzani explicou que “quanto mais a atividade cresce, mais a gente demanda esse tipo de serviço”. A retração nos transportes foi concentrada no segmento aéreo, enquanto os serviços às famílias também podem refletir uma correção estatística, mas indicam uma perda de fôlego da economia.

“Mostra que, de fato, a atividade econômica está no momento de uma desaceleração”, disse Pizzani.

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O economista também ressaltou o desempenho do grupo de Serviços de Informação e Comunicação, que, tradicionalmente, é menos afetado por fatores conjunturais, como a taxa de juros. Segundo ele, esse segmento vem mostrando desaceleração nas últimas divulgações, o que pode impactar o PIB no segundo trimestre e a atividade econômica ao longo do ano.

Na avaliação de Pizzani, os juros elevados começam a ter efeitos mais visíveis sobre o setor de serviços, embora de forma mais gradual do que em outros segmentos. As famílias estão enfrentando uma combinação de crédito mais caro, inflação elevada e um mercado de trabalho menos aquecido, o que reduz a capacidade de consumo.

“A tendência é que as famílias passem a abdicar de algum dos componentes da sua cesta de consumo e muitas vezes os serviços acabam sofrendo com essa escolha”, afirmou.

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Pizzani acredita que o resultado de maio será considerado pelo Copom (Comitê de Política Monetária). Contudo, ele ressalta a importância de observar se o desempenho se trata apenas de uma oscilação pontual ou se é o início de um processo de desaceleração mais consistente. “Caso esse segundo cenário seja de fato a hipótese central, isso tende a ganhar cada vez mais peso sobre as discussões do Copom e pode sim abrir caminho para um corte de juros”, concluiu.

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O setor de serviços brasileiro registrou uma retração de 0,4% em maio, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Esse resultado frustrou as expectativas de continuidade da recuperação econômica, especialmente após um avanço de 1,1% em abril.

Em entrevista ao CNN Money, o economista do PicPay, Matheus Pizzani, destacou a relevância do resultado de maio, uma vez que não houve fatores sazonais significativos que pudessem distorcer a análise da atividade econômica. “Maio não tem nenhum tipo de estacionalidade muito forte. Então é um mês em que a gente consegue analisar as condições de oferta e demanda da economia de uma maneira mais crua”, afirmou.

A queda no setor de serviços foi impulsionada principalmente pelos segmentos de transportes e serviços prestados às famílias, que são sensíveis ao ritmo da atividade econômica. Pizzani explicou que “quanto mais a atividade cresce, mais a gente demanda esse tipo de serviço”. A retração nos transportes foi concentrada no segmento aéreo, enquanto os serviços às famílias também podem refletir uma correção estatística, mas indicam uma perda de fôlego da economia.

“Mostra que, de fato, a atividade econômica está no momento de uma desaceleração”, disse Pizzani.

O economista também ressaltou o desempenho do grupo de Serviços de Informação e Comunicação, que, tradicionalmente, é menos afetado por fatores conjunturais, como a taxa de juros. Segundo ele, esse segmento vem mostrando desaceleração nas últimas divulgações, o que pode impactar o PIB no segundo trimestre e a atividade econômica ao longo do ano.

Na avaliação de Pizzani, os juros elevados começam a ter efeitos mais visíveis sobre o setor de serviços, embora de forma mais gradual do que em outros segmentos. As famílias estão enfrentando uma combinação de crédito mais caro, inflação elevada e um mercado de trabalho menos aquecido, o que reduz a capacidade de consumo.

“A tendência é que as famílias passem a abdicar de algum dos componentes da sua cesta de consumo e muitas vezes os serviços acabam sofrendo com essa escolha”, afirmou.

Pizzani acredita que o resultado de maio será considerado pelo Copom (Comitê de Política Monetária). Contudo, ele ressalta a importância de observar se o desempenho se trata apenas de uma oscilação pontual ou se é o início de um processo de desaceleração mais consistente. “Caso esse segundo cenário seja de fato a hipótese central, isso tende a ganhar cada vez mais peso sobre as discussões do Copom e pode sim abrir caminho para um corte de juros”, concluiu.

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