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Aracaju, Quinta-feira, 16 de julho de 2026
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C&A mantém qualidade e busca igualdade tributária no setor varejista

Economia

C&A mantém qualidade e busca igualdade tributária no setor varejista

C&A reafirma compromisso com a qualidade e busca igualdade tributária no varejo.

16/07/2026 · 00h00 · Atualizado às 20h13
C&A mantém qualidade e busca igualdade tributária no setor varejista

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O CEO da C&A, Paulo Correa, destacou que a empresa não pretende comprometer a qualidade de seus produtos para competir com as marcas internacionais que atuam no Brasil via comércio eletrônico. Durante uma entrevista ao programa Capital Insights, Correa comentou sobre o impacto da chamada “taxa das blusinhas”, um imposto de importação sobre compras abaixo de US$ 50, que visa corrigir a desigualdade tributária entre varejistas nacionais e plataformas estrangeiras.

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“Não podemos mexer nas taxas, mas também não vamos mexer na qualidade”, afirmou Correa. Ele mencionou que, embora o tributo tenha sido zerado em maio deste ano, a expectativa é que ele retorne em 2027 sob a forma da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), criada na reforma tributária, embora a alíquota ainda não tenha sido definida.

“O ponto não é a existência da concorrência e sim as regras iguais para todos os players”, disse Correa.

O executivo ressaltou que o setor varejista está em constante diálogo com o governo para buscar condições equitativas em relação à tributação, o que pode incluir a taxação equivalente das plataformas estrangeiras ou a isenção de tributos para as empresas brasileiras.

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Correa também abordou a proximidade das eleições presidenciais, que, segundo ele, pode dificultar a resolução do problema no curto prazo. Para enfrentar a concorrência, a C&A aposta em um modelo de produção mais ágil, com coleções menores que são testadas nas lojas e rapidamente escaladas quando a resposta de vendas é positiva. Além disso, a empresa investe em peças versáteis, adequadas para diferentes ocasiões, em resposta ao cenário econômico atual do Brasil.

O CEO observou que, com a alta dos juros, os consumidores estão mais endividados e, consequentemente, têm menor renda disponível. Isso exige uma abordagem mais estratégica nas compras:

“Com juro alto há comprometimento de renda. Juro alto diminui capacidade de consumo. Nesse contexto, comprar roupa é quase um investimento”, afirmou.

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Uma das ferramentas que a C&A utiliza para estimular o consumo é o C&A Pay, seu cartão de crédito próprio. Ele representa quase 30% das vendas da empresa no varejo, permitindo maior autonomia nas operações de financiamento e potencialmente aumentando a receita, embora o executivo reconheça os riscos associados à inadimplência futura.

Correa também destacou que o conceito de concessão de crédito pela varejista é diferente daquele aplicado pelos bancos. Apesar de a empresa assumir mais riscos, ela possui um conhecimento mais profundo sobre seu consumidor e sua capacidade de pagamento. No primeiro trimestre de 2026, a companhia observou uma redução de 4,3 pontos percentuais no crédito não performado, que indica créditos em atraso de difícil recuperação. Além disso, estima-se que os clientes que utilizam essa ferramenta de crédito tendem a gastar 50% a mais anualmente do que aqueles que não utilizam.

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“Não podemos mexer nas taxas, mas também não vamos mexer na qualidade”, afirmou Correa. Ele mencionou que, embora o tributo tenha sido zerado em maio deste ano, a expectativa é que ele retorne em 2027 sob a forma da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), criada na reforma tributária, embora a alíquota ainda não tenha sido definida.

“O ponto não é a existência da concorrência e sim as regras iguais para todos os players”, disse Correa.

O executivo ressaltou que o setor varejista está em constante diálogo com o governo para buscar condições equitativas em relação à tributação, o que pode incluir a taxação equivalente das plataformas estrangeiras ou a isenção de tributos para as empresas brasileiras.

Correa também abordou a proximidade das eleições presidenciais, que, segundo ele, pode dificultar a resolução do problema no curto prazo. Para enfrentar a concorrência, a C&A aposta em um modelo de produção mais ágil, com coleções menores que são testadas nas lojas e rapidamente escaladas quando a resposta de vendas é positiva. Além disso, a empresa investe em peças versáteis, adequadas para diferentes ocasiões, em resposta ao cenário econômico atual do Brasil.

O CEO observou que, com a alta dos juros, os consumidores estão mais endividados e, consequentemente, têm menor renda disponível. Isso exige uma abordagem mais estratégica nas compras:

“Com juro alto há comprometimento de renda. Juro alto diminui capacidade de consumo. Nesse contexto, comprar roupa é quase um investimento”, afirmou.

Uma das ferramentas que a C&A utiliza para estimular o consumo é o C&A Pay, seu cartão de crédito próprio. Ele representa quase 30% das vendas da empresa no varejo, permitindo maior autonomia nas operações de financiamento e potencialmente aumentando a receita, embora o executivo reconheça os riscos associados à inadimplência futura.

Correa também destacou que o conceito de concessão de crédito pela varejista é diferente daquele aplicado pelos bancos. Apesar de a empresa assumir mais riscos, ela possui um conhecimento mais profundo sobre seu consumidor e sua capacidade de pagamento. No primeiro trimestre de 2026, a companhia observou uma redução de 4,3 pontos percentuais no crédito não performado, que indica créditos em atraso de difícil recuperação. Além disso, estima-se que os clientes que utilizam essa ferramenta de crédito tendem a gastar 50% a mais anualmente do que aqueles que não utilizam.

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