Jornal The New York Times revela que o “escudo” de inteligência de Havana foi dizimado durante o ataque dos EUA. Balanço inclui civis e forças de segurança venezuelanas.
A operação militar dos Estados Unidos que resultou na captura de Nicolás Maduro, no último sábado (3), deixou um rastro de sangue maior do que o inicialmente estimado. Segundo reportagem publicada neste domingo (4) pelo jornal The New York Times, o número de mortos nos confrontos em Caracas subiu exponencialmente para 80 pessoas.
Entre as vítimas fatais, um dado chama a atenção e promete elevar a tensão geopolítica: 32 dos mortos eram militares ou agentes de inteligência cubanos.
O “Porto Seguro” Caiu
Cuba, histórica aliada do chavismo, atuava como o principal pilar de sustentação da segurança pessoal e da inteligência de Maduro. O contingente cubano formava o chamado “anel de ferro” ao redor do ditador, sendo responsável por detectar ameaças e coordenar a defesa presidencial.
A morte de 32 agentes indica que a força de elite cubana tentou resistir à investida norte-americana e foi duramente combatida. A presença desses militares confirma o papel de Havana como “porto seguro” na defesa do regime venezuelano até o último momento.
Civis entre as Vítimas
O New York Times destaca ainda que a operação não foi cirúrgica a ponto de evitar danos colaterais. O total de 80 mortos engloba, além dos cubanos e da guarda venezuelana leal a Maduro, civis que estavam nas imediações dos pontos bombardeados e das áreas de confronto terrestre na capital.
Até o momento, nem o governo de Cuba nem o Departamento de Defesa dos EUA confirmaram oficialmente a identidade de todas as vítimas, mas a revelação do jornal norte-americano expõe a intensidade dos combates travados em solo venezuelano.
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