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“Eu sou o Comandante-em-Chefe”: Edmundo González exige lealdade das Forças Armadas enquanto Trump esnoba oposição

Em vídeo divulgado neste domingo (4), opositor reivindica presidência com base nas eleições de 2024. Declaração ocorre após Trump descartar liderança da oposição e reconhecer Delcy Rodríguez. Leia também Ataque com drones fecha oleoduto na Arábia Saudita; Iraque afasta comandante O vácuo de poder na Venezuela após a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos […]

04/01/2026 · 21h36 · Atualizado às 18h29
“Eu sou o Comandante-em-Chefe”: Edmundo González exige lealdade das Forças Armadas enquanto Trump esnoba oposição

Em vídeo divulgado neste domingo (4), opositor reivindica presidência com base nas eleições de 2024. Declaração ocorre após Trump descartar liderança da oposição e reconhecer Delcy Rodríguez.

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O vácuo de poder na Venezuela após a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos deflagrou uma disputa interna e diplomática. Neste domingo (4), o líder opositor Edmundo González divulgou um vídeo nas redes sociais onde se autodeclara “presidente” e exige que as Forças Armadas do país o conduzam ao poder.

González, apontado por observadores internacionais como o verdadeiro vencedor das eleições presidenciais de 2024, apelou diretamente à hierarquia militar, utilizando a terminologia oficial de chefe de Estado.

O Apelo aos Militares

No vídeo, o político tentou assumir o controle da narrativa diante do caos instaurado pelos bombardeios e pela operação americana em Caracas.

“Como presidente dos venezuelanos, faço um apelo calmo e claro às forças armadas nacionais e às forças de segurança do estado. […] O seu dever é sustentar e cumprir o mandato soberano expresso em 28 de julho de 2024”, afirmou.

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Ele foi além, invocando a patente máxima: “Como comandante-em-chefe, lembro-lhes que a sua lealdade é para com a Constituição, o povo e a república”.

O Choque com Washington

A movimentação de González, no entanto, colide frontalmente com a postura adotada pela Casa Branca. Um dia antes, o presidente dos EUA, Donald Trump, jogou um balde de água fria nas pretensões da oposição tradicional.

Trump afirmou não acreditar que a oposição, especificamente a líder María Corina Machado, tenha o “respeito” ou “apoio” necessários para comandar a nação. Em uma reviravolta surpreendente, Trump reconheceu provisoriamente a chavista Delcy Rodríguez como líder interina — sob ameaça de intervenção direta —, chegando a afirmar que os Estados Unidos “governariam” a nação latino-americana neste período de transição.

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O cenário desenha um triângulo de poder complexo: os militares venezuelanos (que hoje cedo declararam apoio a Delcy), a oposição reivindicando a legitimidade das urnas, e os EUA exercendo força militar e tutela política.


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Em vídeo divulgado neste domingo (4), opositor reivindica presidência com base nas eleições de 2024. Declaração ocorre após Trump descartar liderança da oposição e reconhecer Delcy Rodríguez.

O vácuo de poder na Venezuela após a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos deflagrou uma disputa interna e diplomática. Neste domingo (4), o líder opositor Edmundo González divulgou um vídeo nas redes sociais onde se autodeclara “presidente” e exige que as Forças Armadas do país o conduzam ao poder.

González, apontado por observadores internacionais como o verdadeiro vencedor das eleições presidenciais de 2024, apelou diretamente à hierarquia militar, utilizando a terminologia oficial de chefe de Estado.

O Apelo aos Militares

No vídeo, o político tentou assumir o controle da narrativa diante do caos instaurado pelos bombardeios e pela operação americana em Caracas.

“Como presidente dos venezuelanos, faço um apelo calmo e claro às forças armadas nacionais e às forças de segurança do estado. […] O seu dever é sustentar e cumprir o mandato soberano expresso em 28 de julho de 2024”, afirmou.

Ele foi além, invocando a patente máxima: “Como comandante-em-chefe, lembro-lhes que a sua lealdade é para com a Constituição, o povo e a república”.

O Choque com Washington

A movimentação de González, no entanto, colide frontalmente com a postura adotada pela Casa Branca. Um dia antes, o presidente dos EUA, Donald Trump, jogou um balde de água fria nas pretensões da oposição tradicional.

Trump afirmou não acreditar que a oposição, especificamente a líder María Corina Machado, tenha o “respeito” ou “apoio” necessários para comandar a nação. Em uma reviravolta surpreendente, Trump reconheceu provisoriamente a chavista Delcy Rodríguez como líder interina — sob ameaça de intervenção direta —, chegando a afirmar que os Estados Unidos “governariam” a nação latino-americana neste período de transição.

O cenário desenha um triângulo de poder complexo: os militares venezuelanos (que hoje cedo declararam apoio a Delcy), a oposição reivindicando a legitimidade das urnas, e os EUA exercendo força militar e tutela política.


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