Pular para o conteúdo principal
Aracaju, Quarta-feira, 16 de setembro de 2026
Pular para o conteúdo
Economia

Sobretaxa dos EUA ameaça 36% das exportações nordestinas

Sobretaxa dos EUA pode afetar 36% das exportações do Nordeste, aponta Etene.

10/08/2026 · 00h00 · Atualizado às 14h42
Sobretaxa dos EUA ameaça 36% das exportações nordestinas

A sobretaxa de 37,5% imposta pelo governo dos Estados Unidos (EUA) aos produtos brasileiros deverá impactar oito dos quinze principais itens de exportação do Nordeste para o mercado americano. Esses produtos, somente no primeiro semestre de 2026, representaram mais de 450 milhões de dólares em vendas da região para os EUA, equivalente a 36% do total exportado. O impacto foi calculado pelo Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), uma área de pesquisa do Banco do Nordeste (BNB).

Os Estados Unidos anunciaram a aplicação de novas tarifas de importação sobre produtos brasileiros, com início em 22 de julho. As novas medidas preveem um aumento de 25% sobre determinados itens exportados pelo Brasil, além de uma cobrança adicional de 12,5% para alguns produtos, relacionada às políticas norte-americanas de combate ao trabalho forçado. Assim, a soma das tarifas pode chegar a 37,5%, dependendo da classificação do produto.

Publicidade

Segundo o economista-chefe do BNB, Rogério Sobreira, o setor que mais deverá sentir os efeitos das medidas americanas é a indústria.

“As empresas desse setor no Nordeste enfrentarão maiores desafios já que importantes produtos como os semimanufaturados de ferro e aço estão sendo taxados”,

cita.

O agronegócio da região também enfrentará impactos diretos, especialmente na exportação de itens como celulose solúvel, açúcar e álcool, mel natural, determinados tipos de pescados, calçados de couro e cordéis de sisal. Por outro lado, produtos como celulose convencional, manteiga e óleo de cacau, manga, castanha de caju, água de coco, cacau em pó, café em grão e partes de frutas ficaram isentos da sobretaxa.

Você pode se interessarConteúdo patrocinado · MGID

De acordo com o economista, uma das soluções para enfrentar esse cenário é diversificar os mercados.

“Precisamos lembrar que os americanos não são os únicos consumidores dos nossos produtos. Os Estados Unidos responderam por cerca de 12% de todas as exportações nordestinas em 2025. Outra medida é acessar crédito mais adequado para enfrentar as dificuldades. O próprio Banco do Nordeste é uma fonte de financiamento com condições muito favoráveis para as exportações, por utilizar recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste, o FNE”,

explica.

Publicidade

No total, houve sobretaxa para 639 produtos brasileiros. Segundo estimativas do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), com base no comércio bilateral de 2024, as novas tarifas impostas pelos Estados Unidos atingem 23,1% das exportações brasileiras. Considerando a sobretaxa aplicada ao aço e alumínio, anunciada em junho do ano passado pelo governo norte-americano, esse percentual pode chegar até 47,3%.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Recomendado para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
Mais conteúdos para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Sugeridas pra vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
3 min de leitura

A sobretaxa de 37,5% imposta pelo governo dos Estados Unidos (EUA) aos produtos brasileiros deverá impactar oito dos quinze principais itens de exportação do Nordeste para o mercado americano. Esses produtos, somente no primeiro semestre de 2026, representaram mais de 450 milhões de dólares em vendas da região para os EUA, equivalente a 36% do total exportado. O impacto foi calculado pelo Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), uma área de pesquisa do Banco do Nordeste (BNB).

Os Estados Unidos anunciaram a aplicação de novas tarifas de importação sobre produtos brasileiros, com início em 22 de julho. As novas medidas preveem um aumento de 25% sobre determinados itens exportados pelo Brasil, além de uma cobrança adicional de 12,5% para alguns produtos, relacionada às políticas norte-americanas de combate ao trabalho forçado. Assim, a soma das tarifas pode chegar a 37,5%, dependendo da classificação do produto.

Segundo o economista-chefe do BNB, Rogério Sobreira, o setor que mais deverá sentir os efeitos das medidas americanas é a indústria.

“As empresas desse setor no Nordeste enfrentarão maiores desafios já que importantes produtos como os semimanufaturados de ferro e aço estão sendo taxados”,

cita.

O agronegócio da região também enfrentará impactos diretos, especialmente na exportação de itens como celulose solúvel, açúcar e álcool, mel natural, determinados tipos de pescados, calçados de couro e cordéis de sisal. Por outro lado, produtos como celulose convencional, manteiga e óleo de cacau, manga, castanha de caju, água de coco, cacau em pó, café em grão e partes de frutas ficaram isentos da sobretaxa.

De acordo com o economista, uma das soluções para enfrentar esse cenário é diversificar os mercados.

“Precisamos lembrar que os americanos não são os únicos consumidores dos nossos produtos. Os Estados Unidos responderam por cerca de 12% de todas as exportações nordestinas em 2025. Outra medida é acessar crédito mais adequado para enfrentar as dificuldades. O próprio Banco do Nordeste é uma fonte de financiamento com condições muito favoráveis para as exportações, por utilizar recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste, o FNE”,

explica.

No total, houve sobretaxa para 639 produtos brasileiros. Segundo estimativas do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), com base no comércio bilateral de 2024, as novas tarifas impostas pelos Estados Unidos atingem 23,1% das exportações brasileiras. Considerando a sobretaxa aplicada ao aço e alumínio, anunciada em junho do ano passado pelo governo norte-americano, esse percentual pode chegar até 47,3%.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Receba as notícias no seu WhatsApp

Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe

Entrar no canal →

Publicidade

EM ALTA AGORA