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STJ adia julgamento de restrições a pai do ex-governador Gladson Cameli

Política

STJ adia julgamento de restrições a pai do ex-governador Gladson Cameli

STJ adia análise de recurso do pai do ex-governador do Acre, Gladson Cameli.

17/06/2026 · 00h00 · Atualizado às 18h04
STJ adia julgamento de restrições a pai do ex-governador Gladson Cameli

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O empresário Eládio Cameli aguarda decisão sobre bloqueio de bens e suspensão de atividades. Seu filho, Gladson, foi condenado a mais de 25 anos por corrupção na Operação Ptolomeu.

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A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) adiou, nesta quarta-feira (17/06/2026), a análise de um recurso do empresário Eládio Messias Cameli, pai do ex-governador do Acre, Gladson Cameli. Gladson foi condenado a 25 anos e 9 meses de prisão, em regime fechado, por crimes de corrupção e organização criminosa no âmbito da Operação Ptolomeu.

A defesa de Eládio buscava a revisão de uma decisão que manteve várias medidas cautelares, incluindo bloqueio de bens, suspensão de atividades empresariais e proibição de atos específicos. Essas restrições foram impostas para evitar riscos de continuidade de crimes, ocultação de patrimônio ou prejuízo às investigações em andamento.

O julgamento foi interrompido após um pedido de vista do ministro Luis Felipe Salomão. Ele argumentou que a relação de parentesco entre Eládio e Gladson Cameli não é, por si só, um motivo suficiente para justificar as restrições impostas. O ministro tem um prazo de até 60 dias para devolver o processo, que pode ser prorrogado por mais 30 dias.

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É importante destacar que o caso em questão não se referia a uma nova condenação ou a recebimento de nova denúncia, mas sim ao julgamento de embargos de declaração, um recurso utilizado para apontar omissões, contradições ou obscuridades em decisões anteriores.

A relatora do caso, ministra Nancy Andrighi, votou pela manutenção das restrições, afirmando que a revogação das medidas poderia permitir o retorno da organização criminosa às suas atividades. Além disso, ela destacou que algumas empresas ligadas ao esquema continuaram a operar e transferiram suas atividades para Manaus.

Por outro lado, o ministro João Otávio de Noronha divergiu da relatora, argumentando que as medidas não deveriam funcionar como uma cautelar abrangente para diferentes processos que não estivessem diretamente vinculados a cada fato específico em investigação.

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A Operação Ptolomeu investiga suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro, peculato, fraude em licitações e organização criminosa no governo do Acre. A ação penal contra Gladson Cameli é resultado das investigações conduzidas pela Polícia Federal desde 2019, que apontam um desvio de R$ 11,7 milhões em contratos públicos no Estado.

Em maio de 2024, o STJ aceitou uma denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Gladson, que foi acusado de ser o líder do esquema. O pedido de afastamento do cargo foi rejeitado. Gladson Cameli foi condenado em maio de 2026 pela Corte Especial do STJ a 25 anos e 9 meses de prisão por organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato, lavagem de dinheiro e fraude à licitação.

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O empresário Eládio Cameli aguarda decisão sobre bloqueio de bens e suspensão de atividades. Seu filho, Gladson, foi condenado a mais de 25 anos por corrupção na Operação Ptolomeu.

A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) adiou, nesta quarta-feira (17/06/2026), a análise de um recurso do empresário Eládio Messias Cameli, pai do ex-governador do Acre, Gladson Cameli. Gladson foi condenado a 25 anos e 9 meses de prisão, em regime fechado, por crimes de corrupção e organização criminosa no âmbito da Operação Ptolomeu.

A defesa de Eládio buscava a revisão de uma decisão que manteve várias medidas cautelares, incluindo bloqueio de bens, suspensão de atividades empresariais e proibição de atos específicos. Essas restrições foram impostas para evitar riscos de continuidade de crimes, ocultação de patrimônio ou prejuízo às investigações em andamento.

O julgamento foi interrompido após um pedido de vista do ministro Luis Felipe Salomão. Ele argumentou que a relação de parentesco entre Eládio e Gladson Cameli não é, por si só, um motivo suficiente para justificar as restrições impostas. O ministro tem um prazo de até 60 dias para devolver o processo, que pode ser prorrogado por mais 30 dias.

É importante destacar que o caso em questão não se referia a uma nova condenação ou a recebimento de nova denúncia, mas sim ao julgamento de embargos de declaração, um recurso utilizado para apontar omissões, contradições ou obscuridades em decisões anteriores.

A relatora do caso, ministra Nancy Andrighi, votou pela manutenção das restrições, afirmando que a revogação das medidas poderia permitir o retorno da organização criminosa às suas atividades. Além disso, ela destacou que algumas empresas ligadas ao esquema continuaram a operar e transferiram suas atividades para Manaus.

Por outro lado, o ministro João Otávio de Noronha divergiu da relatora, argumentando que as medidas não deveriam funcionar como uma cautelar abrangente para diferentes processos que não estivessem diretamente vinculados a cada fato específico em investigação.

A Operação Ptolomeu investiga suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro, peculato, fraude em licitações e organização criminosa no governo do Acre. A ação penal contra Gladson Cameli é resultado das investigações conduzidas pela Polícia Federal desde 2019, que apontam um desvio de R$ 11,7 milhões em contratos públicos no Estado.

Em maio de 2024, o STJ aceitou uma denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Gladson, que foi acusado de ser o líder do esquema. O pedido de afastamento do cargo foi rejeitado. Gladson Cameli foi condenado em maio de 2026 pela Corte Especial do STJ a 25 anos e 9 meses de prisão por organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato, lavagem de dinheiro e fraude à licitação.

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