Tarcísio de Freitas atua pessoalmente para costurar aliança entre Republicanos e Flávio Bolsonaro, pressionando o presidente Marcos Pereira. União Brasil e PP foram descartados; Republicanos e Podemos viram alternativas.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, está atuando pessoalmente para que o Republicanos, partido ao qual é filiado, firme uma aliança com Flávio Bolsonaro, do PL-RJ. De acordo com apurações, Tarcísio foi escalado para pressionar o presidente do Republicanos, Marcos Pereira, a fechar o acordo.
No entanto, as negociações enfrentam desafios significativos. As tratativas com o União Brasil e com o PP foram descartadas, e agora as atenções se voltam para o Republicanos e o Podemos como possíveis aliados de Flávio Bolsonaro na corrida eleitoral. Um dos principais entraves para a aliança reside no Mato Grosso. O atual governador do estado, Otaviano Piveta, do Republicanos, busca apoio do PL para sua campanha à reeleição. Contudo, o Partido Liberal já lançou o senador Wellington Fagundes, identificado como bolsonarista, como candidato ao governo estadual.
Sem sinais de que o PL abrirá mão dessa candidatura, a direção nacional do partido enfrenta dificuldades em convencer a ala estadual a ceder, o que se torna um argumento recorrente dentro do Republicanos para resistir ao acordo com Flávio Bolsonaro. Além do impasse no Mato Grosso, há avaliações de que Flávio Bolsonaro não estaria dedicando esforço suficiente às negociações com o Republicanos, o que deixou as conversas para a última hora.
Interlocutores afirmam que o candidato do PL não teria mais a mesma expectativa de poder que possuía anteriormente, o que enfraquece sua posição nas tratativas. Outro fator que pesa contra a aliança é o cálculo político do Republicanos. A neutralidade do partido já garante espaço no atual governo e pode resultar em posições ainda mais relevantes em um eventual novo mandato de Lula.
O Republicanos, que tem forte ligação com o segmento evangélico — uma base historicamente resistente ao PT —, tem sido cortejado pelos interlocutores do presidente Lula, que buscam garantir a neutralidade dos partidos do Centrão. Essa posição também fortalece o Republicanos em um eventual segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro.
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