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Saúde

Três é demais: médicos alertam para dor de cabeça recorrente

Profissionais de saúde chamam atenção, no Dia Nacional de Combate à Cefaleia, para a necessidade de avaliação médica quando há três ou mais...

20/05/2026 · 10h18
Três é demais: médicos alertam para dor de cabeça recorrente

Profissionais de saúde chamam atenção, no Dia Nacional de Combate à Cefaleia, para a necessidade de avaliação médica quando há três ou mais crises mensais por pelo menos três meses.

Na data de 19 de maio, marcada pela campanha Maio Bordô, especialistas destacam que a cefaleia — considerada a sétima condição mais incapacitante no mundo — nem sempre decorre apenas de causas simples como estresse, desidratação ou falta de sono. Entre as possíveis origens estão sinusite, enxaqueca crônica e, em casos mais raros, aneurisma.

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Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), os transtornos de dor de cabeça estão entre as condições neurológicas mais frequentes globalmente, afetando faixas etárias dos 5 aos 80 anos. A OMS estima que cerca de 40% da população mundial — aproximadamente 3,1 bilhões de pessoas — apresenta dor de cabeça de forma regular. Por isso, especialistas ressaltam a importância de atenção redobrada quando os episódios se tornam recorrentes ou prolongados.

A enxaqueca, especificamente, é apontada como a segunda maior causa de incapacidade no mundo, atingindo cerca de 15% da população global, com maior prevalência entre mulheres, possivelmente por influência de fatores hormonais. No Brasil, mais de 30 milhões de pessoas convivem com enxaqueca crônica.

O neurocirurgião Orlando Maia explica que enxaqueca crônica caracteriza-se por crises em 15 dias ou mais por mês, frequentemente associadas a náuseas e fotofobia e fonofobia. Ele alerta que, embora a maioria das cefaleias seja benigna — como as de tensão — existe um limite entre o que é esperado e o que requer investigação, pois dores persistentes podem indicar quadros neurológicos, infecções ou alterações estruturais.

Sinais de alerta e fatores de risco

Os profissionais apontam sinais que exigem avaliação imediata: dor frequente ou diária; mudança no padrão da dor; início súbito e muito intenso; intensidade incomum; alterações visuais, de fala ou de força; episódios com confusão mental, perda de consciência ou desequilíbrio. Esses sinais não devem ser normalizados.

A Sociedade Brasileira de Cefaleia (SBC) relaciona hábitos que favorecem o surgimento das dores: alimentação inadequada, jejum prolongado, consumo excessivo de gorduras e álcool e, especialmente, o estresse. A entidade também destaca a interação entre enxaqueca e fatores como sedentarismo, tabagismo, obesidade, transtornos do humor e disfunções temporomandibulares, motivo pelo qual o tratamento costuma ser multidisciplinar.

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Automedicação e tratamento

A SBC aponta a automedicação como um dos principais erros no manejo dessas dores, observando que o fácil acesso a analgésicos e anti-inflamatórios no Brasil favorece esse comportamento. Quando as crises são raras (até dois episódios por mês) o impacto costuma ser menor; em frequências maiores, há indicação de tratamento preventivo, e a automedicação pode agravar a frequência e a intensidade das crises.

A entidade estima que cerca de 90% das pessoas com cefaleia apresentam prejuízos no trabalho, nos estudos, no lazer e na vida sexual. Entre as opções terapêuticas citadas estão medicamentos, fitoterápicos, neuroestimuladores periféricos, bloqueios anestésicos, acupuntura e toxina botulínica, sempre com avaliação individualizada e planejamento terapêutico.

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O Maio Bordô, instituído pela Sociedade Brasileira de Cefaleia, reforça a campanha “3 é Demais”: quem tem três episódios mensais de dor de cabeça por três meses consecutivos deve procurar atendimento profissional.

Com informações de Agência Brasil

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Profissionais de saúde chamam atenção, no Dia Nacional de Combate à Cefaleia, para a necessidade de avaliação médica quando há três ou mais crises mensais por pelo menos três meses.

Na data de 19 de maio, marcada pela campanha Maio Bordô, especialistas destacam que a cefaleia — considerada a sétima condição mais incapacitante no mundo — nem sempre decorre apenas de causas simples como estresse, desidratação ou falta de sono. Entre as possíveis origens estão sinusite, enxaqueca crônica e, em casos mais raros, aneurisma.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), os transtornos de dor de cabeça estão entre as condições neurológicas mais frequentes globalmente, afetando faixas etárias dos 5 aos 80 anos. A OMS estima que cerca de 40% da população mundial — aproximadamente 3,1 bilhões de pessoas — apresenta dor de cabeça de forma regular. Por isso, especialistas ressaltam a importância de atenção redobrada quando os episódios se tornam recorrentes ou prolongados.

A enxaqueca, especificamente, é apontada como a segunda maior causa de incapacidade no mundo, atingindo cerca de 15% da população global, com maior prevalência entre mulheres, possivelmente por influência de fatores hormonais. No Brasil, mais de 30 milhões de pessoas convivem com enxaqueca crônica.

O neurocirurgião Orlando Maia explica que enxaqueca crônica caracteriza-se por crises em 15 dias ou mais por mês, frequentemente associadas a náuseas e fotofobia e fonofobia. Ele alerta que, embora a maioria das cefaleias seja benigna — como as de tensão — existe um limite entre o que é esperado e o que requer investigação, pois dores persistentes podem indicar quadros neurológicos, infecções ou alterações estruturais.

Sinais de alerta e fatores de risco

Os profissionais apontam sinais que exigem avaliação imediata: dor frequente ou diária; mudança no padrão da dor; início súbito e muito intenso; intensidade incomum; alterações visuais, de fala ou de força; episódios com confusão mental, perda de consciência ou desequilíbrio. Esses sinais não devem ser normalizados.

A Sociedade Brasileira de Cefaleia (SBC) relaciona hábitos que favorecem o surgimento das dores: alimentação inadequada, jejum prolongado, consumo excessivo de gorduras e álcool e, especialmente, o estresse. A entidade também destaca a interação entre enxaqueca e fatores como sedentarismo, tabagismo, obesidade, transtornos do humor e disfunções temporomandibulares, motivo pelo qual o tratamento costuma ser multidisciplinar.

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Automedicação e tratamento

A SBC aponta a automedicação como um dos principais erros no manejo dessas dores, observando que o fácil acesso a analgésicos e anti-inflamatórios no Brasil favorece esse comportamento. Quando as crises são raras (até dois episódios por mês) o impacto costuma ser menor; em frequências maiores, há indicação de tratamento preventivo, e a automedicação pode agravar a frequência e a intensidade das crises.

A entidade estima que cerca de 90% das pessoas com cefaleia apresentam prejuízos no trabalho, nos estudos, no lazer e na vida sexual. Entre as opções terapêuticas citadas estão medicamentos, fitoterápicos, neuroestimuladores periféricos, bloqueios anestésicos, acupuntura e toxina botulínica, sempre com avaliação individualizada e planejamento terapêutico.

O Maio Bordô, instituído pela Sociedade Brasileira de Cefaleia, reforça a campanha “3 é Demais”: quem tem três episódios mensais de dor de cabeça por três meses consecutivos deve procurar atendimento profissional.

Com informações de Agência Brasil

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