Meta fechou acordo com vários estados dos EUA e pagará multa bilionária após ação sobre vício em redes sociais. Medidas preveem 'toque de recolher' noturno e em horário escolar, limite diário e ocultação de curtidas.
O julgamento contra a Meta sobre vícios em redes sociais resultou em acordo entre a empresa e os estados dos Estados Unidos. O processo resultou em medidas que visam limitar o uso de serviços como Facebook e Instagram por adolescentes e aumentar mecanismos de proteção.
A criadora do Facebook e do Instagram vai pagar uma multa bilionária e aplicar ajustes mais rígidos nas redes sociais para proteger adolescentes. As novas medidas impostas pelo acordo incluem uma espécie de “toque de recolher” para bloquear o app durante a madrugada e o horário escolar, limite diário de uso e a ocultação do número de curtidas para menores de idade.
O acordo vale para os Estados Unidos, então as mudanças serão implementadas inicialmente apenas no país norte-americano. Não há previsão de chegada em outros países. O acordo estabelece diferentes prazos para a Meta adicionar os recursos, então os ajustes não serão imediatos.
O que vai mudar nas redes da Meta
- Limite diário: duas horas de uso das redes, compartilhado entre Facebook e Instagram. Somente pais e mães podem desativá-lo.
- Bloqueio noturno: recursos nos apps serão bloqueados entre meia-noite e 06h; não será possível postar ou ver Feed, Stories e Reels, entre outras funções.
- Horário escolar: notificações serão silenciadas entre 08h e 15h.
- Alertas: mensagens na tela sobre o tempo de uso diário.
- Feed opcional: opção para escolher um feed sem algoritmo de recomendação.
- Autoplay: comando para desativar a reprodução automática de vídeos.
- Curtidas ocultas: número de curtidas será escondido por padrão para adolescentes.
- Filtros de beleza: haverá bloqueio do uso de filtros com mudanças drásticas.
- Verificação e controle: mais mecanismos de verificação de idade, maior restrição de conteúdo e mais ferramentas de controle parental e bloqueio de desconhecidos.
As medidas visam reduzir exposição e riscos para menores, combinando limites de tempo, restrições de conteúdo e alterações na experiência do usuário. O texto do acordo prevê implementação por etapas, com prazos distintos para cada recurso.
Multa e condição sobre rivais
A empresa vai pagar cerca de US$ 17 bilhões (R$ 87,7 bilhões em conversão direta) para os estados envolvidos no processo. O valor é alto, mas consideravelmente menor do que o US$ 1 trilhão pedido pela acusação no início do julgamento. Há um porém: 30% do valor só será pago se os rivais YouTube e TikTok também aplicarem medidas para proteção de jovens, como o bloqueio noturno e limites diários, além de pagarem valores similares aos estados.
As mudanças anunciadas deverão impactar principalmente contas de adolescentes nos Estados Unidos e poderão servir de referência para debates regulatórios em outros países, ainda que não exista previsão de aplicação internacional por enquanto.
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