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Internacional

Trump anuncia pedágio de 20% em cargas no Estreito de Ormuz

Trump anuncia pedágio de 20% em cargas no Estreito de Ormuz, medida controversa e difícil de implementar.

14/07/2026 · 00h00 · Atualizado às 20h23
Trump anuncia pedágio de 20% em cargas no Estreito de Ormuz

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na segunda-feira (13) que o país passará a cobrar um pedágio de 20% sobre o valor das cargas transportadas pelos navios que atravessarem o Estreito de Ormuz. A medida foi considerada difícil de implementar pelo analista sênior de Internacional, Américo Martins, durante uma entrevista ao Live CNN.

No mesmo comunicado, divulgado na rede social Truth Social, Trump também declarou o retorno do bloqueio aos portos iranianos. Segundo Martins, o conflito entre os Estados Unidos e o Irã entrou em uma nova fase de guerra aberta.

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“Toda aquela negociação que aconteceu para o cessar-fogo, a assinatura de um memorando de entendimento, um acordo de paz provisório, tudo isso ficou no passado”, afirmou o analista.

O analista ressaltou que Trump informou formalmente ao Congresso americano sobre a retomada das atividades militares na região do Oriente Médio. Nos últimos dias, os Estados Unidos realizaram ataques a dezenas de pontos militares iranianos, especialmente na faixa costeira próxima ao Estreito de Ormuz e ao Golfo Pérsico. O objetivo, segundo Martins, é impedir que o Irã lance drones e mísseis contra os navios que tentam atravessar o estreito.

Em resposta, o Irã atacou bases militares americanas localizadas no Bahrein e na Jordânia, além de atingir dois petroleiros dos Emirados Árabes Unidos que tentavam passar pelo estreito pelo lado de Omã. Um dos ataques resultou na morte de um marinheiro indiano e deixou oito pessoas feridas.

Martins avaliou que a situação demonstra a dificuldade dos Estados Unidos em conter os ataques iranianos.

“Isso mostra como é difícil para os americanos conterem esses ataques do Irã”, comentou.

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De acordo com o analista, centenas de alvos iranianos já foram atingidos, mas o Irã ainda mantém a capacidade de lançar pequenos drones com explosivos, o que pode interromper a navegação pelo estreito.

A proposta do pedágio de 20% gerou controvérsia, pois contradiz uma posição anterior do governo americano. Martins lembrou que o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, havia afirmado, há pouco mais de um mês, que a cobrança de qualquer taxa ou pedágio para passagem por águas internacionais é ilegal de acordo com a legislação internacional.

“O presidente Donald Trump indica que ele mudou de ideia, indica mais uma contradição nas políticas americanas”, comentou o analista.

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Além da questão legal, a medida poderá impactar significativamente a economia. Empresas de navegação já estimam que o preço do frete mais do que dobraria caso a taxa seja aplicada, o que representaria milhões de dólares por navio.

“Isso tem um impacto na inflação global”, alertou Martins.

Trump não detalhou como pretende implementar a cobrança, mas a proposta levanta preocupações no setor sobre suas possíveis consequências.

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na segunda-feira (13) que o país passará a cobrar um pedágio de 20% sobre o valor das cargas transportadas pelos navios que atravessarem o Estreito de Ormuz. A medida foi considerada difícil de implementar pelo analista sênior de Internacional, Américo Martins, durante uma entrevista ao Live CNN.

No mesmo comunicado, divulgado na rede social Truth Social, Trump também declarou o retorno do bloqueio aos portos iranianos. Segundo Martins, o conflito entre os Estados Unidos e o Irã entrou em uma nova fase de guerra aberta.

“Toda aquela negociação que aconteceu para o cessar-fogo, a assinatura de um memorando de entendimento, um acordo de paz provisório, tudo isso ficou no passado”, afirmou o analista.

O analista ressaltou que Trump informou formalmente ao Congresso americano sobre a retomada das atividades militares na região do Oriente Médio. Nos últimos dias, os Estados Unidos realizaram ataques a dezenas de pontos militares iranianos, especialmente na faixa costeira próxima ao Estreito de Ormuz e ao Golfo Pérsico. O objetivo, segundo Martins, é impedir que o Irã lance drones e mísseis contra os navios que tentam atravessar o estreito.

Em resposta, o Irã atacou bases militares americanas localizadas no Bahrein e na Jordânia, além de atingir dois petroleiros dos Emirados Árabes Unidos que tentavam passar pelo estreito pelo lado de Omã. Um dos ataques resultou na morte de um marinheiro indiano e deixou oito pessoas feridas.

Martins avaliou que a situação demonstra a dificuldade dos Estados Unidos em conter os ataques iranianos.

“Isso mostra como é difícil para os americanos conterem esses ataques do Irã”, comentou.

De acordo com o analista, centenas de alvos iranianos já foram atingidos, mas o Irã ainda mantém a capacidade de lançar pequenos drones com explosivos, o que pode interromper a navegação pelo estreito.

A proposta do pedágio de 20% gerou controvérsia, pois contradiz uma posição anterior do governo americano. Martins lembrou que o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, havia afirmado, há pouco mais de um mês, que a cobrança de qualquer taxa ou pedágio para passagem por águas internacionais é ilegal de acordo com a legislação internacional.

“O presidente Donald Trump indica que ele mudou de ideia, indica mais uma contradição nas políticas americanas”, comentou o analista.

Além da questão legal, a medida poderá impactar significativamente a economia. Empresas de navegação já estimam que o preço do frete mais do que dobraria caso a taxa seja aplicada, o que representaria milhões de dólares por navio.

“Isso tem um impacto na inflação global”, alertou Martins.

Trump não detalhou como pretende implementar a cobrança, mas a proposta levanta preocupações no setor sobre suas possíveis consequências.

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