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TSE propõe selo de acerto para pesquisas eleitorais após eleições

Eleições

TSE propõe selo de acerto para pesquisas eleitorais após eleições

TSE propõe selo de acerto para pesquisas eleitorais, gerando críticas e apoio no setor.

15/07/2026 · 00h00 · Atualizado às 20h22
TSE propõe selo de acerto para pesquisas eleitorais após eleições

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pretende implementar um “selo de acerto” para as pesquisas eleitorais, que será concedido após o segundo turno das eleições. A proposta, apresentada pelo presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, ocorreu em reunião com representantes de empresas do setor. O selo será atribuído apenas a sondagens de boca de urna ou a aquelas realizadas nos sete dias que antecedem o pleito.

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De acordo com Nunes Marques, a medida visa aumentar a precisão das pesquisas em relação aos resultados das eleições. A iniciativa também busca valorizar as entidades e empresas de pesquisa eleitoral, fortalecendo a confiança da sociedade no setor. O presidente do TSE se mostrou receptivo a sugestões para a formulação da proposta final.

Entretanto, a proposta enfrentou críticas. A Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (ABEP) e a Associação Brasileira de Pesquisadores Eleitorais (ABRAPEL) publicaram uma nota conjunta expressando suas preocupações. As entidades afirmam que a ideia parte de uma premissa equivocada sobre a natureza das pesquisas eleitorais, ressaltando que exigir que uma pesquisa acerte o resultado é “confundir uma ciência com bola de cristal”.

Além disso, elas argumentam que as pesquisas medem a intenção de voto e não o voto efetivamente recebido, e que o cenário eleitoral pode mudar nos dias que antecedem a votação, influenciado por fatores como abstenção e voto útil. As associações também alertam que o selo poderia induzir alguns institutos a ajustarem suas pesquisas na véspera da eleição, comprometendo a independência metodológica do setor.

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Por outro lado, o presidente da Atlas Intel, Andrei Roman, manifestou apoio à proposta e se colocou à disposição para contribuir nas discussões metodológicas. Recentemente, a Atlas Intel esteve envolvida em uma controvérsia com o TSE, quando Nunes Marques suspendeu a divulgação de uma pesquisa da empresa, alegando possíveis induções nas respostas dos eleitores.

Durante o debate, o diretor-presidente da Paraná Pesquisas, Murilo Hidalgo, defendeu a ideia do selo, considerando-a uma forma de premiação e não uma punição. Segundo ele, a proposta deve ser vista como um incentivo para as pesquisas, destacando que é normal que uma pesquisa não corresponda exatamente ao resultado da urna.

Daniel Rittner, diretor de Jornalismo em Brasília, observou que Nunes Marques “criou um labirinto para si mesmo” ao suspender a pesquisa da Atlas Intel, surpreendendo observadores em relação à postura do TSE. Ele destacou que a expectativa era de uma abordagem menos intrusiva em comparação a gestões anteriores.

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A âncora da CNN, Thais Herédia, manifestou preocupação com as funções institucionais do TSE, ressaltando que o tribunal tem papéis específicos, como organizar e fiscalizar as eleições. Para ela, a tentativa de atuar como árbitro das pesquisas eleitorais pode gerar uma “mistura institucional perigosa”.

O plenário do TSE ainda deve avaliar a suspensão da pesquisa da Atlas Intel e a proposta do selo de acerto. A expectativa é que Nunes Marques enfrente dificuldades no caso da Atlas Intel, mas tenha apoio suficiente para a aprovação do selo.

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pretende implementar um “selo de acerto” para as pesquisas eleitorais, que será concedido após o segundo turno das eleições. A proposta, apresentada pelo presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, ocorreu em reunião com representantes de empresas do setor. O selo será atribuído apenas a sondagens de boca de urna ou a aquelas realizadas nos sete dias que antecedem o pleito.

De acordo com Nunes Marques, a medida visa aumentar a precisão das pesquisas em relação aos resultados das eleições. A iniciativa também busca valorizar as entidades e empresas de pesquisa eleitoral, fortalecendo a confiança da sociedade no setor. O presidente do TSE se mostrou receptivo a sugestões para a formulação da proposta final.

Entretanto, a proposta enfrentou críticas. A Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (ABEP) e a Associação Brasileira de Pesquisadores Eleitorais (ABRAPEL) publicaram uma nota conjunta expressando suas preocupações. As entidades afirmam que a ideia parte de uma premissa equivocada sobre a natureza das pesquisas eleitorais, ressaltando que exigir que uma pesquisa acerte o resultado é “confundir uma ciência com bola de cristal”.

Além disso, elas argumentam que as pesquisas medem a intenção de voto e não o voto efetivamente recebido, e que o cenário eleitoral pode mudar nos dias que antecedem a votação, influenciado por fatores como abstenção e voto útil. As associações também alertam que o selo poderia induzir alguns institutos a ajustarem suas pesquisas na véspera da eleição, comprometendo a independência metodológica do setor.

Por outro lado, o presidente da Atlas Intel, Andrei Roman, manifestou apoio à proposta e se colocou à disposição para contribuir nas discussões metodológicas. Recentemente, a Atlas Intel esteve envolvida em uma controvérsia com o TSE, quando Nunes Marques suspendeu a divulgação de uma pesquisa da empresa, alegando possíveis induções nas respostas dos eleitores.

Durante o debate, o diretor-presidente da Paraná Pesquisas, Murilo Hidalgo, defendeu a ideia do selo, considerando-a uma forma de premiação e não uma punição. Segundo ele, a proposta deve ser vista como um incentivo para as pesquisas, destacando que é normal que uma pesquisa não corresponda exatamente ao resultado da urna.

Daniel Rittner, diretor de Jornalismo em Brasília, observou que Nunes Marques “criou um labirinto para si mesmo” ao suspender a pesquisa da Atlas Intel, surpreendendo observadores em relação à postura do TSE. Ele destacou que a expectativa era de uma abordagem menos intrusiva em comparação a gestões anteriores.

A âncora da CNN, Thais Herédia, manifestou preocupação com as funções institucionais do TSE, ressaltando que o tribunal tem papéis específicos, como organizar e fiscalizar as eleições. Para ela, a tentativa de atuar como árbitro das pesquisas eleitorais pode gerar uma “mistura institucional perigosa”.

O plenário do TSE ainda deve avaliar a suspensão da pesquisa da Atlas Intel e a proposta do selo de acerto. A expectativa é que Nunes Marques enfrente dificuldades no caso da Atlas Intel, mas tenha apoio suficiente para a aprovação do selo.

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