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Unicef: 16 milhões de crianças brasileiras enfrentam múltiplos riscos climáticos

Mundo

Unicef: 16 milhões de crianças brasileiras enfrentam múltiplos riscos climáticos

Relatório do Unicef revela que 1,1 bilhão de crianças enfrenta riscos climáticos.

20/06/2026 · 00h00 · Atualizado às 16h15
Unicef: 16 milhões de crianças brasileiras enfrentam múltiplos riscos climáticos

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Novo relatório do Unicef revela que 1,1 bilhão de crianças no mundo sofrem com ao menos três ameaças climáticas. O Brasil aparece em situação alarmante, com 16 milhões de jovens expostos a múltiplos perigos.

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Um novo relatório do Unicef aponta que quase metade das crianças e adolescentes do mundo, cerca de 1,1 bilhão, está exposta a pelo menos três riscos climáticos que ameaçam sua saúde, educação e sobrevivência. As conclusões fazem parte do Relatório de Risco Climático das Crianças 2026, divulgado em 15 de junho de 2026.

De acordo com o estudo, a totalidade das crianças no mundo enfrenta pelo menos um risco climático, enquanto mais de 4 milhões estão expostas a até seis ameaças diferentes. No Brasil, a situação é alarmante: 16 milhões de crianças estão expostas a três ou mais riscos climáticos, o que representa 30% da população infantil do país. Quando considerados dois ou mais riscos, esse número salta para mais de 30 milhões, equivalente a 60% das crianças e adolescentes brasileiros.

O relatório mapeia a exposição das crianças a oito ameaças climáticas frequentes: enchentes costeiras, secas, calor extremo, queimadas, ondas de calor, enchentes de rios, tempestades de areia e poeira, além de tempestades tropicais. Essa é a primeira vez que o documento detalha as áreas e a intensidade das múltiplas ameaças climáticas que afetam as crianças e os serviços públicos essenciais que elas dependem.

“A vida das crianças segue sendo profundamente abalada por ondas de calor, incêndios florestais, secas e enchentes”, afirmou Catherine Russell, diretora-executiva do Unicef.

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As combinações de riscos mais comuns identificadas no estudo incluem seca, calor extremo e ondas de calor, que afetam mais de 296 milhões de crianças e adolescentes globalmente. A segunda combinação mais frequente, que inclui seca, calor extremo e tempestades tropicais, impacta mais de 115 milhões de crianças. A região do Sahel, na África, é uma das mais afetadas, com mais de 4 milhões de crianças enfrentando a tripla ameaça de ondas de calor, calor extremo e tempestades de areia.

Além disso, o estudo também investiga a exposição das crianças à poluição do ar e à malária, riscos que também são intensificados pelas mudanças climáticas. A poluição do ar afeta quase todas as crianças no mundo, enquanto cerca de 1 bilhão estão expostas à malária. No Brasil, aproximadamente 95% das crianças e adolescentes, ou 47 milhões, enfrentam a poluição do ar, e 5,6 milhões estão expostos à malária.

“Sem esforços urgentes para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, as ameaças climáticas vão se tornar mais frequentes e intensas”, alerta o relatório.

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Para enfrentar a crise climática e proteger os direitos das crianças, o Unicef recomenda ações como a redução de emissões de gases, a criação de escolas seguras e verdes, e a inclusão de políticas para crianças nos planos de adaptação climática. Além disso, é fundamental empoderar crianças e jovens para que participem ativamente das decisões que impactam suas vidas.

Catherine Russell enfatizou que o estudo pode ajudar governos e tomadores de decisão a planejar e investir de forma mais eficaz em serviços que tornem as comunidades mais resilientes às mudanças climáticas.

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Um novo relatório do Unicef aponta que quase metade das crianças e adolescentes do mundo, cerca de 1,1 bilhão, está exposta a pelo menos três riscos climáticos que ameaçam sua saúde, educação e sobrevivência. As conclusões fazem parte do Relatório de Risco Climático das Crianças 2026, divulgado em 15 de junho de 2026.

De acordo com o estudo, a totalidade das crianças no mundo enfrenta pelo menos um risco climático, enquanto mais de 4 milhões estão expostas a até seis ameaças diferentes. No Brasil, a situação é alarmante: 16 milhões de crianças estão expostas a três ou mais riscos climáticos, o que representa 30% da população infantil do país. Quando considerados dois ou mais riscos, esse número salta para mais de 30 milhões, equivalente a 60% das crianças e adolescentes brasileiros.

O relatório mapeia a exposição das crianças a oito ameaças climáticas frequentes: enchentes costeiras, secas, calor extremo, queimadas, ondas de calor, enchentes de rios, tempestades de areia e poeira, além de tempestades tropicais. Essa é a primeira vez que o documento detalha as áreas e a intensidade das múltiplas ameaças climáticas que afetam as crianças e os serviços públicos essenciais que elas dependem.

“A vida das crianças segue sendo profundamente abalada por ondas de calor, incêndios florestais, secas e enchentes”, afirmou Catherine Russell, diretora-executiva do Unicef.

As combinações de riscos mais comuns identificadas no estudo incluem seca, calor extremo e ondas de calor, que afetam mais de 296 milhões de crianças e adolescentes globalmente. A segunda combinação mais frequente, que inclui seca, calor extremo e tempestades tropicais, impacta mais de 115 milhões de crianças. A região do Sahel, na África, é uma das mais afetadas, com mais de 4 milhões de crianças enfrentando a tripla ameaça de ondas de calor, calor extremo e tempestades de areia.

Além disso, o estudo também investiga a exposição das crianças à poluição do ar e à malária, riscos que também são intensificados pelas mudanças climáticas. A poluição do ar afeta quase todas as crianças no mundo, enquanto cerca de 1 bilhão estão expostas à malária. No Brasil, aproximadamente 95% das crianças e adolescentes, ou 47 milhões, enfrentam a poluição do ar, e 5,6 milhões estão expostos à malária.

“Sem esforços urgentes para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, as ameaças climáticas vão se tornar mais frequentes e intensas”, alerta o relatório.

Para enfrentar a crise climática e proteger os direitos das crianças, o Unicef recomenda ações como a redução de emissões de gases, a criação de escolas seguras e verdes, e a inclusão de políticas para crianças nos planos de adaptação climática. Além disso, é fundamental empoderar crianças e jovens para que participem ativamente das decisões que impactam suas vidas.

Catherine Russell enfatizou que o estudo pode ajudar governos e tomadores de decisão a planejar e investir de forma mais eficaz em serviços que tornem as comunidades mais resilientes às mudanças climáticas.

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