O pré-candidato Valmir de Francisquinho questionou a transparência na destinação de empréstimos contraídos pelo Governo de Sergipe, checando a rapidez com que a Assembleia Legislativa (ALESE) aprovou operações que totalizam R$ 3.856.036.200,36. Segundo ele, a justificativa para a utilização desses recursos tem sido vaga, o que dificulta o acompanhamento público.
Valmir destacou que, em plena fase de pré-campanha, a discussão sobre responsabilidade fiscal é imprescindível, porque o endividamento elevado pode comprometer o orçamento estadual e afetar as gerações futuras de sergipanos. Ele afirmou que o acesso à informação sobre gastos públicos deveria ser rotina, e não exceção.
Ao comentar a tramitação dos planos orçamentários, o político citou o Projeto de Lei nº 327/2023, que prevê a aplicação de R$ 120 milhões em mobilidade e infraestrutura com a justificativa genérica de atender “diversos municípios”. Para Valmir, a ausência de detalhamento impede que a população e as lideranças exerçam controle efetivo sobre as obras e prioridades.
“Sem especificação das obras e sem clareza sobre onde o dinheiro será aplicado, a fiscalização fica prejudicada”, afirmou Valmir, ressaltando a necessidade de debates mais aprofundados na ALESE que envolvam a sociedade. Ele reclamou que, diante de um montante próximo a quatro bilhões de reais, as finalidades não podem permanecer obscuras.
Outro ponto levantado pelo pré-candidato foi o Projeto de Lei nº 96/2024, que autorizou um empréstimo internacional de até USD 120 milhões (cerca de R$ 602,4 milhões). Valmir alertou para os riscos da contratação em moeda estrangeira, lembrando que oscilações do dólar podem elevar automaticamente o saldo devedor, pressionando a receita estadual com juros e amortizações.

De acordo com ele, esse tipo de indexação cambial pode reduzir a capacidade do Estado de investir em áreas essenciais como saúde, educação e segurança pública. Valmir também pediu que o debate sobre os empréstimos ultrapasse diferenças partidárias, já que as consequências econômicas atingem toda a população indistintamente.
O líder político concluiu que a definição clara de destinos e prazos para a aplicação dos recursos é fundamental para permitir cobranças e garantir que os empréstimos não comprometam serviços públicos no futuro.
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