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Wagner perde força no Senado após derrotas e mira da PF

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Wagner perde força no Senado após derrotas e mira da PF

Jaques Wagner enfrenta crise de liderança no Senado após rejeição de Jorge Messias.

20/06/2026 · 00h00 · Atualizado às 08h11
Wagner perde força no Senado após derrotas e mira da PF

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A liderança de Jaques Wagner no Senado balança após série de reveses políticos e operação federal. A derrota de Messias no STF e a rejeição histórica de Messias expõem a fragilidade do governo na Casa.

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O senador Jaques Wagner (PT-BA) vive um momento de incerteza em sua permanência como líder do governo no Senado, especialmente após ser alvo de uma operação da Polícia Federal. O desgaste da sua imagem se intensificou desde a derrota de Jorge Messias na busca por uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).

Há cerca de dois meses, Jaques já havia enfrentado um desafio significativo durante a votação para a indicação do advogado-geral da União. O Palácio do Planalto esperava uma aprovação com 45 votos, mas o resultado foi uma reprovação histórica, com 42 votos contrários e apenas 34 a favor. O senador foi um dos principais responsabilizados pelo erro de cálculo e pela falta de articulação, que culminou em um resultado inesperado.

“Mapear traições não resolve nada, aprofunda os conflitos. Podia ser uma tática, mas o caminho é recompor a base do governo no Senado, recolocar o papel das lideranças”, disse o líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (SC), na época.

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Mais recentemente, a atuação de Jaques foi criticada novamente pelo Planalto após a votação do PL da Dosimetria de penas para os envolvidos nos atos de 8 de Janeiro. Apesar da posição contrária do governo, Jaques permitiu a votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), buscando garantir a análise de outras medidas econômicas. Ele afirmou estar “tranquilo” em relação à sua liderança, mesmo sem o apoio do Planalto.

Com a aproximação do cenário eleitoral, o governo está reavaliando a continuidade de Jaques no cargo. A intenção é dissociar a imagem do senador da pré-campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca a reeleição. Embora o PT tenha expressado apoio a Jaques, aliados reconhecem a necessidade de uma mudança na liderança para proteger a campanha de Lula.

“Na condição de investigado, Jaques Wagner deve se afastar da liderança do governo para se dedicar a sua defesa, resguardada a presunção de inocência”, afirmou o vice-líder do governo na Câmara, deputado Rogério Correia (PT-MG), em uma publicação nas redes sociais.

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O presidente Lula deve tomar uma decisão sobre a liderança após uma conversa pessoal com Jaques e outros aliados. Enquanto isso, Jaques indicou que não pretende renunciar ao cargo. Aliados acreditam que sua saída poderia ser benéfica para a campanha de Lula, evitando riscos à sua imagem na Bahia. O nome mais cogitado para assumir a liderança é o do senador Camilo Santana (PT-CE), que é ex-ministro da Educação e próximo de Lula, e que não participará das eleições deste ano.

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A liderança de Jaques Wagner no Senado balança após série de reveses políticos e operação federal. A derrota de Messias no STF e a rejeição histórica de Messias expõem a fragilidade do governo na Casa.

O senador Jaques Wagner (PT-BA) vive um momento de incerteza em sua permanência como líder do governo no Senado, especialmente após ser alvo de uma operação da Polícia Federal. O desgaste da sua imagem se intensificou desde a derrota de Jorge Messias na busca por uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).

Há cerca de dois meses, Jaques já havia enfrentado um desafio significativo durante a votação para a indicação do advogado-geral da União. O Palácio do Planalto esperava uma aprovação com 45 votos, mas o resultado foi uma reprovação histórica, com 42 votos contrários e apenas 34 a favor. O senador foi um dos principais responsabilizados pelo erro de cálculo e pela falta de articulação, que culminou em um resultado inesperado.

“Mapear traições não resolve nada, aprofunda os conflitos. Podia ser uma tática, mas o caminho é recompor a base do governo no Senado, recolocar o papel das lideranças”, disse o líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (SC), na época.

Mais recentemente, a atuação de Jaques foi criticada novamente pelo Planalto após a votação do PL da Dosimetria de penas para os envolvidos nos atos de 8 de Janeiro. Apesar da posição contrária do governo, Jaques permitiu a votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), buscando garantir a análise de outras medidas econômicas. Ele afirmou estar “tranquilo” em relação à sua liderança, mesmo sem o apoio do Planalto.

Com a aproximação do cenário eleitoral, o governo está reavaliando a continuidade de Jaques no cargo. A intenção é dissociar a imagem do senador da pré-campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca a reeleição. Embora o PT tenha expressado apoio a Jaques, aliados reconhecem a necessidade de uma mudança na liderança para proteger a campanha de Lula.

“Na condição de investigado, Jaques Wagner deve se afastar da liderança do governo para se dedicar a sua defesa, resguardada a presunção de inocência”, afirmou o vice-líder do governo na Câmara, deputado Rogério Correia (PT-MG), em uma publicação nas redes sociais.

O presidente Lula deve tomar uma decisão sobre a liderança após uma conversa pessoal com Jaques e outros aliados. Enquanto isso, Jaques indicou que não pretende renunciar ao cargo. Aliados acreditam que sua saída poderia ser benéfica para a campanha de Lula, evitando riscos à sua imagem na Bahia. O nome mais cogitado para assumir a liderança é o do senador Camilo Santana (PT-CE), que é ex-ministro da Educação e próximo de Lula, e que não participará das eleições deste ano.

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