A Xiaomi diz que a cotação da memória para smartphones subiu 5,5 vezes em 12 meses, pressionando fabricantes. Módulos de 12 GB/256 GB chegam perto de 2.000 yuans (≈R$1.520). Isso pode elevar preços ou descontinuar linhas.
O aumento no preço de memória para smartphones está pressionando fabricantes e pode encarecer aparelhos ou até levar à descontinuação de algumas linhas, segundo a Xiaomi. De acordo com Hu Xinxin, gerente de produtos da REDMI, a cotação da memória subiu cerca de 5,5 vezes nos últimos 12 meses, montante que está dificultando a produção de celulares com preços competitivos.
Segundo Hu Xinxin, os módulos de memória com configuração de 12 GB de RAM e 256 GB de armazenamento estão próximos de 2.000 yuans, o que equivale a cerca de R$ 1.520. Esse salto nos custos pressiona as empresas a equilibrar o gasto de produção com os preços praticados aos consumidores, despesas que podem comprometer a margem de lucro e a estratégia de portfólio.
O recém-lançado REDMI K100 é citado como exemplo dos efeitos desse cenário. Na China, a versão com 12 GB de memória e 256 GB de armazenamento teve preço sugerido de 3.499 yuans (R$ 2.659). As versões com maior capacidade também apresentam valores elevados: 12 GB e 512 GB por 4.099 yuans (R$ 3.115) e a edição com 16 GB e 512 GB por 4.499 yuans (R$ 3.419).
A pressão de custos não atinge só a REDMI. A expectativa é que algumas linhas conhecidas de celulares e tablets deixem de receber novos modelos, à medida que fabricantes evitem lançar aparelhos que resultem em prejuízo. No mercado chinês, fabricantes já estão ajustando estratégias e parcerias para enfrentar a alta dos componentes.
Por exemplo, a Meizu anunciou em fevereiro uma mudança estratégica que suspendeu o desenvolvimento próprio de novos celulares para o mercado chinês, buscando parceiros para desenvolver aparelhos em conjunto sem interromper suas atividades existentes. Em julho, a OPPO também alterou a estratégia de suas marcas, com a Realme concentrando lançamentos em mercados internacionais e suspendendo atualizações de produtos na China.
A OnePlus manteve lançamentos na Índia e na China, mas interrompeu a apresentação de novos aparelhos na Europa e na América do Norte. Essas medidas mostram que fabricantes estão revendo onde e como apresentar novos modelos diante da escalada de custos de componentes essenciais.
Se a pressão sobre o preço das memórias persistir, consumidores poderão encontrar menos opções de celulares e tablets nas prateleiras, além de intervalos maiores entre lançamentos. No cenário atual, o impacto poderá se refletir tanto nos preços finais quanto na oferta de modelos no mercado.
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