O custo da construção civil em Sergipe ficou em segundo lugar entre os estados brasileiros no mês de fevereiro, conforme dados do Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) divulgados em 12 de março e analisados pelo Observatório de Sergipe, ligado à Secretaria Especial de Planejamento, Orçamento e Inovação (Seplan).
Em comparação com janeiro, o índice em Sergipe registrou alta de 0,29%, contrastando com a variação de 2,00% observada no mês anterior. No acumulado do ano, o aumento foi de 2,30% e, nos últimos 12 meses, o índice alcançou 6,77%.
O custo total da construção no estado fechou fevereiro em R$ 1.712,33 por metro quadrado, ficando apenas atrás de Pernambuco, que apresentou R$ 1.711,27 por metro quadrado. A alta registrada no mês foi impulsionada pelo aumento no preço dos materiais de construção, que subiram 0,51%, passando a R$ 998,91 por metro quadrado. O custo da mão de obra permaneceu inalterado, em R$ 713,42 por metro quadrado.
Michele Dória, gerente de Estudos Socioeconômicos do Observatório de Sergipe, atribuiu o avanço do índice ao reajuste nos insumos, enquanto destacou que os custos com mão de obra não se alteraram no período. Segundo ela, mesmo com o aumento nos materiais, Sergipe mantém um dos menores custos da construção no país, ocupando a segunda posição nacional.
Cenário nacional
No âmbito nacional, o Sinapi apontou variação de 0,23% para fevereiro, queda de 1,31 ponto percentual em relação a janeiro, que havia registrado 1,54%. O custo médio por metro quadrado no país subiu de R$ 1.920,74 para R$ 1.925,08, dos quais R$ 1.085,16 referem-se a materiais e R$ 839,92 à mão de obra.

Entre as unidades federativas, 26 das 27 apresentaram elevação no mês. As maiores altas foram registradas em Amapá (1,54%), Pará (0,76%) e Acre (0,61%). Mato Grosso do Sul manteve-se estável (0,00%). As menores variações foram observadas em Goiás (0,02%) e em Rio Grande do Sul e Rio Grande do Norte (0,03%, ambos). No ranking nacional, Sergipe ficou com a 18ª menor variação e ocupou o 6º lugar entre os estados do Nordeste.
O levantamento do Sinapi e a análise do Observatório de Sergipe apontam que, apesar do ajuste nos materiais, o estado segue com custos de construção entre os mais baixos do país.
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