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Saúde

Surto de ebola por vírus Bundibugyo é confirmado na República Democrática do Congo e em Uganda

Autoridades de saúde da República Democrática do Congo (RDC) confirmaram, em maio de 2026, um surto causado pelo vírus Bundibugyo, identificando a...

20/05/2026 · 10h39
Surto de ebola por vírus Bundibugyo é confirmado na República Democrática do Congo e em Uganda

Autoridades de saúde da República Democrática do Congo (RDC) confirmaram, em maio de 2026, um surto causado pelo vírus Bundibugyo, identificando a doença em amostras coletadas na província de Ituri. No início do mês, foi relatado um episódio de alta mortalidade em Mongbwalu, com óbitos inclusive entre profissionais de saúde.

Ao redor de dez dias após o primeiro alerta, o Instituto Nacional de Pesquisa Biomédica de Kinshasa testou 13 amostras de sangue coletadas no distrito de Rwampara. O laboratório detectou o vírus Bundibugyo em oito dessas amostras, confirmando tratar-se de um tipo de ebola.

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No dia 15 de maio, o Ministério da Saúde Pública, Higiene e Bem-Estar Social da RDC declarou oficialmente o 17º surto de ebola no país. Na sequência, o Ministério da Saúde de Uganda informou a confirmação de um caso importado de Bundibugyo: um cidadão congolês que faleceu na capital, Kampala.

Após consultar os dois países afetados, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, declarou que os surtos causados pelo vírus Bundibugyo na RDC e em Uganda constituem uma emergência em saúde pública de importância internacional.

Medidas de resposta

A OMS ressalta que o engajamento da comunidade é essencial para controlar surtos. Entre as ações adotadas estão o envio de equipes de resposta rápida, fornecimento de suprimentos médicos, fortalecimento da vigilância e da capacidade laboratorial, avaliações e medidas de prevenção e controle de infecções, criação de centros de tratamento seguros e organização de sepultamentos seguros.

Sobre a doença

O ebola é uma doença grave que afeta humanos e outros primatas. A transmissão inicial ocorre por contato com animais selvagens, como morcegos frugívoros, porcos‑espinhos e primatas não humanos, e entre pessoas por exposição direta a sangue, órgãos ou outros fluidos corporais de infectados. Superfícies e roupas contaminadas também podem transmitir o vírus.

A taxa média de letalidade é próxima de 50%, mas surtos anteriores registraram índices de até 90%. O maior e mais complexo surto desde a descoberta do vírus ocorreu entre 2014 e 2016 na África Ocidental, com mais casos e mortes do que todos os surtos anteriores somados.

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Sintomas, diagnóstico e tratamento

O período de incubação varia de dois a 21 dias; a pessoa infectada passa a ser contagiosa apenas após o início dos sintomas. Quadro inicial inclui febre, fadiga, mal‑estar, dores musculares, cefaleia e dor de garganta; podem seguir vômitos, diarreia, dor abdominal, erupções cutâneas e comprometimento renal e hepático. Em casos menos frequentes há sangramentos internos e externos. Clinicamente, o ebola pode ser difícil de diferenciar de outras doenças, exigindo testes laboratoriais para confirmação.

O tratamento precoce, com cuidados intensivos e reposição de líquidos por via oral ou intravenosa, melhora a chance de sobrevivência. Para a doença provocada pelo vírus Ebola (DEV), a OMS recomenda anticorpos monoclonais; existem dois tratamentos aprovados para DEV (Ansuvimab e Inmazeb). No entanto, para infecções por outros ortoebolavírus, como Bundibugyo, não há terapias aprovadas. Duas vacinas receberam aprovação para DEV: Ervebo e o esquema Zabdeno/Mvabea, sendo a Ervebo recomendada em resposta a surtos.

Prevenção e vigilância

A OMS orienta evitar contato físico com casos suspeitos ou confirmados, não manipular corpos sem precauções, lavar as mãos regularmente e não consumir animais mortos sem proteção. Profissionais de saúde, cuidadores e pessoas que participam de rituais fúnebres estão em maior risco. Contatos de casos confirmados devem ser monitorados por 21 dias, com aferição diária de temperatura e orientação para relatar sintomas, evitar viagens e aceitar vacinação quando disponível.

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A agência internacional não recomenda, até o momento, restrições comerciais ou quarentenas nas áreas afetadas, mas aconselha minimizar deslocamentos de quem teve contato próximo com infectados e que qualquer viagem nessa condição seja supervisionada pelas autoridades de saúde.

 

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Autoridades de saúde da República Democrática do Congo (RDC) confirmaram, em maio de 2026, um surto causado pelo vírus Bundibugyo, identificando a doença em amostras coletadas na província de Ituri. No início do mês, foi relatado um episódio de alta mortalidade em Mongbwalu, com óbitos inclusive entre profissionais de saúde.

Ao redor de dez dias após o primeiro alerta, o Instituto Nacional de Pesquisa Biomédica de Kinshasa testou 13 amostras de sangue coletadas no distrito de Rwampara. O laboratório detectou o vírus Bundibugyo em oito dessas amostras, confirmando tratar-se de um tipo de ebola.

No dia 15 de maio, o Ministério da Saúde Pública, Higiene e Bem-Estar Social da RDC declarou oficialmente o 17º surto de ebola no país. Na sequência, o Ministério da Saúde de Uganda informou a confirmação de um caso importado de Bundibugyo: um cidadão congolês que faleceu na capital, Kampala.

Após consultar os dois países afetados, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, declarou que os surtos causados pelo vírus Bundibugyo na RDC e em Uganda constituem uma emergência em saúde pública de importância internacional.

Medidas de resposta

A OMS ressalta que o engajamento da comunidade é essencial para controlar surtos. Entre as ações adotadas estão o envio de equipes de resposta rápida, fornecimento de suprimentos médicos, fortalecimento da vigilância e da capacidade laboratorial, avaliações e medidas de prevenção e controle de infecções, criação de centros de tratamento seguros e organização de sepultamentos seguros.

Sobre a doença

O ebola é uma doença grave que afeta humanos e outros primatas. A transmissão inicial ocorre por contato com animais selvagens, como morcegos frugívoros, porcos‑espinhos e primatas não humanos, e entre pessoas por exposição direta a sangue, órgãos ou outros fluidos corporais de infectados. Superfícies e roupas contaminadas também podem transmitir o vírus.

A taxa média de letalidade é próxima de 50%, mas surtos anteriores registraram índices de até 90%. O maior e mais complexo surto desde a descoberta do vírus ocorreu entre 2014 e 2016 na África Ocidental, com mais casos e mortes do que todos os surtos anteriores somados.

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Sintomas, diagnóstico e tratamento

O período de incubação varia de dois a 21 dias; a pessoa infectada passa a ser contagiosa apenas após o início dos sintomas. Quadro inicial inclui febre, fadiga, mal‑estar, dores musculares, cefaleia e dor de garganta; podem seguir vômitos, diarreia, dor abdominal, erupções cutâneas e comprometimento renal e hepático. Em casos menos frequentes há sangramentos internos e externos. Clinicamente, o ebola pode ser difícil de diferenciar de outras doenças, exigindo testes laboratoriais para confirmação.

O tratamento precoce, com cuidados intensivos e reposição de líquidos por via oral ou intravenosa, melhora a chance de sobrevivência. Para a doença provocada pelo vírus Ebola (DEV), a OMS recomenda anticorpos monoclonais; existem dois tratamentos aprovados para DEV (Ansuvimab e Inmazeb). No entanto, para infecções por outros ortoebolavírus, como Bundibugyo, não há terapias aprovadas. Duas vacinas receberam aprovação para DEV: Ervebo e o esquema Zabdeno/Mvabea, sendo a Ervebo recomendada em resposta a surtos.

Prevenção e vigilância

A OMS orienta evitar contato físico com casos suspeitos ou confirmados, não manipular corpos sem precauções, lavar as mãos regularmente e não consumir animais mortos sem proteção. Profissionais de saúde, cuidadores e pessoas que participam de rituais fúnebres estão em maior risco. Contatos de casos confirmados devem ser monitorados por 21 dias, com aferição diária de temperatura e orientação para relatar sintomas, evitar viagens e aceitar vacinação quando disponível.

A agência internacional não recomenda, até o momento, restrições comerciais ou quarentenas nas áreas afetadas, mas aconselha minimizar deslocamentos de quem teve contato próximo com infectados e que qualquer viagem nessa condição seja supervisionada pelas autoridades de saúde.

 

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