O vice-presidente americano JD Vance garantiu que o novo entendimento com o Irã beneficiará Israel. Apesar das divergências com Netanyahu, Vance prevê apoio israelense ao acordo.
O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, declarou que o governo Trump acredita que Israel, em algum momento, apoiará o novo acordo entre os EUA e o Irã. Apesar das divergências existentes entre Washington e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, Vance expressou otimismo sobre o futuro do entendimento entre as nações.
Em uma entrevista ao programa “NBC Nightly News” nesta segunda-feira, 15 de junho, Vance afirmou: “Bem, o que sabemos é que este acordo tornará Israel mais seguro”. Ele enfatizou ainda que, conforme o processo avança, a expectativa é que os israelenses venham a apoiar o acordo.
“Estamos bastante confiantes de que os israelenses apoiarão este acordo assim que avançarmos um pouco mais no processo”, acrescentou Vance.
O vice-presidente também reconheceu que os interesses dos Estados Unidos e de Israel nem sempre estão alinhados. Ele mencionou: “Acho que, fundamentalmente, os Estados Unidos têm seus próprios interesses. Também temos interesses em comum, mas às vezes discordamos em algumas questões, e acho isso totalmente razoável”.
Essas declarações surgem em um contexto de tensões e negociações entre os EUA e o Irã. Netanyahu, em suas primeiras considerações sobre o acordo, afirmou que ele e o presidente Donald Trump “nem sempre concordam”. Essa dinâmica reflete a complexidade das relações internacionais e a necessidade de alinhamento em questões críticas de segurança e diplomacia.
Além disso, o vice-presidente Vance mencionou que o Irã poderá obter benefícios se cumprir os termos do novo acordo. Essa afirmação ressalta a importância das negociações e a busca por um entendimento que possa, de fato, trazer segurança e estabilidade para a região do Oriente Médio.
O Estreito de Ormuz, que é considerado um ponto estratégico para o comércio global, também foi mencionado como um fator importante que pode influenciar as decisões dos líderes envolvidos nas negociações.
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