Pular para o conteúdo principal
Aracaju, Quinta-feira, 17 de setembro de 2026
Pular para o conteúdo
Economia

Minerais críticos buscam parcerias globais com apoio da diplomacia neutra

Setor de minerais críticos no Brasil busca parcerias internacionais, apostando na neutralidade do país.

26/07/2026 · 00h00 · Atualizado às 18h23
Minerais críticos buscam parcerias globais com apoio da diplomacia neutra

Frederico Bedran, da Associação de Minerais Críticos, diz que empresas brasileiras estão prontas para negociar com EUA, China e países europeus. Apostam que a posição internacional imparcial do Brasil atrairá investimentos.

O setor de minerais críticos no Brasil está se preparando para atrair novos parceiros internacionais, apostando na neutralidade diplomática do país. O diretor-presidente da Associação de Minerais Críticos (AMC), Frederico Bedran, destacou que as empresas brasileiras estão abertas a negociações com qualquer nação, incluindo Estados Unidos, China e países europeus.

Publicidade

Bedran afirmou que a abordagem diplomática do Brasil, historicamente receptiva a diversas potências, é vista de forma positiva pelo empresariado. Ele mencionou que “dentro da perspectiva de diplomacia neutra no Brasil, o que o empresariado quer é negociar com qualquer um, negociar com qualquer país”. A AMC é composta por 33 empresas mineradoras e fornecedoras, das quais 80% têm capital estrangeiro.

O Brasil possui 25% das reservas mundiais de minerais críticos e, nos últimos meses, tem chamado a atenção dos EUA e da União Europeia, que buscam reduzir a dependência da China. Esta última, que atualmente domina uma parte significativa da cadeia internacional de fornecimento de minerais, implementou restrições ao envio de terras-raras e derivados, gerando preocupações no Ocidente sobre possíveis impactos no abastecimento, estimados em até US$ 6,5 trilhões, conforme a Agência Internacional de Energia (AIE).

“Essa preocupação do Ocidente em relação a um eventual choque de comércio pela restrição da China abre uma janela interessante para nós”, afirmou Bedran.

Você pode se interessarConteúdo patrocinado · MGID

Apesar do interesse internacional, o setor ainda enfrenta desafios financeiros. Bedran observou que a mineração no Brasil depende consideravelmente de capital externo, já que o mercado financeiro local é cauteloso em relação a investimentos, principalmente devido aos riscos da atividade e à lentidão no retorno financeiro.

“A gente ainda precisa contar com investimentos estrangeiros porque o capital de risco está no mundo, está lá fora”, declarou.

O diretor da AMC também comentou sobre as recentes tarifas impostas, que têm causado tensões nas relações comerciais entre Brasil e EUA, mas acredita que isso não afetará as negociações de investimentos americanos no setor mineral. O governo dos EUA já expressou interesse nos minerais críticos brasileiros, e produtos da área foram incluídos na lista de isenções de tarifas, indicando um desejo de fortalecer a colaboração com o Brasil.

Publicidade

“O governo vem se posicionando de forma muito sábia no sentido de manter uma diplomacia neutra. Esse realmente é o melhor caminho”, afirmou Bedran.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Recomendado para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
Mais conteúdos para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Sugeridas pra vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
3 min de leitura

Frederico Bedran, da Associação de Minerais Críticos, diz que empresas brasileiras estão prontas para negociar com EUA, China e países europeus. Apostam que a posição internacional imparcial do Brasil atrairá investimentos.

O setor de minerais críticos no Brasil está se preparando para atrair novos parceiros internacionais, apostando na neutralidade diplomática do país. O diretor-presidente da Associação de Minerais Críticos (AMC), Frederico Bedran, destacou que as empresas brasileiras estão abertas a negociações com qualquer nação, incluindo Estados Unidos, China e países europeus.

Bedran afirmou que a abordagem diplomática do Brasil, historicamente receptiva a diversas potências, é vista de forma positiva pelo empresariado. Ele mencionou que “dentro da perspectiva de diplomacia neutra no Brasil, o que o empresariado quer é negociar com qualquer um, negociar com qualquer país”. A AMC é composta por 33 empresas mineradoras e fornecedoras, das quais 80% têm capital estrangeiro.

O Brasil possui 25% das reservas mundiais de minerais críticos e, nos últimos meses, tem chamado a atenção dos EUA e da União Europeia, que buscam reduzir a dependência da China. Esta última, que atualmente domina uma parte significativa da cadeia internacional de fornecimento de minerais, implementou restrições ao envio de terras-raras e derivados, gerando preocupações no Ocidente sobre possíveis impactos no abastecimento, estimados em até US$ 6,5 trilhões, conforme a Agência Internacional de Energia (AIE).

“Essa preocupação do Ocidente em relação a um eventual choque de comércio pela restrição da China abre uma janela interessante para nós”, afirmou Bedran.

Apesar do interesse internacional, o setor ainda enfrenta desafios financeiros. Bedran observou que a mineração no Brasil depende consideravelmente de capital externo, já que o mercado financeiro local é cauteloso em relação a investimentos, principalmente devido aos riscos da atividade e à lentidão no retorno financeiro.

“A gente ainda precisa contar com investimentos estrangeiros porque o capital de risco está no mundo, está lá fora”, declarou.

O diretor da AMC também comentou sobre as recentes tarifas impostas, que têm causado tensões nas relações comerciais entre Brasil e EUA, mas acredita que isso não afetará as negociações de investimentos americanos no setor mineral. O governo dos EUA já expressou interesse nos minerais críticos brasileiros, e produtos da área foram incluídos na lista de isenções de tarifas, indicando um desejo de fortalecer a colaboração com o Brasil.

“O governo vem se posicionando de forma muito sábia no sentido de manter uma diplomacia neutra. Esse realmente é o melhor caminho”, afirmou Bedran.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Receba as notícias no seu WhatsApp

Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe

Entrar no canal →

Publicidade

EM ALTA AGORA