O presidente anunciou a formação do grupo durante a visita do líder sul-coreano Lee Jae-myung. O vice-presidente Geraldo Alckmin coordenará a equipe, que vai mapear sensibilidades e viabilizar a retomada das negociações.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, nesta segunda-feira (27), a formação de um grupo de trabalho destinado a acelerar as negociações do acordo entre o Mercosul e a Coreia do Sul. O anúncio ocorreu durante a visita do presidente sul-coreano, Lee Jae-myung, ao Brasil.
O grupo de trabalho terá como objetivo principal “identificar sensibilidades dos dois lados e evitar que elas sejam um empecilho para a retomada das negociações” em busca de um acordo de livre comércio. Lula destacou que o vice-presidente Geraldo Alckmin foi escolhido para coordenar o grupo, enquanto Lee Jae-myung indicou uma pessoa de sua confiança para facilitar os entendimentos entre Brasil e Coreia do Sul.
“Nesse grupo de trabalho, indiquei meu companheiro, o vice-presidente Geraldo Alckmin, para ser o coordenador do nosso grupo, para fazer com que a nossa relação possa andar mais rápido, e o presidente Lee indicou uma pessoa de confiança dele para facilitar os acordos entre Brasil e Coreia”, afirmou Lula.
O presidente também enfatizou a importância da visita, ressaltando que a Coreia do Sul não enviava um presidente ao Brasil para uma visita de Estado há 11 anos. Esta é a primeira visita oficial do presidente Lee ao Brasil, e Lula mencionou que sua esposa, Janja, teve a oportunidade de apresentar à primeira-dama da Coreia um pouco da diversidade cultural brasileira, em um gesto de reciprocidade pelo acolhimento recebido em Seul.
As negociações para o acordo comercial entre o Mercosul e a Coreia do Sul foram iniciadas em 2018, mas ganharam novo impulso nos últimos meses. A avaliação no Planalto é de que a pressão do tarifaço global dos Estados Unidos tem levado diversos países a buscar novos tratados e diversificar suas parcerias comerciais.
Recentemente, em abril, o governo federal promoveu uma consulta pública para coletar opiniões do setor privado sobre diversos aspectos do comércio, incluindo bens, serviços, investimentos e compras governamentais, a fim de subsidiar as tratativas para o possível tratado.
A expectativa do Planalto é que esta seja a última vez que Lula receba chefes de Estado em Brasília até o fim das eleições de 2026. A única agenda internacional programada é uma viagem aos Estados Unidos para participar da Assembleia-Geral da ONU (Nações Unidas).
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