IA eleva custos para consumidores nos Estados Unidos e pressiona a inflação além das contas de energia. Especialistas alertam para perdas de empregos, salários lentos e maior desigualdade, com investimento de ~US$750 bi.
A inteligência artificial (IA) está elevando os preços para os americanos, afetando não apenas as contas de energia. A introdução de novas tecnologias carrega o potencial de transformar economias, criando oportunidades e empregos, mas frequentemente é acompanhada por desafios a curto e médio prazo.
No caso da IA, as dificuldades incluem perdas de empregos, crescimento salarial lento e ampliação da desigualdade de riqueza, além de um aumento significativo na inflação. Dados recentes indicam que o investimento na adoção da IA pode chegar a aproximadamente US$ 750 bilhões apenas neste ano, o que contribui para um aumento nos preços de diversos bens e serviços.
“A inflação mais alta significa que as famílias precisam gastar pouco mais de US$ 375 a mais para adquirir os mesmos bens e serviços que adquiriam nesta época do ano passado, devido ao impacto inflacionário da IA”, afirmou um economista-chefe em comunicado.
Embora a IA seja atualmente responsável por apenas 0,2 ponto percentual da inflação geral, suas consequências estão se limitando a alguns setores, mas com potencial de se expandir. As preocupações sobre acessibilidade e os efeitos da inflação estão sendo monitoradas de perto pelos dirigentes do Federal Reserve.
Entre os principais setores afetados está o de energia elétrica, onde os data centers de IA estão exigindo grandes quantidades de eletricidade. Essa demanda está superando a oferta, o que pode levar a um aumento ainda maior nos preços da energia. A rápida construção de data centers frequentemente não acompanha o ritmo de novas usinas geradoras de eletricidade, o que agrava o problema.
“Os data centers estão exigindo enormes quantidades de energia, e isso tende a reduzir a eletricidade disponível para distribuição aos moradores”, explicou uma economista em declarações sobre o assunto.
Os dados do Índice de Preços ao Consumidor revelam que os preços de eletricidade residencial aumentaram cerca de duas vezes mais rápido em 2025 do que a média nos anos anteriores. Além disso, a demanda por chips de memória, impulsionada pela expansão dos data centers, está elevando os preços desses componentes, refletindo uma escassez de oferta.
As pressões de preços nos produtos eletrônicos, incluindo laptops e smartphones, são uma consequência direta dessa dinâmica. O aumento nos preços de chips de memória, que são essenciais para a maioria dos dispositivos, impacta diretamente o consumidor final.
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