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Policial

Lagarto discute direitos e identidade das mulheres quilombolas

Lagarto promove roda de conversa com foco na luta e identidade das mulheres quilombolas.

30/07/2026 · 00h00 · Atualizado às 12h32
Lagarto discute direitos e identidade das mulheres quilombolas

Evento promovido pela Seminc reuniu lideranças no Centro de Excelência Abelardo Romero para debater racismo, visibilidade e estratégias de promoção das conquistas quilombolas. A ação integra o Julho das Pretas.

A Prefeitura Municipal de Lagarto (PML), por meio da Secretaria Municipal de Inclusão das Pessoas com Deficiência, Acessibilidade e Direitos Humanos (Seminc), promoveu na tarde desta quarta-feira, 29, no Centro de Excelência Prof Abelardo Romero Dantas, a roda de conversa “Mulheres Quilombolas: Tradição, Luta e Identidade”. O evento, que ocorre no contexto do “Julho das Pretas”, busca debater estratégias para combater o racismo e assegurar visibilidade e respeito às conquistas e potencialidades dessa parcela da população.

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A mesa de debate contou com as contribuições de importantes figuras, como a Profa. Dra. Rita Bittencourt, docente do curso de Terapia Ocupacional da Universidade Federal de Sergipe (UFS); Maria Isabel Barros, presidente da Liga Acadêmica de Saúde Mental, Inclusão e Cidadania da População Quilombola e outras Comunidades Tradicionais (Lasmic); Veroníca Batista, presidente da Associação do Povoado Quilombo; e Suely de Jesus, presidente da Associação Quilombola Mestre Primo.

A discussão, realizada no auditório, reuniu alunos do ensino médio da unidade. Durante a abertura, duas alunas declamaram os poemas “A noite não adormece nos olhos das mulheres”, de Conceição Evaristo, e “Antirracismo”, escrito por Beatriz Nascimento. O planejamento da administração municipal visou alcançar a juventude.

“Estamos no Julho das Pretas e sua grande representante é a Tereza de Benguela, que liderou o Quilombo do Quariterê. Então, é simbólico trazer esse debate com mulheres quilombolas aqui de Lagarto, abrindo espaço para discutir suas lutas, identidades e protagonismos, especialmente com o público mais jovem. É fundamental entrar no espaço da educação para quebrar estereótipos e paradigmas”, explica a coordenadora de Igualdade Racial na Seminc, Lúcia Vieira.

A professora Dra. Rita Bittencourt ressaltou que o racismo está enraizado na sociedade brasileira e se manifesta de forma recorrente, causando sofrimento. Segundo ela, promover esse diálogo com estudantes do ensino médio é uma maneira de apresentar uma história frequentemente invisibilizada, além de fortalecer o reconhecimento das identidades negras e quilombolas como positivas. Ela acredita que, através da educação, é possível construir um futuro mais justo e igualitário.

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“O racismo é estrutural. É uma chaga na estrutura social brasileira que se perpetua no cotidiano, às vezes reproduzida sem reflexão. Conversar com a juventude sobre o assunto é também dar a oportunidade de conhecer uma história apagada, resgatar o sentimento de pertencimento e avançar, parafraseando a música: ‘eu vejo a vida melhor no futuro’.”

Suely de Jesus, presidente da Associação Quilombola Mestre Primo, destacou a importância do momento de diálogo como uma oportunidade fundamental para o compartilhamento de experiências e aprendizado. Ela afirmou que esses encontros fortalecem a cultura e ajudam a entender melhor a história e a realidade da comunidade. “O nosso sobrenome é luta, por isso precisamos de ajuda, inclusive da juventude”, afirmou Suely.

Além disso, a professora de língua portuguesa Catiana Santos Correia ressaltou o papel das instituições de ensino na promoção de reflexões sobre as relações étnico-raciais. “A gente vem desenvolvendo com frequência essas discussões por entender que elas são extremamente necessárias. A escola precisa oferecer referências aos estudantes, especialmente em relação à negritude, que não sejam negativas. Em uma ação como essa, onde mulheres discutem o feminismo negro e o empoderamento, é muito potente”, destacou.

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Por meio da aproximação entre estudantes, lideranças comunitárias e representantes da universidade, a administração municipal fortalece o diálogo, amplia o acesso ao conhecimento e incentiva a formação de uma sociedade mais justa, inclusiva e respeitosa com a diversidade.

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Evento promovido pela Seminc reuniu lideranças no Centro de Excelência Abelardo Romero para debater racismo, visibilidade e estratégias de promoção das conquistas quilombolas. A ação integra o Julho das Pretas.

A Prefeitura Municipal de Lagarto (PML), por meio da Secretaria Municipal de Inclusão das Pessoas com Deficiência, Acessibilidade e Direitos Humanos (Seminc), promoveu na tarde desta quarta-feira, 29, no Centro de Excelência Prof Abelardo Romero Dantas, a roda de conversa “Mulheres Quilombolas: Tradição, Luta e Identidade”. O evento, que ocorre no contexto do “Julho das Pretas”, busca debater estratégias para combater o racismo e assegurar visibilidade e respeito às conquistas e potencialidades dessa parcela da população.

A mesa de debate contou com as contribuições de importantes figuras, como a Profa. Dra. Rita Bittencourt, docente do curso de Terapia Ocupacional da Universidade Federal de Sergipe (UFS); Maria Isabel Barros, presidente da Liga Acadêmica de Saúde Mental, Inclusão e Cidadania da População Quilombola e outras Comunidades Tradicionais (Lasmic); Veroníca Batista, presidente da Associação do Povoado Quilombo; e Suely de Jesus, presidente da Associação Quilombola Mestre Primo.

A discussão, realizada no auditório, reuniu alunos do ensino médio da unidade. Durante a abertura, duas alunas declamaram os poemas “A noite não adormece nos olhos das mulheres”, de Conceição Evaristo, e “Antirracismo”, escrito por Beatriz Nascimento. O planejamento da administração municipal visou alcançar a juventude.

“Estamos no Julho das Pretas e sua grande representante é a Tereza de Benguela, que liderou o Quilombo do Quariterê. Então, é simbólico trazer esse debate com mulheres quilombolas aqui de Lagarto, abrindo espaço para discutir suas lutas, identidades e protagonismos, especialmente com o público mais jovem. É fundamental entrar no espaço da educação para quebrar estereótipos e paradigmas”, explica a coordenadora de Igualdade Racial na Seminc, Lúcia Vieira.

A professora Dra. Rita Bittencourt ressaltou que o racismo está enraizado na sociedade brasileira e se manifesta de forma recorrente, causando sofrimento. Segundo ela, promover esse diálogo com estudantes do ensino médio é uma maneira de apresentar uma história frequentemente invisibilizada, além de fortalecer o reconhecimento das identidades negras e quilombolas como positivas. Ela acredita que, através da educação, é possível construir um futuro mais justo e igualitário.

“O racismo é estrutural. É uma chaga na estrutura social brasileira que se perpetua no cotidiano, às vezes reproduzida sem reflexão. Conversar com a juventude sobre o assunto é também dar a oportunidade de conhecer uma história apagada, resgatar o sentimento de pertencimento e avançar, parafraseando a música: ‘eu vejo a vida melhor no futuro’.”

Suely de Jesus, presidente da Associação Quilombola Mestre Primo, destacou a importância do momento de diálogo como uma oportunidade fundamental para o compartilhamento de experiências e aprendizado. Ela afirmou que esses encontros fortalecem a cultura e ajudam a entender melhor a história e a realidade da comunidade. “O nosso sobrenome é luta, por isso precisamos de ajuda, inclusive da juventude”, afirmou Suely.

Além disso, a professora de língua portuguesa Catiana Santos Correia ressaltou o papel das instituições de ensino na promoção de reflexões sobre as relações étnico-raciais. “A gente vem desenvolvendo com frequência essas discussões por entender que elas são extremamente necessárias. A escola precisa oferecer referências aos estudantes, especialmente em relação à negritude, que não sejam negativas. Em uma ação como essa, onde mulheres discutem o feminismo negro e o empoderamento, é muito potente”, destacou.

Por meio da aproximação entre estudantes, lideranças comunitárias e representantes da universidade, a administração municipal fortalece o diálogo, amplia o acesso ao conhecimento e incentiva a formação de uma sociedade mais justa, inclusiva e respeitosa com a diversidade.

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