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Saúde

Quimioembolização no SUS cresce, mas cinco estados concentram 74% dos casos

O SUS registrou 13.599 internações para quimioembolização, mas o acesso é desigual entre as regiões.

31/07/2026 · 00h00 · Atualizado às 09h00
Quimioembolização no SUS cresce, mas cinco estados concentram 74% dos casos

O SUS registrou 13.599 internações para quimioembolização de carcinoma hepático entre 2015 e 2025. Cinco estados (SP, RS, MG, PE e PR) concentraram 10.066 desses procedimentos, mostrando desigualdade regional.

O Sistema Único de Saúde (SUS) registrou 13.599 internações para a realização de quimioembolização de carcinoma hepático entre 2015 e 2025. Este procedimento, que utiliza um cateter para direcionar o tratamento diretamente aos vasos que irrigam o tumor no fígado, tem se tornado uma opção importante no tratamento de câncer hepático.

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Entretanto, um levantamento recente mostra que o acesso à quimioembolização é desigual, concentrando-se em algumas regiões e estados do Brasil. Apenas cinco estados — São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Pernambuco e Paraná — foram responsáveis por 10.066 internações no período, o que representa 74% do total registrado em todo o país.

Por outro lado, a região Norte apresentou um quadro alarmante, com apenas 30 internações para quimioembolização entre 2015 e 2025, correspondendo a apenas 0,2% do total nacional. Estados como Acre, Amazonas e Amapá não registraram nenhuma internação para o procedimento principal durante todo o período analisado.

A comparação entre o local de residência dos pacientes e o local onde o atendimento foi realizado também revela que muitos precisaram se deslocar para outros estados para receber o tratamento. No caso de Acre, Amazonas e Amapá, os moradores somaram 65 internações para quimioembolização, todas realizadas em outras unidades da Federação.

Os dados analisados contabilizam internações hospitalares autorizadas pelo SUS, e não pacientes únicos, já que uma mesma pessoa pode passar pelo procedimento diversas vezes, conforme a necessidade clínica. A quimioembolização é uma técnica da radiologia intervencionista, que utiliza exames de imagem para guiar tratamentos realizados por pequenas punções.

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Durante o procedimento, um cateter é introduzido em uma artéria e conduzido até os vasos que irrigam o tumor hepático, onde são administrados medicamentos quimioterápicos e um agente embolizante, que ajuda a diminuir o fluxo sanguíneo que alimenta a lesão. Essa técnica é indicada para pacientes com câncer primário do fígado ou lesões que se espalharam para o órgão.

O oncologista Ramon Andrade de Mello, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Cancerologia, destaca que a quimioembolização visa reduzir a doença e pode ser utilizada em pacientes que não têm indicação para transplante de fígado. Segundo ele, a técnica deve ser discutida em equipe multidisciplinar, que inclui oncologistas, hepatologistas e radiologistas intervencionistas.

Embora o procedimento envolva a introdução de um cateter, ele é considerado minimamente invasivo, com tempo de recuperação geralmente menor que o de uma cirurgia convencional. Os dados do Manual de Bases Técnicas da Oncologia do Ministério da Saúde indicam que a quimioembolização disponível no SUS é destinada à citorredução paliativa de câncer hepático irressecável.

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São Paulo liderou as internações, totalizando 5.274 procedimentos, ou 38,8% do total nacional. O Rio Grande do Sul ficou em segundo lugar, com 2.025 internações, seguido por Minas Gerais, Pernambuco e Paraná. Essa concentração de procedimentos reflete a distribuição desigual de especialistas e estruturas hospitalares de alta complexidade no Brasil.

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O SUS registrou 13.599 internações para quimioembolização de carcinoma hepático entre 2015 e 2025. Cinco estados (SP, RS, MG, PE e PR) concentraram 10.066 desses procedimentos, mostrando desigualdade regional.

O Sistema Único de Saúde (SUS) registrou 13.599 internações para a realização de quimioembolização de carcinoma hepático entre 2015 e 2025. Este procedimento, que utiliza um cateter para direcionar o tratamento diretamente aos vasos que irrigam o tumor no fígado, tem se tornado uma opção importante no tratamento de câncer hepático.

Entretanto, um levantamento recente mostra que o acesso à quimioembolização é desigual, concentrando-se em algumas regiões e estados do Brasil. Apenas cinco estados — São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Pernambuco e Paraná — foram responsáveis por 10.066 internações no período, o que representa 74% do total registrado em todo o país.

Por outro lado, a região Norte apresentou um quadro alarmante, com apenas 30 internações para quimioembolização entre 2015 e 2025, correspondendo a apenas 0,2% do total nacional. Estados como Acre, Amazonas e Amapá não registraram nenhuma internação para o procedimento principal durante todo o período analisado.

A comparação entre o local de residência dos pacientes e o local onde o atendimento foi realizado também revela que muitos precisaram se deslocar para outros estados para receber o tratamento. No caso de Acre, Amazonas e Amapá, os moradores somaram 65 internações para quimioembolização, todas realizadas em outras unidades da Federação.

Os dados analisados contabilizam internações hospitalares autorizadas pelo SUS, e não pacientes únicos, já que uma mesma pessoa pode passar pelo procedimento diversas vezes, conforme a necessidade clínica. A quimioembolização é uma técnica da radiologia intervencionista, que utiliza exames de imagem para guiar tratamentos realizados por pequenas punções.

Durante o procedimento, um cateter é introduzido em uma artéria e conduzido até os vasos que irrigam o tumor hepático, onde são administrados medicamentos quimioterápicos e um agente embolizante, que ajuda a diminuir o fluxo sanguíneo que alimenta a lesão. Essa técnica é indicada para pacientes com câncer primário do fígado ou lesões que se espalharam para o órgão.

O oncologista Ramon Andrade de Mello, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Cancerologia, destaca que a quimioembolização visa reduzir a doença e pode ser utilizada em pacientes que não têm indicação para transplante de fígado. Segundo ele, a técnica deve ser discutida em equipe multidisciplinar, que inclui oncologistas, hepatologistas e radiologistas intervencionistas.

Embora o procedimento envolva a introdução de um cateter, ele é considerado minimamente invasivo, com tempo de recuperação geralmente menor que o de uma cirurgia convencional. Os dados do Manual de Bases Técnicas da Oncologia do Ministério da Saúde indicam que a quimioembolização disponível no SUS é destinada à citorredução paliativa de câncer hepático irressecável.

São Paulo liderou as internações, totalizando 5.274 procedimentos, ou 38,8% do total nacional. O Rio Grande do Sul ficou em segundo lugar, com 2.025 internações, seguido por Minas Gerais, Pernambuco e Paraná. Essa concentração de procedimentos reflete a distribuição desigual de especialistas e estruturas hospitalares de alta complexidade no Brasil.

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