O presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, anunciou em 4/8/2026 que não será candidato nas eleições de 2026, pondo fim a 40 anos de mandatos consecutivos. Citou a polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro como razão.
O deputado Aécio Neves (PSDB-MG) anunciou que não será candidato a nenhum cargo eletivo nas eleições de 2026, após 40 anos de mandatos consecutivos. A informação foi divulgada nesta terça-feira (4 de agosto de 2026) pelo próprio político, que ocupa a presidência nacional do PSDB.
Aécio chegou a considerar a candidatura à Presidência da República, mas optou por não concorrer diante do cenário polarizado entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). O nome do tucano também foi cotado para uma das vagas ao Senado por Minas Gerais, principalmente após pesquisas indicarem sua liderança na disputa.
“Essa decisão foi especialmente difícil. Principalmente porque, mais uma vez, chego às vésperas de uma eleição liderando as pesquisas sobre a disputa por uma das vagas ao Senado”, declarou Aécio.
Em sua nota, Aécio afirmou que sua prioridade será, à frente da legenda, conduzir um “novo e vigoroso projeto de Brasil”, que será liberal na economia, inclusivo no campo social e responsável na gestão fiscal. Ele ressaltou a importância de acabar com a polarização política, afirmando que “somos muito maiores do que a soma de Lula e Bolsonaro”.
“Vou trabalhar diuturnamente para vencermos a intolerância e a irracionalidade que sequestraram o debate democrático e nos dividiram de forma jamais vista”, afirmou.
Aécio possui uma longa trajetória política, tendo sido deputado federal de 1987 a 2002, governador de Minas Gerais até 2010 e senador até 2018. Em 2019, retornou à Câmara dos Deputados, onde foi reeleito em 2022, com mandato até o final deste ano.
Recentemente, pesquisas mostraram Aécio como um forte candidato para os eleitores mineiros. Um levantamento da Genial/Quaest, divulgado no dia 28 de julho de 2026, indicava que ele estava tecnicamente empatado com a ex-prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), na disputa pelo Senado. Enquanto Marília oscilava entre 18% e 20% nas intenções de voto, Aécio mantinha 16%.
Apesar de sua retirada da candidatura, Aécio deixou claro que não se afastará da vida pública e continuará defendendo as causas que sempre apoiou. “Essa decisão não significa, no entanto, uma despedida da vida pública, das futuras disputas eleitorais e muito menos um distanciamento das causas que sempre defendi”, concluiu.
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