Em sabatina, o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro afirmou que definirá o nome do vice até 15 de agosto. Ele disse desejar a ex-presidente da Caixa Daniella Marques, hoje filiada ao Republicanos, na chapa.
O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), declarou que escolherá o nome que ocupará a vaga de vice em sua chapa até o dia 15 de agosto. Durante uma sabatina realizada pelo portal O Antagonista e pela empresa de educação executiva G4, o senador expressou seu desejo de que a ex-presidente da Caixa Econômica Federal, Daniella Marques, que atualmente é filiada ao Republicanos, seja a escolhida.
“Tenho até o dia 15, mais uns dias de novela. A Dani que está na plateia é uma pessoa que eu queria muito que fosse minha vice. A Dani foi fantástica no governo Bolsonaro. Ela se encaixa em qualquer lugar”, afirmou Flávio.
A declaração de Flávio ocorre em um momento em que partidos do “Centrão” optaram pela neutralidade na disputa presidencial de 2026. MDB, PSDB/Cidadania, PP (Progressistas), União Brasil, Republicanos e Podemos decidiram não se aliar a nenhuma sigla em âmbito nacional, apresentando uma mudança em relação a 2022, quando essas legendas se posicionaram já no primeiro turno.
Flávio Bolsonaro tentou minimizar as implicações dessa neutralidade, afirmando que contará com o apoio de políticos importantes. “Os principais quadros dos principais partidos estarão comigo nessa campanha, Tarcísio vai estar comigo independente do partido. Falei com Cleitinho hoje e ele disse que vai estar comigo independente do partido. Os caciques políticos estão com preocupações, mas os principais quadros sabem da minha capacidade”, disse no evento.
Na última sexta-feira (31), o senador revelou ter convidado a senadora Tereza Cristina (PP) para compor a chapa. Segundo ele, a senadora aceitou a proposta e estava aguardando decisões partidárias. Contudo, o Progressistas, partido ao qual Tereza é filiada, decidiu adotar uma postura neutra.
“A Tereza Cristina é um quadro excepcional, foi ministra do presidente Bolsonaro, uma referência em várias áreas, em especial no agro, respeitadíssima dentro da política, dentro do país e fora do país. Então, o convite foi feito, ela aceitou e agora estamos nas conversas pra saber se o partido vai avançar ou não”, afirmou Flávio.
No entanto, a senadora reafirmou, na segunda-feira (3), a posição neutra de sua legenda. “O partido me disse que ia continuar na neutralidade. Eu, como uma pessoa de partido, só me cabe dizer que essa é a posição majoritária do PP”, declarou Tereza Cristina.
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