Pular para o conteúdo principal
Aracaju, Quinta-feira, 17 de setembro de 2026
Pular para o conteúdo
Agro

Piloto da Yara e Bananas Corrêa reduz carbono na produção de bananas

Yara Brasil e Bananas Corrêa lançam projeto para descarbonizar a produção de bananas.

07/08/2026 · 00h00 · Atualizado às 10h59
Piloto da Yara e Bananas Corrêa reduz carbono na produção de bananas

Projeto-piloto em 30 hectares (≈2% das 1.400 ha da Bananas Corrêa) testa práticas de nutrição vegetal para reduzir a pegada de carbono na produção de bananas. Resultado será avaliado antes de expandir a tecnologia.

A Yara Brasil e o Grupo Bananas Corrêa iniciaram um projeto-piloto com o objetivo de reduzir a pegada de carbono na produção de bananas. Essa iniciativa se destaca por ser a primeira focada especificamente na descarbonização da cultura da banana, abordando a questão sob a perspectiva da nutrição vegetal.

Publicidade

O projeto será implantado inicialmente em uma área de 30 hectares da Bananas Corrêa, o que representa cerca de 2% dos 1.400 hectares cultivados pelo grupo. A intenção é validar os resultados dessa experiência antes de ampliar a tecnologia para as demais áreas da empresa.

“É o primeiro projeto que temos conhecimento registrado para banana com foco em descarbonização olhando especificamente para a nutrição vegetal. O objetivo é mensurar os resultados e entender como essa redução de emissões pode agregar valor para toda a cadeia”, afirmou a gerente de Sustentabilidade e Cadeia do Alimento da Yara Brasil.

O projeto utiliza fertilizantes produzidos a partir de amônia renovável, uma matéria-prima obtida de fontes de energia renováveis e com menor intensidade de carbono. Embora a composição nutricional do novo fertilizante seja equivalente à dos produtos já utilizados pela empresa, essa mudança promete reduzir significativamente as emissões geradas durante a fabricação dos insumos.

A Yara estima que a pegada de carbono da produção de banana pode ser reduzida em até 60% em comparação ao manejo convencional, percentual que será validado ao longo do projeto, que também medirá as emissões da fazenda.

“Em termos de entrega nutricional, o fertilizante oferece exatamente os mesmos nutrientes. Nossa expectativa é manter o desempenho agronômico e reduzir a pegada de carbono da produção”, explicou a gerente.

Você pode se interessarConteúdo patrocinado · MGID

Apesar da mudança na origem do fertilizante, não se espera um aumento na produtividade das lavouras neste primeiro momento, uma vez que a Bananas Corrêa já opera com índices superiores à média do setor, devido ao manejo nutricional adotado.

Para o Grupo Bananas Corrêa, essa iniciativa também se alinha à crescente demanda do varejo por produtos que apresentem menor impacto ambiental. O diretor de Desenvolvimento e Negócios do grupo destacou que a sustentabilidade é um valor presente na cultura da empresa há décadas.

“Nosso avô já falava sobre produzir respeitando a terra e o meio ambiente. Essa proposta da Yara veio ao encontro dos nossos princípios e representa um passo importante para deixar um legado na forma de produzir alimentos”, disse o diretor.

Publicidade

O projeto já foi apresentado a grandes redes varejistas, como Carrefour, GPA e Assaí, que estão atentas a iniciativas de redução de emissões em suas cadeias de fornecimento. “O grande ganho é conseguir produzir com menor impacto ambiental sem abrir mão da produtividade. Isso fortalece nossa relação com clientes e consumidores e reforça nosso propósito de produção sustentável”, completou.

A Yara avalia que esse projeto pode servir como referência para outras cadeias agrícolas. A empresa já desenvolve projetos semelhantes em culturas como café e batata, adotando a estratégia de iniciar com áreas-piloto antes da expansão comercial. A expectativa é que, após a fase de validação, a tecnologia possa ser expandida para toda a área cultivada pelo Grupo Bananas Corrêa e, futuramente, para outros produtores de banana no Brasil.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Recomendado para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
Mais conteúdos para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Sugeridas pra vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
4 min de leitura

Projeto-piloto em 30 hectares (≈2% das 1.400 ha da Bananas Corrêa) testa práticas de nutrição vegetal para reduzir a pegada de carbono na produção de bananas. Resultado será avaliado antes de expandir a tecnologia.

A Yara Brasil e o Grupo Bananas Corrêa iniciaram um projeto-piloto com o objetivo de reduzir a pegada de carbono na produção de bananas. Essa iniciativa se destaca por ser a primeira focada especificamente na descarbonização da cultura da banana, abordando a questão sob a perspectiva da nutrição vegetal.

O projeto será implantado inicialmente em uma área de 30 hectares da Bananas Corrêa, o que representa cerca de 2% dos 1.400 hectares cultivados pelo grupo. A intenção é validar os resultados dessa experiência antes de ampliar a tecnologia para as demais áreas da empresa.

“É o primeiro projeto que temos conhecimento registrado para banana com foco em descarbonização olhando especificamente para a nutrição vegetal. O objetivo é mensurar os resultados e entender como essa redução de emissões pode agregar valor para toda a cadeia”, afirmou a gerente de Sustentabilidade e Cadeia do Alimento da Yara Brasil.

O projeto utiliza fertilizantes produzidos a partir de amônia renovável, uma matéria-prima obtida de fontes de energia renováveis e com menor intensidade de carbono. Embora a composição nutricional do novo fertilizante seja equivalente à dos produtos já utilizados pela empresa, essa mudança promete reduzir significativamente as emissões geradas durante a fabricação dos insumos.

A Yara estima que a pegada de carbono da produção de banana pode ser reduzida em até 60% em comparação ao manejo convencional, percentual que será validado ao longo do projeto, que também medirá as emissões da fazenda.

“Em termos de entrega nutricional, o fertilizante oferece exatamente os mesmos nutrientes. Nossa expectativa é manter o desempenho agronômico e reduzir a pegada de carbono da produção”, explicou a gerente.

Apesar da mudança na origem do fertilizante, não se espera um aumento na produtividade das lavouras neste primeiro momento, uma vez que a Bananas Corrêa já opera com índices superiores à média do setor, devido ao manejo nutricional adotado.

Para o Grupo Bananas Corrêa, essa iniciativa também se alinha à crescente demanda do varejo por produtos que apresentem menor impacto ambiental. O diretor de Desenvolvimento e Negócios do grupo destacou que a sustentabilidade é um valor presente na cultura da empresa há décadas.

“Nosso avô já falava sobre produzir respeitando a terra e o meio ambiente. Essa proposta da Yara veio ao encontro dos nossos princípios e representa um passo importante para deixar um legado na forma de produzir alimentos”, disse o diretor.

O projeto já foi apresentado a grandes redes varejistas, como Carrefour, GPA e Assaí, que estão atentas a iniciativas de redução de emissões em suas cadeias de fornecimento. “O grande ganho é conseguir produzir com menor impacto ambiental sem abrir mão da produtividade. Isso fortalece nossa relação com clientes e consumidores e reforça nosso propósito de produção sustentável”, completou.

A Yara avalia que esse projeto pode servir como referência para outras cadeias agrícolas. A empresa já desenvolve projetos semelhantes em culturas como café e batata, adotando a estratégia de iniciar com áreas-piloto antes da expansão comercial. A expectativa é que, após a fase de validação, a tecnologia possa ser expandida para toda a área cultivada pelo Grupo Bananas Corrêa e, futuramente, para outros produtores de banana no Brasil.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Receba as notícias no seu WhatsApp

Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe

Entrar no canal →

Publicidade

EM ALTA AGORA