Com a morte de Preta em julho de 2025, os parentes adotaram o luto coletivo, convertendo a saudade em celebração e preservando o legado da cantora. Depoimentos ressaltam apoio mútuo e memórias compartilhadas.
Lidar com a perda de um ente querido é um dos desafios mais difíceis da vida. Com a morte de Preta Gil, ocorrida em julho de 2025, aos 50 anos, devido a complicações de um câncer colorretal, a família Gil tem compartilhado uma visão profunda sobre o significado da existência e do luto.
Em vez de se deixarem abater pelo isolamento da dor, os familiares escolheram encarar o luto como um processo coletivo, onde a saudade pode se transformar em celebração e em um legado vivo. Essa abordagem reflete uma maneira de honrar a memória de Preta, valorizando os momentos compartilhados e o impacto que ela teve na vida de cada um.
“O sofrimento faz parte da vida. Existem várias religiões e sistemas filosóficos que tentam dar conta desse sentido da dor. O sofrimento é o grande desafio para o sentido transformador que o indivíduo tem que adotar”, declarou Gilberto Gil em uma recente participação no programa “Saia Justa”.
Gilberto também enfatizou que o sofrimento pode ser visto como um combustível para o crescimento espiritual. Ele ressaltou que a dor ensina e é um componente essencial da experiência humana.
A sobrinha de Preta, Flor Gil, de 17 anos, comentou sobre a transformação em sua forma de lidar com a perda ao longo do tempo. “Quando a minha tia faleceu, eu comecei a construir uma relação com ela pós-morte”, afirmou. Flor mencionou que sua tia a ensinou a ressignificar sentimentos e dores, destacando a continuidade da presença de Preta em sua vida.
“Ela foi uma pessoa crucial para mim, e continua sendo. Está sendo ainda mais agora do que antes”, disse Flor.
Por sua vez, Bela Gil, também integrante da família, expressou a saudade que sente de Preta. Ela compartilhou momentos especiais que vivenciou com a cantora, destacando a alegria e o astral únicos que Preta trazia. “A alegria dela era esse colo para mim”, recordou Bela, ressaltando a irmandade que compartilhavam.
Francisco Gil, filho de Preta, também se manifestou sobre o primeiro ano sem a presença física da artista. Ele mencionou que tem exercitado a lembrança de sua mãe através de fotos e objetos que a representam. “Na hora da dor, as boas lembranças e, na hora da saudade, o teu sorriso”, disse Francisco, refletindo sobre a conexão que ainda sente com a mãe.
“Eu sinto você. Sinto que agora você finalmente sabe de tudo de mim e que você está me vendo o tempo todo”, afirmou Francisco.
Por fim, Flora Gil, esposa de Gilberto e madrasta de Preta, ressaltou a generosidade e o entusiasmo que a cantora deixou como legado. “Um ano sem Preta com ela no coração para sempre”, compartilhou Flora, em uma homenagem à artista.
Preta Gil, conhecida por sua carreira como cantora, carnavalesca e empresária, continua a ser lembrada e celebrada por sua família, que mantém viva sua memória e ensinamentos.





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