O cantor Arlindo Cruz deixou um legado musical que continua a ser celebrado, especialmente através de seu último projeto, intitulado “2 Arlindos”, realizado em parceria com seu filho, Arlindinho. Neste sábado, 8 de agosto, completa um ano desde o falecimento do sambista, que ocorreu em agosto de 2025, aos 66 anos, após enfrentar complicações de saúde devido a um AVC hemorrágico sofrido em 2017.
O álbum “2 Arlindos” simbolizou a união de duas gerações de sambistas cariocas e trouxe um clima intimista, típico das rodas de samba da família Cruz. Lançado em formato digital e em CD pela Universal Music, em 2017, o álbum contém 15 faixas que incluem sambas inéditos e grandes sucessos do gênero, característicos dos pagodes do Rio de Janeiro.
Entre as composições, destacam-se quatro parcerias entre Arlindo Cruz e Arlindinho, como “Bom Aprendiz”, “Pra Que Insistir” e “Papo à Vera”. O repertório também conta com outras faixas que surgiram da colaboração de Arlindo com renomados artistas do samba, como Jorge Aragão e Zeca Pagodinho, refletindo a riqueza e diversidade musical do projeto.
A origem do álbum está ligada às festas familiares da família Cruz, onde a música sempre teve um papel central, como nas celebrações de São Jorge e São João. Arlindo Cruz mencionou que a ideia do projeto nasceu desses momentos em que a família se reunia para tocar e cantar, reforçando a importância da convivência e da tradição musical dentro de casa.
Na época, Arlindo destacou a segurança que sentia ao ter Arlindinho ao seu lado, enquanto o filho expressou o orgulho e a constante aprendizagem ao conviver com um mestre da composição.
Arlindo Cruz enfrentou dificuldades de saúde ao longo de sua vida, recebendo cuidados de sua equipe médica e da família. Além do AVC, ele lidava com uma doença autoimune, era traqueostomizado, tinha gastrostomia e utilizava uma sonda alimentar. Ao longo de sua carreira, foi sempre acompanhado pela esposa, Babi Cruz, e pelos filhos, Flora e Arlindinho. Arlindo e Babi estavam juntos há 35 anos e se tornaram noivos em 1986.
O cantor teve uma carreira marcante, com participação no grupo Fundo de Quintal, atuação em samba-enredo da escola Império Serrano e diversas aparições em programas de televisão. Seus sucessos incluem músicas como “O Show Tem Que Continuar”, “Saudade Louca”, “Meu Lugar” e “O Que É o Amor”, que continuam a ressoar na memória dos fãs.
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