A 19ª DP (Tijuca) investiga a queda ocorrida sábado na Vista Chinesa que deixou quatro mortos. A VRP afirma não ter sido intimada; polícia aguarda o laudo do Cenipa para avançar no inquérito.
A Polícia Civil do Rio de Janeiro deverá ouvir representantes da empresa VRP (Voos Rio Panorâmico), responsável pelo passeio de helicóptero contratado pelas vítimas do acidente que deixou quatro mortos no Rio. A investigação está em andamento na 19ª DP (Tijuca), que apura as circunstâncias da queda registrada no sábado (8), na região da Vista Chinesa, na Zona Sul.
A empresa informou que, até o momento, seus representantes não foram intimados pela polícia para prestar depoimento. Os investigadores também aguardam o laudo do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), da FAB (Força Aérea Brasileira), para acrescentar as informações ao andamento do inquérito. A perícia já foi realizada no local da queda.
Segundo a FAB, o Cenipa prossegue nesta segunda-feira (10) com os trabalhos de Ação Inicial relacionados à aeronave de matrícula PP-MFS. Nesta etapa, os investigadores fazem a coleta e a confirmação de dados, verificam os danos causados à aeronave e levantam outras informações que possam contribuir para esclarecer o acidente. O laudo do Cenipa deverá integrar as próximas etapas da investigação, que buscam identificar possíveis fatores que contribuíram para a queda da aeronave.
Até o momento, dois dos quatro ocupantes foram identificados: o piloto Alessandro Rocha, de 51 anos, e a adolescente colombiana Sofia Murillo, de 17 anos. O corpo de Alessandro foi liberado pelo IML (Instituto Médico Legal) e será enterrado nesta segunda-feira (10), no Cemitério de São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio. Sofia, que era influenciadora digital na Colômbia, também foi identificada. Os corpos das colombianas Rocio Cubillos e Wendy Manrique ainda passam por exames de DNA para identificação, uma vez que as vítimas morreram carbonizadas, dificultando o reconhecimento e exigindo procedimentos periciais mais detalhados.
Familiares das vítimas estiveram no IML na manhã de domingo (9) para acompanhar os procedimentos. Uma advogada que representa a família colombiana acompanha os trâmites, e o Consulado da Colômbia disponibilizou uma intérprete para auxiliar os parentes. O acidente ocorreu na manhã de sábado (8), resultando na morte de todos os quatro ocupantes da aeronave, incluindo as colombianas que eram avó, mãe e filha.
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