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Mundo

Postes solares em Pequim geram energia com turbinas eólicas

Postes solares em Pequim unem turbinas eólicas e baterias para iluminar ruas sem depender da rede.

16/08/2026 · 11h26
Postes solares em Pequim geram energia com turbinas eólicas

Postes solares em Pequim passaram a integrar turbinas eólicas para iluminar ruas sem depender da rede elétrica. A tecnologia, comum em áreas rurais, chega ao principal centro urbano da China.

Pequim iniciou a instalação de postes de luz que combinam turbinas eólicas e painéis solares, criando uma solução autossustentável para a iluminação pública. Os modelos ainda são raros na capital chinesa, mas a chegada deles ao maior centro urbano do país sinaliza a intenção da China de expandir o uso de postes renováveis e reduzir os gastos com energia.

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Tecnologia sai das áreas rurais e chega à capital chinesa

A tecnologia existe há mais de uma década e vinha sendo usada principalmente em áreas rurais ou isoladas, sem acesso à fiação elétrica. Equipados com fontes renováveis e uma bateria, esses postes se mostram uma alternativa viável nesses locais.

O debate sobre levar o modelo aos centros urbanos ganhou força com a queda no custo de produção de painéis solares e turbinas eólicas e com o avanço no conhecimento sobre essas tecnologias.

Energia gerada no próprio poste reduz custos e apagões

Um dos principais benefícios é que a energia gerada pelo próprio poste, solar durante o dia e eólica ao longo do dia e da noite, permite que o sistema opere de forma autônoma ou com consumo mínimo da rede. Assim, os postes ficam menos vulneráveis a quedas de energia e mantêm as vias públicas iluminadas em situações de emergência.

A geração própria também ajuda a diminuir os custos de iluminação rateados entre os contribuintes. Com parte da energia consumida pelo próprio sistema, a demanda nas subestações cai e reduz a necessidade de novas obras de infraestrutura elétrica.

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Estudo em Tóquio aponta o dobro da energia necessária

Um estudo do Instituto de Tecnologia de Shibaura, realizado em abril deste ano, simulou a substituição dos modelos tradicionais por postes híbridos na Grande Tóquio. A pesquisa avaliou se a incidência solar e os ventos da capital japonesa seriam suficientes para suprir a demanda atual.

A conclusão foi que os sistemas híbridos poderiam gerar o dobro da energia necessária para a iluminação pública, com base em dados meteorológicos dos últimos 50 anos.

“Sistemas híbridos de energia solar e eólica demonstram confiabilidade e estabilidade superiores em comparação com sistemas de fonte única. Seus perfis de geração complementares, como os picos de vento na primavera compensando a intensidade solar no verão, ajudam a reduzir os requisitos de armazenamento de bateria em 20 a 40%”, afirmaram os pesquisadores.

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Custo de instalação ainda gera dúvidas

O estudo não abordou análise de custo-benefício nem os caminhos regulatórios para a adoção municipal, e os valores de instalação seguem em discussão. Segundo informações de uma empresa norte-americana, instalar sistemas de postes renováveis custa 1,5 vez mais do que os tradicionais em locais com infraestrutura já existente. Os custos de manutenção das estruturas renováveis também são considerados superiores.

Com capacidade de produção em larga escala de baterias e painéis solares, a China testa a viabilidade de multiplicar esses postes em busca de uma redução dos custos da iluminação pública no longo prazo.

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Pequim iniciou a instalação de postes de luz que combinam turbinas eólicas e painéis solares, criando uma solução autossustentável para a iluminação pública. Os modelos ainda são raros na capital chinesa, mas a chegada deles ao maior centro urbano do país sinaliza a intenção da China de expandir o uso de postes renováveis e reduzir os gastos com energia.

Tecnologia sai das áreas rurais e chega à capital chinesa

A tecnologia existe há mais de uma década e vinha sendo usada principalmente em áreas rurais ou isoladas, sem acesso à fiação elétrica. Equipados com fontes renováveis e uma bateria, esses postes se mostram uma alternativa viável nesses locais.

O debate sobre levar o modelo aos centros urbanos ganhou força com a queda no custo de produção de painéis solares e turbinas eólicas e com o avanço no conhecimento sobre essas tecnologias.

Energia gerada no próprio poste reduz custos e apagões

Um dos principais benefícios é que a energia gerada pelo próprio poste, solar durante o dia e eólica ao longo do dia e da noite, permite que o sistema opere de forma autônoma ou com consumo mínimo da rede. Assim, os postes ficam menos vulneráveis a quedas de energia e mantêm as vias públicas iluminadas em situações de emergência.

A geração própria também ajuda a diminuir os custos de iluminação rateados entre os contribuintes. Com parte da energia consumida pelo próprio sistema, a demanda nas subestações cai e reduz a necessidade de novas obras de infraestrutura elétrica.

Estudo em Tóquio aponta o dobro da energia necessária

Um estudo do Instituto de Tecnologia de Shibaura, realizado em abril deste ano, simulou a substituição dos modelos tradicionais por postes híbridos na Grande Tóquio. A pesquisa avaliou se a incidência solar e os ventos da capital japonesa seriam suficientes para suprir a demanda atual.

A conclusão foi que os sistemas híbridos poderiam gerar o dobro da energia necessária para a iluminação pública, com base em dados meteorológicos dos últimos 50 anos.

“Sistemas híbridos de energia solar e eólica demonstram confiabilidade e estabilidade superiores em comparação com sistemas de fonte única. Seus perfis de geração complementares, como os picos de vento na primavera compensando a intensidade solar no verão, ajudam a reduzir os requisitos de armazenamento de bateria em 20 a 40%”, afirmaram os pesquisadores.

Custo de instalação ainda gera dúvidas

O estudo não abordou análise de custo-benefício nem os caminhos regulatórios para a adoção municipal, e os valores de instalação seguem em discussão. Segundo informações de uma empresa norte-americana, instalar sistemas de postes renováveis custa 1,5 vez mais do que os tradicionais em locais com infraestrutura já existente. Os custos de manutenção das estruturas renováveis também são considerados superiores.

Com capacidade de produção em larga escala de baterias e painéis solares, a China testa a viabilidade de multiplicar esses postes em busca de uma redução dos custos da iluminação pública no longo prazo.

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