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Saúde

Cinetose em carros elétricos cresce com recorde de vendas no Brasil

Com recorde de eletrificados vendidos, mais passageiros relatam enjoo de movimento.

16/08/2026 · 11h30
Cinetose em carros elétricos cresce com recorde de vendas no Brasil

A cinetose em carros elétricos ganha atenção à medida que a frota eletrificada cresce no Brasil. Em julho de 2026, as vendas de eletrificados bateram recorde, com 61.781 unidades e 23,3% do mercado de zero-quilômetro.

Em 2025, os modelos elétricos já haviam alcançado 13% das vendas de carros, marca que deve ser superada neste ano. Com mais veículos sem motor a combustão nas ruas, aumenta a exposição dos passageiros ao chamado enjoo de movimento.

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O que é o enjoo de movimento

A cinetose é o mal-estar que surge em viagens de carro, barco, avião ou trem. Ela decorre de um conflito entre o que o corpo sente e o que os olhos veem. É o caso de quem lê mensagens no celular no banco de trás: os olhos registram algo parado, enquanto o ouvido interno percebe a vibração e o deslocamento do veículo.

Aceleração e frenagem regenerativa dos elétricos

O principal fator apontado nos elétricos é a aceleração, que ocorre de forma imediata e suave e pode dificultar a adaptação do cérebro à percepção do movimento.

A frenagem também pesa. Os elétricos usam frenagem regenerativa, que transforma energia cinética em energia elétrica durante a desaceleração. Esse tipo de desaceleração, de baixa frequência, pode provocar a sensação de enjoo.

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O silêncio do motor confunde o cérebro

A ausência de ruído é outro fator. Ao entrar em um veículo, o cérebro associa o som do motor ao movimento. Como os elétricos são silenciosos, surge um descompasso nas informações enviadas ao cérebro, novidade para a maioria das pessoas, habituadas aos motores de combustão.

O problema tende a ser mais comum entre crianças, que ainda têm menos prática em reconhecer os sinais de movimento. Já os motoristas, por estarem no controle do veículo, em geral não sofrem com o desconforto.

Montadoras estudam modos anti-enjoo

As montadoras acompanham o fenômeno e desenvolvem modos específicos anti-enjoo e tecnologias de chassi voltadas a reduzir a náusea dos passageiros. Uma das estratégias em estudo é a inclusão de sons artificiais que imitam os carros a combustão, para reforçar a percepção de que o veículo está em movimento.

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A cinetose em carros elétricos ganha atenção à medida que a frota eletrificada cresce no Brasil. Em julho de 2026, as vendas de eletrificados bateram recorde, com 61.781 unidades e 23,3% do mercado de zero-quilômetro.

Em 2025, os modelos elétricos já haviam alcançado 13% das vendas de carros, marca que deve ser superada neste ano. Com mais veículos sem motor a combustão nas ruas, aumenta a exposição dos passageiros ao chamado enjoo de movimento.

O que é o enjoo de movimento

A cinetose é o mal-estar que surge em viagens de carro, barco, avião ou trem. Ela decorre de um conflito entre o que o corpo sente e o que os olhos veem. É o caso de quem lê mensagens no celular no banco de trás: os olhos registram algo parado, enquanto o ouvido interno percebe a vibração e o deslocamento do veículo.

Aceleração e frenagem regenerativa dos elétricos

O principal fator apontado nos elétricos é a aceleração, que ocorre de forma imediata e suave e pode dificultar a adaptação do cérebro à percepção do movimento.

A frenagem também pesa. Os elétricos usam frenagem regenerativa, que transforma energia cinética em energia elétrica durante a desaceleração. Esse tipo de desaceleração, de baixa frequência, pode provocar a sensação de enjoo.

O silêncio do motor confunde o cérebro

A ausência de ruído é outro fator. Ao entrar em um veículo, o cérebro associa o som do motor ao movimento. Como os elétricos são silenciosos, surge um descompasso nas informações enviadas ao cérebro, novidade para a maioria das pessoas, habituadas aos motores de combustão.

O problema tende a ser mais comum entre crianças, que ainda têm menos prática em reconhecer os sinais de movimento. Já os motoristas, por estarem no controle do veículo, em geral não sofrem com o desconforto.

Montadoras estudam modos anti-enjoo

As montadoras acompanham o fenômeno e desenvolvem modos específicos anti-enjoo e tecnologias de chassi voltadas a reduzir a náusea dos passageiros. Uma das estratégias em estudo é a inclusão de sons artificiais que imitam os carros a combustão, para reforçar a percepção de que o veículo está em movimento.

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