O chef César Yukio foi internado com celulite pós-septal depois de notar um pontinho em um dos olhos. A infecção bacteriana se espalhava em direção ao cérebro e exigiu antibiótico na veia.
Vencedor da primeira edição do MasterChef Confeitaria, o confeiteiro recebeu o diagnóstico na última quarta-feira (12) e fez um alerta nas redes sociais sobre os riscos de danos permanentes.
Um pontinho no olho que virou internação
No vídeo divulgado, o confeiteiro relatou que o problema começou com uma pequena alteração no olho. “Eu quase fui de ‘arrasta’. Achei que isso aqui era só um pontinho no meu olho. Pouco tempo depois, eu estava internado tomando antibiótico na veia”, afirmou.
O caso acende um alerta sobre os sintomas da infecção, já que ele inicialmente acreditou tratar-se de um terçol ou de uma espinha comum.
O que é a celulite pós-septal
Segundo o infectologista Igor Mochiutti, a celulite pós-septal afeta os tecidos profundos da órbita ocular e exige diagnóstico e tratamento rápidos para evitar complicações sérias, como a perda da visão e a disseminação da infecção para estruturas vizinhas, incluindo o cérebro.
Conforme o médico, a infecção pode ter origens diversas. As causas mais comuns são a progressão de sinusites e a evolução de uma celulite pré-septal. Em situações menos frequentes, surge após traumas na região ocular, corpos estranhos, cirurgias oftalmológicas ou infecções odontológicas.
Sintomas que exigem atenção
Os sinais mais frequentes incluem dor intensa ao redor dos olhos, que pode piorar com a movimentação ocular, inchaço e vermelhidão nas pálpebras, além de deslocamento anormal do globo ocular. Casos mais graves podem levar a visão embaçada, redução da capacidade visual, visão dupla e oftalmoplegia, que é a limitação ou paralisia dos movimentos oculares.
Diagnóstico e tratamento
Para confirmar o quadro, é fundamental realizar exames de imagem, como tomografia computadorizada ou ressonância magnética, que avaliam a extensão da infecção e possíveis complicações. O tratamento costuma exigir internação hospitalar para a administração de antibióticos intravenosos, por um período que varia de duas a três semanas, conforme a gravidade do caso e a resposta do paciente.
“Poderia virar meningite”, diz o chef
Diante do diagnóstico, César Yukio iniciou rapidamente o tratamento, com receio de que a infecção avançasse. “Eu tive que correr para o tratamento porque eu poderia perder a visão ou isso poderia virar meningite”, ressaltou.
Ele reforçou a importância de não ignorar os sinais do corpo e alertou que “às vezes, por fora parece pequeno, mas por dentro pode ser muito mais sério”.
LEIA TAMBÉM
Reconhecimento Histórico: Hospital de Cirurgia homenageia Márcia Guimarães por liderança na reconstrução da instituição centenária
16 de setBrics pressiona por reforma da governança global e amplia influência
16 de setPesquisa aponta queda na prevalência de HPV entre jovens após vacinação
15 de setReceba as notícias no seu WhatsApp
Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe
Entrar no canal →

