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Aracaju, Sexta-feira, 23 de outubro de 2026
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José Almeida Bispo

COSTUMES DE ANTANHO.

Uma foto, publicada hoje nas redes sociais por Antônio Samarone de Santana me alertou para a manutenção de uma tradição: a multissecular fofoca política itabaianense.Trata-se da frente da trissecular Casa de Câmara e Cadeia, dos tempos coloniais, ou, atualmente chamada apenas Câmara Municipal. Hoje, há 1.500 metros, exatos um quilômetro e meio ao sul, pela […]

30/08/2026 · 12h29
COSTUMES DE ANTANHO.
Fofocômetro
Composição da mais antiga fotografia da Praça Maior e matriz, cerca de 1890, mostra o velho “fofocômetro”, documentado pela jornalista Amanda Rossi, em 2008, com a narrativa do dia a dia do “apostômetro”, narrado em entrevista por Airton Almeida Maciel. A árvore sob a qual os dois senhores sentam é quase o mesmo local do antigo jenipapeiro.

Uma foto, publicada hoje nas redes sociais por Antônio Samarone de Santana me alertou para a manutenção de uma tradição: a multissecular fofoca política itabaianense.
Trata-se da frente da trissecular Casa de Câmara e Cadeia, dos tempos coloniais, ou, atualmente chamada apenas Câmara Municipal. Hoje, há 1.500 metros, exatos um quilômetro e meio ao sul, pela avenida aberta em 1962.

Fofocômetro1
A antiga Casa de Câmara e Cadeia, em fins da década de 1950, já desativada há quatro décadas, mais ainda se mantendo com o Beco (Hoje Avenida) e a residência do ex-prefeito Ivo Carvalho. Em 2001, o espaço do velho jenipapeiro rejuvenescido em vigoroso teatro político. Em destaque, à direita da foto em cores, de janeiro de 2001, o então vereador Valmir dos Santos Costa, no início seu terceiro mandato.

Ali, entre a Câmara, hoje uma casa baixa, onde funciona um bingo; e a matriz, de frente a então casa paroquial, nasceu um jenipapeiro que, sob sua sombra, homéricas contendas políticas – e talvez as também tradicionais apostas – foram travadas.
É salutar lembrar que logo atrás, e ao lado da Câmara, desta separadas pelo Beco, hoje Avenida Ivo Carvalho, ficavam, em momentos pouco diferentes, as residências do Coronel José Cornélio da Fonseca, e do citado Ivo de Carvalho, este, ocupante do cargo inaugurado por Manoel da Silva de Souza, em 16 de junho de 1700, duzentos e doze anos depois; e tendo no período assumido a Prefeitura Municipal como interino, em 1935.

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Fofocômetro3, fim do jenipapeiro
O velho jenipapeiro do “fofocômetro” aguentou até a seca de 1932. À direita da matriz, quase desfolhado, observa melancolicamente a fila enorme de coletores de água salobra, no poço recém-aberto pelo DNOCs, no centro da velha Praça Maior, ou Fausto Cardoso, durante a terrível seca. À direita, registro fotográfico do inaugurado coreto, pela administração Otoniel Dórea, em meados de 1935, por cima do antigo catavento e do poço, que ainda existe, mostra à direita, a ausência do velho jenipapeiro. A fofoca, contudo, não morreu.

Hoje o lugar, mesmo depois das mudanças sofridas pela Câmara, continua ativo.
Excelente a observação feita por Samarone, com a foto abaixo.

Fofocômetro4, fim do jenipapeiro

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Fofocômetro
Composição da mais antiga fotografia da Praça Maior e matriz, cerca de 1890, mostra o velho “fofocômetro”, documentado pela jornalista Amanda Rossi, em 2008, com a narrativa do dia a dia do “apostômetro”, narrado em entrevista por Airton Almeida Maciel. A árvore sob a qual os dois senhores sentam é quase o mesmo local do antigo jenipapeiro.

Uma foto, publicada hoje nas redes sociais por Antônio Samarone de Santana me alertou para a manutenção de uma tradição: a multissecular fofoca política itabaianense.
Trata-se da frente da trissecular Casa de Câmara e Cadeia, dos tempos coloniais, ou, atualmente chamada apenas Câmara Municipal. Hoje, há 1.500 metros, exatos um quilômetro e meio ao sul, pela avenida aberta em 1962.

Fofocômetro1
A antiga Casa de Câmara e Cadeia, em fins da década de 1950, já desativada há quatro décadas, mais ainda se mantendo com o Beco (Hoje Avenida) e a residência do ex-prefeito Ivo Carvalho. Em 2001, o espaço do velho jenipapeiro rejuvenescido em vigoroso teatro político. Em destaque, à direita da foto em cores, de janeiro de 2001, o então vereador Valmir dos Santos Costa, no início seu terceiro mandato.

Ali, entre a Câmara, hoje uma casa baixa, onde funciona um bingo; e a matriz, de frente a então casa paroquial, nasceu um jenipapeiro que, sob sua sombra, homéricas contendas políticas – e talvez as também tradicionais apostas – foram travadas.
É salutar lembrar que logo atrás, e ao lado da Câmara, desta separadas pelo Beco, hoje Avenida Ivo Carvalho, ficavam, em momentos pouco diferentes, as residências do Coronel José Cornélio da Fonseca, e do citado Ivo de Carvalho, este, ocupante do cargo inaugurado por Manoel da Silva de Souza, em 16 de junho de 1700, duzentos e doze anos depois; e tendo no período assumido a Prefeitura Municipal como interino, em 1935.

Fofocômetro3, fim do jenipapeiro
O velho jenipapeiro do “fofocômetro” aguentou até a seca de 1932. À direita da matriz, quase desfolhado, observa melancolicamente a fila enorme de coletores de água salobra, no poço recém-aberto pelo DNOCs, no centro da velha Praça Maior, ou Fausto Cardoso, durante a terrível seca. À direita, registro fotográfico do inaugurado coreto, pela administração Otoniel Dórea, em meados de 1935, por cima do antigo catavento e do poço, que ainda existe, mostra à direita, a ausência do velho jenipapeiro. A fofoca, contudo, não morreu.

Hoje o lugar, mesmo depois das mudanças sofridas pela Câmara, continua ativo.
Excelente a observação feita por Samarone, com a foto abaixo.

Fofocômetro4, fim do jenipapeiro
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Sobre o autor José de Almeida Bispo

José de Almeida Bispo é radialista, publicitário, jornalista, pesquisador e historiador, e membro da Academia Itabaianense de Letras, Cadeira 27, que tem como patronesse Maria Thetis Nunes.

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