Poucos minutos após sair do Palco Mundo, Pelle Almqvist afirmou nos bastidores que o show do The Hives no Rock in Rio pode ter sido o maior público da banda no Brasil. Ele elogiou a energia e disse que foi divertido.
Poucos minutos depois de deixar o Palco Mundo, o vocalista Pelle Almqvist ainda calculava o tamanho da plateia que o The Hives havia acabado de encarar no Rock in Rio. Em entrevista no backstage, na sexta-feira (4), o cantor considerou que o show pode ter reunido o maior público da história da banda no país.
“O público brasileiro é sempre fantástico. Foi muito divertido. Provavelmente foi o maior público para o qual já tocamos no Rio, talvez o maior público brasileiro para o qual já tocamos. Então havia mais gente para impressionar, o que foi divertido”
O vocalista resumiu o peso da estreia do grupo no festival ao lembrá-lo como um evento de grande prestígio e longa tradição.
“É um festival lendário. A gente ouve falar do Rock in Rio desde que éramos bebês. É empolgante estar aqui.”
O The Hives subiu ao palco às 19h no primeiro dia do Rock in Rio 2026, entre as apresentações de Nova Twins e Rise Against. A programação do Palco Mundo foi encerrada pelo Foo Fighters. A apresentação da banda durou cerca de uma hora, com 12 músicas que misturaram material mais recente e faixas que acompanham o grupo desde o início dos anos 2000. No palco, Pelle alternou inglês e português para conduzir a plateia, pedindo gritos, palmas e “mais barulho”. A atuação marcou a estreia dos suecos no festival.
Pelle afirmou que ainda permanecerá alguns dias no Rio e já tem um programa definido na Cidade do Rock: pretende assistir a um show de Gilberto Gil.
“Vou ver Gilberto Gil, o que é muito legal. É tipo a última turnê dele ou algo assim, certo? Estou bem animado para assistir. É uma experiência brasileira perfeita”
Gil está escalado para subir ao Palco Mundo na segunda-feira (7), às 21h20, antes de Elton John.
No palco, o figurino do The Hives voltou a chamar atenção: os integrantes usaram ternos pretos e brancos com detalhes iluminados por faixas de LED. O visual é marca registrada da banda e reforça a identidade cênica construída ao longo da carreira.
“Temos esses diferentes ternos pretos e brancos há uns 30 anos. É algo que faz as pessoas pensarem na banda, lembrarem dela e ficarem esperando para ver o que vamos inventar depois”
Quanto à mitologia construída em torno do personagem Randy Fitzsimmons — apresentado pela banda como mentor, empresário e compositor — o tema voltou a aparecer nas conversas. O álbum The Death of Randy Fitzsimmons, lançado em 2023, levou o nome do personagem e foi o primeiro disco de estúdio do The Hives em 11 anos. Na narrativa criada pelo grupo, Fitzsimmons teria desaparecido e depois morrido, ponto de partida para o disco de 2023. Fora dessa mitologia, a figura é tratada historicamente pela banda como fictícia.
Questionado sobre a possibilidade de Fitzsimmons, na verdade, estar no Brasil desfrutando de caipirinha e ouvindo Secos e Molhados, Pelle manteve a brincadeira e não tentou desfazer a história:
“Você sabe muito mais do que eu”
Em linhas gerais, a passagem do The Hives pelo Rock in Rio foi marcada por repertório que misturou old e new, interação com o público e figurino alinhado à imagem de três décadas de carreira.
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