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Aracaju, Sexta-feira, 25 de setembro de 2026
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CNJ cumpre busca no gabinete do desembargador Newton Ramos em Brasília

CNJ realizou busca no gabinete do desembargador Newton Ramos em Brasília após menção em conversas do celular de Daniel Vorcaro.

25/09/2026 · 14h11 · Atualizado às 17h19
CNJ cumpre busca no gabinete do desembargador Newton Ramos em Brasília

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) realizou nesta quarta-feira (24) uma operação no gabinete do desembargador Newton Ramos, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), em Brasília. A ação foi determinada pelo corregedor nacional de Justiça, Benedito Gonçalves, e cumprida pela Polícia Federal (PF).

O magistrado passou a ser alvo de investigação do CNJ após ser citado em conversas encontradas no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. As buscas ocorreram um dia depois de o CNJ determinar o cancelamento de precatórios avaliados em R$ 4,7 bilhões, ligados a usinas do setor sucroalcooleiro que negociaram créditos com o Banco Master.

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A medida que resultou no cancelamento dos títulos foi motivada por uma ação da Advocacia-Geral da União (AGU) contra decisões do TRF1 que haviam determinado o depósito do valor de 16 precatórios em conta judicial, sem o trânsito em julgado dos processos que reconheceram a dívida da União.

O caso dos precatórios relacionados ao Banco Master ganhou atenção pública após a divulgação da existência de um contrato de R$ 427 milhões entre o banco e o escritório da advogada Camilla Ramos, identificada como esposa do desembargador Newton Ramos. Segundo os documentos que vieram à tona, o pagamento previsto no contrato seria feito em caso de êxito nas causas envolvendo o setor sucroalcooleiro.

O acesso da Polícia Federal ao aparelho de Vorcaro também revelou menções de assessores do ex-banqueiro de que a advogada e o desembargador fariam parte da chamada “Turma do KN”, em referência ao ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Defesas e posicionamentos foram registrados pelo CNJ e pelas partes envolvidas.

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“Continua no cargo e considera ‘natural e regular’ o procedimento de correição do CNJ”, afirmou Newton Ramos em nota.

O escritório Queiroga, Vieira, Queiroz e Ramos, que tem Camilla Ramos como sócia, declarou que possui contrato formal com o Banco Master para atuar nos processos relativos aos precatórios, mas que não recebeu qualquer pagamento “a título de pró-labore ou de êxito”.

O ministro Nunes Marques declarou que nunca trocou mensagens com Vorcaro nem autorizou ninguém a falar em seu nome.

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O episódio envolve decisões judiciais, contratos e operações sigilosas que motivaram a atuação do CNJ e da PF. As investigações agora seguem na esfera administrativa do Conselho e podem orientar medidas subsequentes conforme o andamento das apurações e a análise dos elementos recolhidos pela Polícia Federal.

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O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) realizou nesta quarta-feira (24) uma operação no gabinete do desembargador Newton Ramos, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), em Brasília. A ação foi determinada pelo corregedor nacional de Justiça, Benedito Gonçalves, e cumprida pela Polícia Federal (PF).

O magistrado passou a ser alvo de investigação do CNJ após ser citado em conversas encontradas no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. As buscas ocorreram um dia depois de o CNJ determinar o cancelamento de precatórios avaliados em R$ 4,7 bilhões, ligados a usinas do setor sucroalcooleiro que negociaram créditos com o Banco Master.

A medida que resultou no cancelamento dos títulos foi motivada por uma ação da Advocacia-Geral da União (AGU) contra decisões do TRF1 que haviam determinado o depósito do valor de 16 precatórios em conta judicial, sem o trânsito em julgado dos processos que reconheceram a dívida da União.

O caso dos precatórios relacionados ao Banco Master ganhou atenção pública após a divulgação da existência de um contrato de R$ 427 milhões entre o banco e o escritório da advogada Camilla Ramos, identificada como esposa do desembargador Newton Ramos. Segundo os documentos que vieram à tona, o pagamento previsto no contrato seria feito em caso de êxito nas causas envolvendo o setor sucroalcooleiro.

O acesso da Polícia Federal ao aparelho de Vorcaro também revelou menções de assessores do ex-banqueiro de que a advogada e o desembargador fariam parte da chamada “Turma do KN”, em referência ao ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Defesas e posicionamentos foram registrados pelo CNJ e pelas partes envolvidas.

“Continua no cargo e considera ‘natural e regular’ o procedimento de correição do CNJ”, afirmou Newton Ramos em nota.

O escritório Queiroga, Vieira, Queiroz e Ramos, que tem Camilla Ramos como sócia, declarou que possui contrato formal com o Banco Master para atuar nos processos relativos aos precatórios, mas que não recebeu qualquer pagamento “a título de pró-labore ou de êxito”.

O ministro Nunes Marques declarou que nunca trocou mensagens com Vorcaro nem autorizou ninguém a falar em seu nome.

O episódio envolve decisões judiciais, contratos e operações sigilosas que motivaram a atuação do CNJ e da PF. As investigações agora seguem na esfera administrativa do Conselho e podem orientar medidas subsequentes conforme o andamento das apurações e a análise dos elementos recolhidos pela Polícia Federal.

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