Geraldo Alckmin chamou de 'totalmente equivocada' a declaração de Donald Trump sobre supostas fraudes nas eleições brasileiras. O vice ressaltou a soberania do país e os mecanismos de segurança do processo eleitoral.
O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), rebateu nesta segunda-feira (26/10) uma declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre as eleições no Brasil terem sido fraldadas. Em manifestação pública, Alckmin classificou a afirmação como “totalmente equivocada” e ressaltou pontos sobre soberania e segurança do processo eleitoral brasileiro.
Alckmin afirmou que não existe fundamento para a acusação e destacou princípios que, segundo ele, orientam as relações entre países. O vice-presidente também citou aspectos do sistema eleitoral nacional, defendendo a integridade das urnas eletrônicas e o funcionamento da segurança jurídica no país.
“Olha, totalmente equivocada, né? Primeiro não se interfere na política de outro país. Essa é uma regra basilar. Segundo não tem nenhum referencial pra dizer isso. Aliás, o Brasil é um exemplo pro mundo. De urna eletrônica, de segurança jurídica. Democracia é assim. Você ganha eleição, você perde a eleição, é o povo que decide. Mas o caminho é o caminho da negociação”
A declaração foi dada à Rede Vanguarda. Ao longo do pronunciamento, Alckmin enfatizou que o processo democrático implica aceitar resultados e buscar caminhos institucionais para resolver disputas, sem interferência externa. Ele reforçou que o eleitorado é quem decide, e que a negociação política é parte do cotidiano democrático.
O posicionamento do vice-presidente ocorre em meio a repercussões internacionais sobre o pleito brasileiro. A fala de Trump, citada por Alckmin, havia levantado questionamentos e provocado reações na cena política. Em resposta, Alckmin preferiu sublinhar normas diplomáticas e elementos técnicos do processo eleitoral brasileiro como resposta à alegação.
No pronunciamento, o vice-presidente também procurou colocar a questão na dimensão institucional, lembrando que a não intervenção na política de outro país é uma regra basilar das relações entre Estados. Segundo ele, além da ausência de referência concreta para sustentar a acusação, o Brasil apresenta mecanismos de segurança que servem de referência, na avaliação do próprio Alckmin.
O episódio adiciona mais uma etapa às discussões sobre a imagem internacional do processo eleitoral brasileiro e seguirá sendo acompanhado por atores políticos e pela opinião pública. A declaração de Alckmin, dada na segunda-feira, integra a sequência de reações oficiais e privadas a comentários de lideranças estrangeiras sobre o pleito nacional.
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