Desde o início de maio, há um aumento de infecções respiratórias nos hospitais, especialmente com a chegada do outono e o início do inverno. Segundo dados da Fiocruz, os casos de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) têm atingido níveis de incidência de moderada a muito alta em jovens, adultos e idosos, com forte incidência em crianças pequenas e idosos.
E os principais vírus que estão contribuindo para esse aumento de casos é a influenza A, com risco maior na população idosa, e o vírus sincicial respiratório, que afeta mais as crianças e bebês, sendo a principal causa de internação por infecção respiratória em menores de 1 ano.
A Síndrome Respiratória Aguda Grave é uma condição de gravidade em que uma infecção respiratória inicial afeta os pulmões de forma severa, dificultando a respiração e que pode levar à insuficiência respiratória.
Segundo o gestor da Emergência Adulto do Hospital Icaraí, o Dr. Roberto Pereira Reis, a SRAG não é uma doença em si, mas sim uma complicação de diversas infecções virais, como aconteceu nos períodos iniciais do covid-19.
“Hoje em dia, estamos vendo sua manifestação a partir do vírus da gripe (Influenza) e do vírus sincicial respiratório”, afirma o médico, que também é cardiologista do Hospital Icaraí.
Sintomas
Os sintomas iniciais são muitas das vezes semelhantes aos de uma gripe comum, como febre, tosse e dor de garganta.
No entanto, a SRAG se caracteriza pela progressão de sintomas mais graves, como:
- Dificuldade ou desconforto para respirar (dispneia);
- Sensação de peso ou pressão no peito;
- Baixa oxigenação no sangue (saturação de oxigênio abaixo de 95%);
- Coloração azulada do rosto ou lábios (cianose).
Em crianças, podem ocorrer também:
- Falta de ar;
- Aumento da frequência respiratória;
- Desidratação;
- Menor apetite.
Qual a importância da vacinação?
A vacinação é a principal e mais eficaz forma de prevenção da Síndrome Respiratória Aguda, pois protege contra as doenças que podem evoluir para esse quadro grave, como a influenza e a covid-19, reduzindo significativamente os riscos de evoluir para suas complicações e, inclusive, a necessidade de internação.
“Além disso, a vacinação ajuda a reduzir a circulação dos vírus, protegendo também indiretamente aqueles que não podem ser vacinados”, explica o Dr. Roberto.
Crianças e idosos são grupo de risco?
Segundo o médico, sim. Crianças e idosos são considerados grupos de risco para a Síndrome Respiratória Aguda Grave.
- Crianças pequenas, especialmente abaixo de 1 ano de idade, são mais vulneráveis e podem desenvolver quadros mais graves de SRAG. O vírus sincicial respiratório (VSR) é um dos principais agentes causadores de SRAG em crianças.
- Idosos também têm maior suscetibilidade a infecções respiratórias e um risco aumentado de evolução para SRAG. A gripe (influenza A, em particular) é uma das principais causas de óbitos por SRAG nesse grupo.
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