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Política

Hospital de Oncologia de Sergipe segue sem funcionar 15 anos após proposta de Eduardo Amorim

Proposto em 2010 pelo médico do SUS e então deputado federal Eduardo Amorim (PL), o Hospital de Oncologia de Sergipe continua sem data para iniciar atendimentos, apesar de já ter recebido mais de R$ 200 milhões em emendas parlamentares carimbadas exclusivamente para a obra. Amorim apresentou a ideia quando deixava a Câmara dos Deputados para […]

28/11/2025 · 15h01
Hospital de Oncologia de Sergipe segue sem funcionar 15 anos após proposta de Eduardo Amorim

Proposto em 2010 pelo médico do SUS e então deputado federal Eduardo Amorim (PL), o Hospital de Oncologia de Sergipe continua sem data para iniciar atendimentos, apesar de já ter recebido mais de R$ 200 milhões em emendas parlamentares carimbadas exclusivamente para a obra.

Amorim apresentou a ideia quando deixava a Câmara dos Deputados para assumir mandato no Senado. Naquele ano, ele reuniu profissionais de saúde e assessores para defender a criação da unidade especializada. A iniciativa ganhou apoio unânime dos presentes e deu origem a um abaixo-assinado realizado em ruas, praças, feiras livres e na porta do Hospital João Alves.

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Durante os oito anos em que representou Sergipe no Senado, o parlamentar destinou os recursos federais e articulou apoio da bancada sergipana, independentemente de partido. Quinze anos depois, a entrega da estrutura física está prevista para dezembro próximo, mas não há garantia sobre a compra de equipamentos nem sobre a contratação de profissionais para atender pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).

Mobilização popular

No primeiro semestre de 2011, Amorim percorreu os 75 municípios sergipanos com a “Caravana Unidos Pela Vida” em busca de assinaturas e respaldo popular. À época, seu site disponibilizava um modelo de folha de apoio que podia ser impresso pelos interessados e recolhido posteriormente pela equipe do parlamentar.

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Registros no Senado

Discursos de Amorim defendendo a construção e cobrando a conclusão do hospital estão arquivados no Senado Federal. Ele também foi o primeiro a sugerir que a unidade leve o nome do ex-governador Marcelo Déda Chagas, morto em decorrência de um câncer gastrointestinal.

Cenário do câncer no Brasil

Desde 1988, o Brasil marca o dia 27 de novembro como data de mobilização contra o câncer. Em 2024, a doença foi a segunda principal causa de morte no país, com 157.747 óbitos. Desse total, 51.337 ocorreram por tumores no sistema digestivo, incluindo cólon, estômago e pâncreas.

“Quando essa unidade estiver pronta e recebendo os pacientes, vou sentir ainda mais orgulho de toda a luta enfrentada”, afirmou Amorim, lamentando o atraso.

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Proposto em 2010 pelo médico do SUS e então deputado federal Eduardo Amorim (PL), o Hospital de Oncologia de Sergipe continua sem data para iniciar atendimentos, apesar de já ter recebido mais de R$ 200 milhões em emendas parlamentares carimbadas exclusivamente para a obra.

Amorim apresentou a ideia quando deixava a Câmara dos Deputados para assumir mandato no Senado. Naquele ano, ele reuniu profissionais de saúde e assessores para defender a criação da unidade especializada. A iniciativa ganhou apoio unânime dos presentes e deu origem a um abaixo-assinado realizado em ruas, praças, feiras livres e na porta do Hospital João Alves.

Durante os oito anos em que representou Sergipe no Senado, o parlamentar destinou os recursos federais e articulou apoio da bancada sergipana, independentemente de partido. Quinze anos depois, a entrega da estrutura física está prevista para dezembro próximo, mas não há garantia sobre a compra de equipamentos nem sobre a contratação de profissionais para atender pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).

Mobilização popular

No primeiro semestre de 2011, Amorim percorreu os 75 municípios sergipanos com a “Caravana Unidos Pela Vida” em busca de assinaturas e respaldo popular. À época, seu site disponibilizava um modelo de folha de apoio que podia ser impresso pelos interessados e recolhido posteriormente pela equipe do parlamentar.

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Cenário do câncer no Brasil

Desde 1988, o Brasil marca o dia 27 de novembro como data de mobilização contra o câncer. Em 2024, a doença foi a segunda principal causa de morte no país, com 157.747 óbitos. Desse total, 51.337 ocorreram por tumores no sistema digestivo, incluindo cólon, estômago e pâncreas.

“Quando essa unidade estiver pronta e recebendo os pacientes, vou sentir ainda mais orgulho de toda a luta enfrentada”, afirmou Amorim, lamentando o atraso.

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