Presidente dos EUA ofereceu saída segura para o líder venezuelano e sua família, mas recusou pedidos de anistia e imunidade no Tribunal Penal Internacional.
Os bastidores da escalada de tensão entre Washington e Caracas ganharam novos detalhes. Segundo apuração da agência Reuters, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deu um ultimato direto ao presidente da Venezuela, Nicolás Maduro: ele deveria deixar o país para um destino de sua escolha, junto com seus familiares, até a última sexta-feira, 28 de novembro.
A revelação surge em um momento crítico, com os Estados Unidos aumentando significativamente sua presença militar no Caribe.
A negociação por telefone
A proposta teria sido apresentada pelo próprio Trump durante uma conversa telefônica com Maduro. Segundo as fontes ouvidas pela agência, a oferta consistia em uma saída negociada e segura do poder.
No entanto, Maduro teria imposto contrapartidas para aceitar o exílio. O líder venezuelano teria solicitado anistia totalpara seus familiares e integrantes do alto escalão do regime, além da retirada das acusações contra ele no Tribunal Penal Internacional (TPI).
Donald Trump, contudo, recusou os pedidos de imunidade jurídica internacional.
A retaliação: Fechamento do espaço aéreo
O não cumprimento do prazo estabelecido (sexta-feira, 28) teve consequências imediatas. Diante da recusa de Maduro em deixar o poder sem as garantias exigidas, Trump foi às redes sociais no fim de semana declarar que o espaço aéreo acima e ao redor da Venezuela deveria ser considerado “completamente fechado”.
A medida elevou a pressão diplomática e militar sobre o regime chavista, isolando ainda mais o país e gerando incertezas sobre os próximos passos da Casa Branca na região.
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