Operação Unha e Carne 2 mira suposta conexão entre Judiciário, políticos e crime organizado no RJ
A 1ª Seção Especializada do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) manteve as prisões do ex-deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos, o “TH Jóias”, e de outros acusados ligados ao Comando Vermelho, mantendo o caso sob forte pressão após mais um capítulo explosivo: a prisão do desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto, relator do processo no TRF-2.
Em uma nova fase da Operação Unha e Carne 2, a Polícia Federal, com ordens do STF, deteve Macário sob suspeita de ter vazado informações sigilosas da Operação Zargun que em setembro já havia levado à prisão de TH Jóias por suspeita de tráfico, corrupção e associação ao Comando Vermelho.
A investigação indicou que o desembargador pode ter repassado dados cruciais para o então presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Rodrigo Bacellar (União Brasil) também alvo da PF antes que a operação fosse deflagrada, possibilitando a obstrução da ação.
Apesar de Macário ter sido relator do processo contra TH Jóias, mensagens e relacionamento próximo com Bacellar levantaram suspeitas de conluio e vazamento. A prisão foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, e ocorre em meio à análise de crimes que misturam Judiciário, política e facções criminosas.
A sessão do TRF-2 que discutirá o recebimento formal da denúncia contra TH Jóias foi remarcada para outra data, enquanto o desembargador, agora afastado, enfrenta acusações graves.
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