O primeiro boletim InfoGripe de 2026, divulgado nesta quinta-feira (8) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), indica sinal de queda nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em todo o território nacional, tanto nas tendências de curto quanto de longo prazo. De acordo com o informe, praticamente nenhum estado ou capital apresenta níveis de alerta, risco ou alto risco para a doença.
Perfil recente da doença
Nas últimas oito semanas, a incidência e a mortalidade médias seguem concentradas nos extremos de idade analisados. A ocorrência de SRAG permanece mais alta entre crianças pequenas, enquanto os óbitos se concentram sobretudo em idosos.
Impacto de outros vírus
No período avaliado, os casos de SRAG em crianças estão ligados principalmente à circulação de rinovírus e metapneumovírus. O boletim ressalta que, por abranger as quatro últimas semanas epidemiológicas, os dados de incidência e mortalidade ainda podem sofrer atualizações.
Balanço de 2025
Em 2025, o país registrou 13.678 mortes atribuídas à SRAG. Desse total, 6.889 (50,4%) tiveram resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório; 5.524 (40,4%) foram negativos e pelo menos 222 (1,6%) aguardavam confirmação laboratorial até o fechamento do relatório.
Entre os óbitos com confirmação de vírus, 47,8% foram causados por influenza A, 1,8% por influenza B, 10,8% por vírus sincicial respiratório (VSR), 14,9% por rinovírus e 24,7% por Sars-CoV-2, agente da Covid-19.
Recorte temporal
A análise considera a Semana Epidemiológica 53, que vai de 28 de dezembro de 2025 a 3 de janeiro de 2026.
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