Pular para o conteúdo principal
Aracaju, Quinta-feira, 17 de setembro de 2026
Pular para o conteúdo
Política

Aracaju registra seis anos sem reincidência de violência entre mulheres assistidas pela Patrulha Maria da Penha

Aracaju (SE) — A Patrulha Maria da Penha (PMP), serviço da Polícia Municipal de Aracaju voltado à proteção de mulheres com medidas protetivas de urgência, completa seis anos sem registrar casos de reincidência de violência entre as assistidas.

15/01/2026 · 15h06
Aracaju registra seis anos sem reincidência de violência entre mulheres assistidas pela Patrulha Maria da Penha

Aracaju (SE) — A Patrulha Maria da Penha (PMP), serviço da Polícia Municipal de Aracaju voltado à proteção de mulheres com medidas protetivas de urgência, completa seis anos sem registrar casos de reincidência de violência entre as assistidas.

O programa acompanha atualmente 48 mulheres, monitorando cada etapa da rotina delas para evitar situações de risco. Segundo a coordenadora da PMP, subinspetora Sabrina Smith, o reforço das ações preventivas foi determinante para os resultados.

Publicidade

Reforço operacional em números

No período mais recente, houve aumento de 137% nas ações preventivas, 33% no número de visitas e 16% no total de mulheres protegidas. “Não temos reincidência porque nossa atuação vai além do cumprimento formal da medida judicial; construímos vínculo e orientamos sobre os riscos”, afirmou Sabrina.

Funcionamento do serviço

Mulheres em situação de vulnerabilidade extrema são encaminhadas pelos juizados de violência doméstica. Após visita de adesão, elas passam a integrar a rota de rondas. “Se a vítima vai trabalhar, levar filhos à escola ou frequentar a igreja, seguimos essa rotina para impedir qualquer brecha ao agressor”, detalhou a coordenadora.

Diariamente, estudantes de Direito realizam contatos telefônicos em todos os turnos para verificar possíveis violações. Caso o agressor entre em contato, a patrulha orienta a vítima a registrar novo boletim de ocorrência e solicitar a prisão do infrator.

Tecnologia e expansão

A Polícia Municipal prepara a implantação da Sala Lilás Virtual, que permitirá ampliar o atendimento simultâneo. A iniciativa faz parte de ações para intensificar a proteção após Aracaju registrar cinco feminicídios em 2025, três deles somente em dezembro.

Você pode se interessarConteúdo patrocinado · MGID

Rede de apoio

As vítimas podem recorrer aos telefones 153 (Polícia Municipal) e 190 (Polícia Militar), ao Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM), à Secretaria Municipal do Respeito às Políticas para as Mulheres (SerMulher), ao Ministério Público, às DAGVs e ao portal da Secretaria de Estado da Segurança Pública.

Parcerias institucionais

Em maio de 2025, o Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) e a Prefeitura de Aracaju renovaram o convênio que mantém a patrulha. O TJSE, por meio da Coordenadoria da Mulher, ofereceu capacitação sobre violência de gênero aos agentes da Polícia Municipal. Na mesma época, a prefeita Emília Corrêa e a juíza Juliana Nogueira discutiram a expansão do acompanhamento e a criação de grupos reflexivos de prevenção.

Além das rondas, a equipe também realiza palestras em espaços públicos e privados. “Trabalhamos a prevenção diariamente para quebrar o ciclo da violência doméstica”, disse o subinspetor Denisson Souza.

Publicidade

Com informações de FaxAju

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Recomendado para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
Mais conteúdos para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Sugeridas pra vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
3 min de leitura

Aracaju (SE) — A Patrulha Maria da Penha (PMP), serviço da Polícia Municipal de Aracaju voltado à proteção de mulheres com medidas protetivas de urgência, completa seis anos sem registrar casos de reincidência de violência entre as assistidas.

O programa acompanha atualmente 48 mulheres, monitorando cada etapa da rotina delas para evitar situações de risco. Segundo a coordenadora da PMP, subinspetora Sabrina Smith, o reforço das ações preventivas foi determinante para os resultados.

Reforço operacional em números

No período mais recente, houve aumento de 137% nas ações preventivas, 33% no número de visitas e 16% no total de mulheres protegidas. “Não temos reincidência porque nossa atuação vai além do cumprimento formal da medida judicial; construímos vínculo e orientamos sobre os riscos”, afirmou Sabrina.

Funcionamento do serviço

Mulheres em situação de vulnerabilidade extrema são encaminhadas pelos juizados de violência doméstica. Após visita de adesão, elas passam a integrar a rota de rondas. “Se a vítima vai trabalhar, levar filhos à escola ou frequentar a igreja, seguimos essa rotina para impedir qualquer brecha ao agressor”, detalhou a coordenadora.

Diariamente, estudantes de Direito realizam contatos telefônicos em todos os turnos para verificar possíveis violações. Caso o agressor entre em contato, a patrulha orienta a vítima a registrar novo boletim de ocorrência e solicitar a prisão do infrator.

Tecnologia e expansão

A Polícia Municipal prepara a implantação da Sala Lilás Virtual, que permitirá ampliar o atendimento simultâneo. A iniciativa faz parte de ações para intensificar a proteção após Aracaju registrar cinco feminicídios em 2025, três deles somente em dezembro.

Rede de apoio

As vítimas podem recorrer aos telefones 153 (Polícia Municipal) e 190 (Polícia Militar), ao Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM), à Secretaria Municipal do Respeito às Políticas para as Mulheres (SerMulher), ao Ministério Público, às DAGVs e ao portal da Secretaria de Estado da Segurança Pública.

Parcerias institucionais

Em maio de 2025, o Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) e a Prefeitura de Aracaju renovaram o convênio que mantém a patrulha. O TJSE, por meio da Coordenadoria da Mulher, ofereceu capacitação sobre violência de gênero aos agentes da Polícia Municipal. Na mesma época, a prefeita Emília Corrêa e a juíza Juliana Nogueira discutiram a expansão do acompanhamento e a criação de grupos reflexivos de prevenção.

Além das rondas, a equipe também realiza palestras em espaços públicos e privados. “Trabalhamos a prevenção diariamente para quebrar o ciclo da violência doméstica”, disse o subinspetor Denisson Souza.

Com informações de FaxAju

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Receba as notícias no seu WhatsApp

Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe

Entrar no canal →

Publicidade

EM ALTA AGORA