Começou nesta segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026, em Mirassol, no interior paulista, a aplicação da vacina contra a chikungunya desenvolvida pelo Instituto Butantan. O município é o primeiro de São Paulo a integrar o projeto-piloto do Ministério da Saúde, que pretende avaliar a introdução do imunizante na rede pública.
Moradores com idade entre 18 e 59 anos podem receber a dose gratuitamente nas unidades de saúde. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, Mirassol foi escolhida por apresentar aumento expressivo de casos: o Painel de Monitoramento de Arboviroses do Ministério da Saúde registrou 833 ocorrências prováveis da doença em 2024.
“Cerca de 37,5 mil habitantes terão acesso à vacinação, colocando a região na linha de frente da proteção contra a chikungunya”, afirmou o secretário estadual da Saúde, Eleuses Paiva. Ao todo, o projeto-piloto abrangerá 10 municípios de quatro estados, selecionados a partir de critérios epidemiológicos, tamanho populacional e viabilidade operacional.
Autorização e estudos clínicos
A vacina recebeu aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em abril de 2025 e já foi autorizada no Canadá, no Reino Unido e na União Europeia. Os ensaios clínicos, conduzidos no Brasil e nos Estados Unidos, indicaram que o imunizante é bem tolerado e capaz de induzir resposta imunológica após dose única.
O produto é contraindicado para pessoas imunodeficientes ou imunossuprimidas, gestantes e indivíduos com hipersensibilidade aos componentes da fórmula, conforme a bula aprovada pela Anvisa.
Sobre a doença
A chikungunya é transmitida pela picada do Aedes aegypti, o mesmo vetor da dengue e do zika. Os sintomas incluem febre alta, dores articulares, dor de cabeça, dores musculares, calafrios, dor atrás dos olhos e manchas avermelhadas na pele. Em alguns casos, as dores nas articulações podem se tornar crônicas e perdurar por anos.
Com o início da vacinação em Mirassol, o Ministério da Saúde dará sequência à estratégia nos demais municípios selecionados, buscando conter o avanço da doença e reduzir complicações associadas à infecção.
Com informações de Agência Brasil
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