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Política

Alessandro Vieira diz em Roda Viva que combate ao crime deve mirar lavagem de dinheiro e infiltração no Estado

TRANSMISSÃO: Band O senador Alessandro Vieira (MDB/SE), relator da CPI do Crime Organizado no Senado, afirmou em entrevista ao programa Roda Viva, na...

04/03/2026 · 08h58 · Atualizado às 18h28
Alessandro Vieira diz em Roda Viva que combate ao crime deve mirar lavagem de dinheiro e infiltração no Estado

O senador Alessandro Vieira (MDB/SE), relator da CPI do Crime Organizado no Senado, afirmou em entrevista ao programa Roda Viva, na segunda-feira (02), que enfrentar o crime organizado no Brasil passa por atacar as fontes de financiamento e as ações de infiltração dentro das instituições públicas. A participação do parlamentar foi transmitida pela Band.

Vieira disse que a investigação conduzida pela CPI busca mapear o fenômeno criminal no país, com foco tanto nas facções que atuam nas pontas quanto nas estruturas responsáveis por lavar recursos e corromper agentes estatais. Segundo o senador, o avanço precisa ser técnico e partir da identificação de fluxos financeiros que podem ligar facções, milícias, narcotráfico e casos de corrupção institucional.

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Ao comentar menções feitas no programa sobre o Banco Master, o senador qualificou o episódio como um exemplo didático da complexidade das operações criminais em níveis mais elevados. Para ele, organizações criminosas só prosperam se houver tolerância ou infiltração no Estado, assim como mecanismos para ocultar a origem dos recursos. A CPI, destacou, não busca emitir acusações precipitadas, mas sim obter acesso a dados e relatórios de inteligência financeira para elucidar fatos relevantes.

Vieira criticou decisões judiciais que suspenderam quebras de sigilo aprovadas pela comissão, apontando uma proteção histórica em relação a membros da cúpula do Judiciário. Ele afirmou que a efetiva igualdade perante a lei ainda não existe no Brasil e que investigações envolvendo autoridades de alto escalão enfrentam entraves que não ocorrem em outros níveis da República.

O senador também abordou o projeto de lei conhecido como PL Antifacção, informando que o Senado aprovou por unanimidade uma versão mais rigorosa do texto, dirigida ao combate ao financiamento de organizações criminosas, à lavagem de dinheiro e à responsabilização das estruturas que operam no chamado “andar de cima”. Segundo Vieira, emendas posteriores reduziram o alcance da proposta, o que dificulta o enfrentamento daqueles que financiam e dão suporte às facções.

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Foto Nadja Kouchi

Sobre o crescimento das apostas esportivas online, ele classificou o setor como um problema de saúde pública e defendeu maior regulação e fiscalização para impedir que plataformas de apostas sirvam como meio de movimentação de recursos ilícitos.

Por fim, Vieira cobrou mais empenho institucional no combate ao crime organizado, ressaltando que não basta ter legislação; é necessário aplicar as leis com rigor, integrar instituições e romper a tolerância histórica com pessoas que detêm dinheiro e conexões. Para o senador, o momento é uma oportunidade para avançar em transparência e responsabilização e para consolidar um ambiente em que ninguém fique acima da lei.

 

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O senador Alessandro Vieira (MDB/SE), relator da CPI do Crime Organizado no Senado, afirmou em entrevista ao programa Roda Viva, na segunda-feira (02), que enfrentar o crime organizado no Brasil passa por atacar as fontes de financiamento e as ações de infiltração dentro das instituições públicas. A participação do parlamentar foi transmitida pela Band.

Vieira disse que a investigação conduzida pela CPI busca mapear o fenômeno criminal no país, com foco tanto nas facções que atuam nas pontas quanto nas estruturas responsáveis por lavar recursos e corromper agentes estatais. Segundo o senador, o avanço precisa ser técnico e partir da identificação de fluxos financeiros que podem ligar facções, milícias, narcotráfico e casos de corrupção institucional.

Ao comentar menções feitas no programa sobre o Banco Master, o senador qualificou o episódio como um exemplo didático da complexidade das operações criminais em níveis mais elevados. Para ele, organizações criminosas só prosperam se houver tolerância ou infiltração no Estado, assim como mecanismos para ocultar a origem dos recursos. A CPI, destacou, não busca emitir acusações precipitadas, mas sim obter acesso a dados e relatórios de inteligência financeira para elucidar fatos relevantes.

Vieira criticou decisões judiciais que suspenderam quebras de sigilo aprovadas pela comissão, apontando uma proteção histórica em relação a membros da cúpula do Judiciário. Ele afirmou que a efetiva igualdade perante a lei ainda não existe no Brasil e que investigações envolvendo autoridades de alto escalão enfrentam entraves que não ocorrem em outros níveis da República.

O senador também abordou o projeto de lei conhecido como PL Antifacção, informando que o Senado aprovou por unanimidade uma versão mais rigorosa do texto, dirigida ao combate ao financiamento de organizações criminosas, à lavagem de dinheiro e à responsabilização das estruturas que operam no chamado “andar de cima”. Segundo Vieira, emendas posteriores reduziram o alcance da proposta, o que dificulta o enfrentamento daqueles que financiam e dão suporte às facções.

Foto Nadja Kouchi

Sobre o crescimento das apostas esportivas online, ele classificou o setor como um problema de saúde pública e defendeu maior regulação e fiscalização para impedir que plataformas de apostas sirvam como meio de movimentação de recursos ilícitos.

Por fim, Vieira cobrou mais empenho institucional no combate ao crime organizado, ressaltando que não basta ter legislação; é necessário aplicar as leis com rigor, integrar instituições e romper a tolerância histórica com pessoas que detêm dinheiro e conexões. Para o senador, o momento é uma oportunidade para avançar em transparência e responsabilização e para consolidar um ambiente em que ninguém fique acima da lei.

 

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