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Economia

Raízen pede recuperação extrajudicial para renegociar dívidas superiores a R$ 65,1 bilhões

A Raízen, maior produtora mundial de etanol e biomassa de cana‑de‑açúcar e uma das principais empresas do setor de agroenergia, protocolou pedido...

11/03/2026 · 13h39 · Atualizado às 19h00
Raízen pede recuperação extrajudicial para renegociar dívidas superiores a R$ 65,1 bilhões

A Raízen, maior produtora mundial de etanol e biomassa de cana‑de‑açúcar e uma das principais empresas do setor de agroenergia, protocolou pedido de recuperação extrajudicial nesta quarta-feira (11). A empresa informou que suas dívidas somam mais de R$ 65,1 bilhões e que a proposta de reestruturação foi acordada com os seus principais credores.

Em comunicado, a companhia afirmou que o objetivo do pedido é “garantir um ambiente jurídico estável, protegido e adequado para a negociação e implementação da reestruturação das dívidas financeiras quirografárias do Grupo Raízen”. Dívidas quirografárias são aquelas sem garantia real, como hipoteca, e que não têm preferência na ordem de pagamento em casos de falência ou recuperação judicial.

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Adesão de credores e prazos

O Plano de Recuperação Extrajudicial apresentado à Comarca da Capital de São Paulo conta com a adesão de credores que detêm mais de 47% das dívidas financeiras quirografárias — percentual acima do quórum legal mínimo de um terço e suficiente para o ajuizamento do pedido. A empresa explicou que, a partir do processamento da recuperação extrajudicial, terá prazo de 90 dias para alcançar o percentual mínimo necessário à homologação do plano, o que permitiria vincular 100% dos créditos sujeitos aos novos termos e condições a serem definidos.

A iniciativa tem escopo limitado e não abrange as obrigações da Raízen com clientes, fornecedores, revendedores e outros parceiros de negócios, que permanecem em vigor e serão cumpridas conforme os contratos vigentes.

Medidas previstas no plano

Entre as possibilidades previstas no plano estão a capitalização do grupo pelos acionistas; a conversão de parte dos créditos sujeitos em participação acionária na companhia; a substituição de parte desses créditos por novas dívidas; reorganizações societárias para segregar parcelas dos negócios e a venda de ativos do grupo.

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O comunicado também ressaltou que as operações do Grupo Raízen continuam sendo conduzidas normalmente, com atendimento a clientes, manutenção das relações com fornecedores e execução dos planos de negócios. A empresa informou que manterá acionistas e o mercado atualizados sobre qualquer desdobramento relevante.

O Grupo Raízen emprega mais de 45 mil colaboradores e conta com cerca de 15 mil parceiros comerciais em todo o Brasil. A companhia controla 35 usinas de produção de açúcar, etanol e bioenergia e declarou receita líquida de R$ 255,3 bilhões na safra 2024/2025.

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Com informações de Agência Brasil

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A Raízen, maior produtora mundial de etanol e biomassa de cana‑de‑açúcar e uma das principais empresas do setor de agroenergia, protocolou pedido de recuperação extrajudicial nesta quarta-feira (11). A empresa informou que suas dívidas somam mais de R$ 65,1 bilhões e que a proposta de reestruturação foi acordada com os seus principais credores.

Em comunicado, a companhia afirmou que o objetivo do pedido é “garantir um ambiente jurídico estável, protegido e adequado para a negociação e implementação da reestruturação das dívidas financeiras quirografárias do Grupo Raízen”. Dívidas quirografárias são aquelas sem garantia real, como hipoteca, e que não têm preferência na ordem de pagamento em casos de falência ou recuperação judicial.

Adesão de credores e prazos

O Plano de Recuperação Extrajudicial apresentado à Comarca da Capital de São Paulo conta com a adesão de credores que detêm mais de 47% das dívidas financeiras quirografárias — percentual acima do quórum legal mínimo de um terço e suficiente para o ajuizamento do pedido. A empresa explicou que, a partir do processamento da recuperação extrajudicial, terá prazo de 90 dias para alcançar o percentual mínimo necessário à homologação do plano, o que permitiria vincular 100% dos créditos sujeitos aos novos termos e condições a serem definidos.

A iniciativa tem escopo limitado e não abrange as obrigações da Raízen com clientes, fornecedores, revendedores e outros parceiros de negócios, que permanecem em vigor e serão cumpridas conforme os contratos vigentes.

Medidas previstas no plano

Entre as possibilidades previstas no plano estão a capitalização do grupo pelos acionistas; a conversão de parte dos créditos sujeitos em participação acionária na companhia; a substituição de parte desses créditos por novas dívidas; reorganizações societárias para segregar parcelas dos negócios e a venda de ativos do grupo.

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O comunicado também ressaltou que as operações do Grupo Raízen continuam sendo conduzidas normalmente, com atendimento a clientes, manutenção das relações com fornecedores e execução dos planos de negócios. A empresa informou que manterá acionistas e o mercado atualizados sobre qualquer desdobramento relevante.

O Grupo Raízen emprega mais de 45 mil colaboradores e conta com cerca de 15 mil parceiros comerciais em todo o Brasil. A companhia controla 35 usinas de produção de açúcar, etanol e bioenergia e declarou receita líquida de R$ 255,3 bilhões na safra 2024/2025.

Com informações de Agência Brasil

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