Vinte e cinco navios comerciais cruzaram o Estreito de Ormuz na quinta-feira, maior movimento desde abril. O número surge após acordo firmado entre Washington e Teerã para reabrir a via.
Na quinta-feira (18), um total de 25 navios comerciais atravessaram o Estreito de Ormuz, segundo informações da empresa de inteligência marítima AXSMarine. Este foi o maior número de travessias registradas desde abril, um aumento significativo que ocorre após a assinatura de um acordo entre os Estados Unidos e o Irã, que prometeu reabrir imediatamente essa importante via navegável.
De acordo com a AXSMarine, em uma publicação nas redes sociais nesta sexta-feira (19), “ontem, observamos 25 travessias confirmadas de embarcações comerciais pelo Estreito de Ormuz”. Este número representa um aumento considerável em comparação ao tráfego diário médio durante os primeiros dez dias de junho, que era de aproximadamente cinco travessias.
As travessias ainda estão muito abaixo dos níveis que eram registrados antes do início do conflito, quando cerca de 110 embarcações cruzavam diariamente o estreito, que é responsável por cerca de 20% do petróleo mundial. O fechamento efetivo do estreito levou a um aumento significativo nos preços do petróleo.
A AXSMarine também destacou que o número real de navios que cruzaram o estreito pode ser ainda maior, uma vez que as informações são obtidas por meio dos transponders AIS (Sistema de Identificação Automática). Contudo, muitas embarcações têm desligado esses sistemas obrigatórios de rastreamento, a fim de atravessar o estreito sem serem detectadas.
“A retomada no tráfego marítimo ocorreu em meio ao maior evento de interrupção do sinal AIS que observamos no Golfo Pérsico desde o início do conflito, com mais de 200 embarcações comerciais afetadas simultaneamente por falsificação de sinal ou comportamento anormal do AIS”, afirmou a AXSMarine.
Além disso, o Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã anunciou que a PGSA (Autoridade de Gestão da Via Marítima do Golfo Pérsico) será responsável pela administração do tráfego no Estreito de Ormuz após o acordo entre Washington e Teerã. As embarcações não pagarão taxas de solicitação por 60 dias, sendo o governo iraniano responsável por esses custos.
“Dadas as condições especiais e a presença de certos riscos de segurança ao longo da rota de trânsito, e para garantir a passagem segura e evitar incidentes marítimos, as embarcações devem transitar de acordo com as rotas e horários comunicados a elas, para que a capacidade de tráfego possa aumentar gradualmente”, comunicou o Conselho.
A PGSA fornecerá mais informações sobre o funcionamento da operação nos próximos dias.
LEIA TAMBÉM
Receba as notícias no seu WhatsApp
Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe
Entrar no canal →

