Pular para o conteúdo principal
Aracaju, Quarta-feira, 16 de setembro de 2026
Pular para o conteúdo
Internacional

Irã consegue acesso a recursos e garantias no acordo com os EUA, diz especialista

Hussein Kalout analisa acordo entre Irã e EUA, destacando conquistas iranianas.

19/06/2026 · 00h00 · Atualizado às 09h46
Irã consegue acesso a recursos e garantias no acordo com os EUA, diz especialista

Analista da USP e Harvard detalhou os 14 pontos do memorando. Teerã garantiu desbloqueio de ativos e fim de sanções sem abrir mão de suas principais demandas.

O Irã obteve, em essência, o que buscava com a assinatura do memorando de entendimento com os Estados Unidos, segundo avaliação de Hussein Kalout, professor de Relações Internacionais da USP e pesquisador de Harvard. Em entrevista, Kalout analisou os 14 pontos do acordo e destacou as principais concessões obtidas pelos iranianos.

Publicidade

Entre as demandas atendidas ao Irã, o professor enumerou o acesso a recursos financeiros, garantias de reconstrução, desbloqueio de ativos, a não imposição de novas sanções e a possibilidade de revogação de sanções antigas. Em contrapartida, o país aceitou a reabertura de negociações sobre o Estreito de Ormuz.

“Se a gente olhar os 14 pontos do acordo, o Irã conseguiu basicamente o que queria”, afirmou Kalout.

O especialista ressaltou que, no âmbito do acordo, os iranianos também aceitaram formalmente a não construção de uma bomba atômica, um ponto central para os norte-americanos. Ao mesmo tempo, o Irã garantiu o direito de manter seu programa nuclear para enriquecimento com fins civis. Kalout destacou: “O Irã conseguiu preservar o direito a ter o seu programa nuclear para enriquecimento para fins civis.”

Você pode se interessarConteúdo patrocinado · MGID

Comparando o novo documento ao acordo firmado durante o governo do presidente Barack Obama, o professor classificou o memorando atual como ainda mais favorável ao Irã. “Na verdade, é um documento piorado, muito em favor do Irã”, declarou. Para os Estados Unidos, a principal conquista foi o compromisso iraniano de não desenvolver armamento nuclear.

Kalout também apontou um ponto vulnerável do acordo: a questão do cessar-fogo no Oriente Médio, que se divide em duas etapas distintas. Enquanto considerou possível alcançar um cessar-fogo no Golfo, Kalout se mostrou cético quanto à cessação das hostilidades entre Israel e o Líbano.

“Esse cessar-fogo entre Israel e o Líbano eu acho muito difícil e improvável de ser alcançado, pelo menos até outubro, até a eleição em Israel”, concluiu.

Publicidade

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Recomendado para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
Mais conteúdos para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Sugeridas pra vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
2 min de leitura

Analista da USP e Harvard detalhou os 14 pontos do memorando. Teerã garantiu desbloqueio de ativos e fim de sanções sem abrir mão de suas principais demandas.

O Irã obteve, em essência, o que buscava com a assinatura do memorando de entendimento com os Estados Unidos, segundo avaliação de Hussein Kalout, professor de Relações Internacionais da USP e pesquisador de Harvard. Em entrevista, Kalout analisou os 14 pontos do acordo e destacou as principais concessões obtidas pelos iranianos.

Entre as demandas atendidas ao Irã, o professor enumerou o acesso a recursos financeiros, garantias de reconstrução, desbloqueio de ativos, a não imposição de novas sanções e a possibilidade de revogação de sanções antigas. Em contrapartida, o país aceitou a reabertura de negociações sobre o Estreito de Ormuz.

“Se a gente olhar os 14 pontos do acordo, o Irã conseguiu basicamente o que queria”, afirmou Kalout.

O especialista ressaltou que, no âmbito do acordo, os iranianos também aceitaram formalmente a não construção de uma bomba atômica, um ponto central para os norte-americanos. Ao mesmo tempo, o Irã garantiu o direito de manter seu programa nuclear para enriquecimento com fins civis. Kalout destacou: “O Irã conseguiu preservar o direito a ter o seu programa nuclear para enriquecimento para fins civis.”

Comparando o novo documento ao acordo firmado durante o governo do presidente Barack Obama, o professor classificou o memorando atual como ainda mais favorável ao Irã. “Na verdade, é um documento piorado, muito em favor do Irã”, declarou. Para os Estados Unidos, a principal conquista foi o compromisso iraniano de não desenvolver armamento nuclear.

Kalout também apontou um ponto vulnerável do acordo: a questão do cessar-fogo no Oriente Médio, que se divide em duas etapas distintas. Enquanto considerou possível alcançar um cessar-fogo no Golfo, Kalout se mostrou cético quanto à cessação das hostilidades entre Israel e o Líbano.

“Esse cessar-fogo entre Israel e o Líbano eu acho muito difícil e improvável de ser alcançado, pelo menos até outubro, até a eleição em Israel”, concluiu.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Receba as notícias no seu WhatsApp

Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe

Entrar no canal →

Publicidade

EM ALTA AGORA